Alexander Fleming

Médico e farmacologista inventor da penicilina

Alexander Fleming foi o médico e farmacologista inglês conhecido pela descoberta da penicilina. Além desse antibiótico, ainda foi o responsável pela descoberta da lisozima, uma proteína antimicrobiana.

Também foi botânico, biólogo e microbiólogo. Por suas contribuições para a medicina mundial, recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina no ano de 1945.

A vida de Alexander Fleming

Alexander Fleming nasceu no dia 6 de agosto de 1881 em Lochdield, no estado de Ayshire, Escócia. Ele teve sete irmãos e seu pai era fazendeiro. Na escola, já dava sinais da sua inteligência, sendo excelente aluno.

Mudou-se para Londres aos 13 anos, onde estudou em escola politécnica. Ainda na cidade, trabalhou por muitos anos como office boy em um escritório. Fleming decidiu seguir carreira médica, ingressando assim na Escola de Medicina de St. Mary.

Durante os estudos, começou a analisar substâncias antibacterianas. Em 1906, Alexander Fleming concluiu o curso, trabalhando como médico microbiologista no Hospital de St. Mary, em Londres.

O microbiólogo Alexander Fleming.
Alexander Fleming, o descobridor da penicilina. (Foto: Wikipédia)

Primeira Guerra Mundial

Convocado pelo exército, Alexander Fleming trabalhou como médico durante a Primeira Guerra Mundial. Em meio aos combates, onde foi militar na França, viu inúmeras mortes nos hospitais em decorrência da infecção clostrídica dos tecidos, mais conhecida como gangrena gasosa.

Essa doença era causada por conta dos ferimentos de batalha, que eram infeccionados por bactérias. Com o fim da guerra, Fleming retornou ao Hospital St. Mary, e tendo visto as mortes e as evoluções da gangrena gasosa, intensificou os seus estudos em busca de antibacterianos.

Lisozima

A primeira importante descoberta de Alexander Fleming aconteceu em 1921 e por acidente. Ao espirrar em cima de uma placa de Petri, recipiente cilíndrico de vidro onde cresciam colônias de bactérias, percebeu algo interessante. No local onde o fluído nasal havia caído, as bactérias morreram.

Nomeando a substância de lisozima, publicou artigos para falar sobre a sua descoberta. Encontrada também nas lágrimas, saliva e até no leite humano, a substância protege o corpo contra doenças, como por exemplo, a conjuntivite.

Penicilina

No ano de 1928, Alexander Fleming observava as bactérias do tipo Staphylococcus, ou estafilococos, que estavam nas placas de Petri, quando notou algo diferente. As placas foram contaminadas por fungos que estavam no ar, o que aconteceu porque o seu laboratório sempre estava bagunçado.

Com isso, notou que as bactérias em contato com esses fungos haviam desaparecido. O fungo, como se descobriu mais tarde, foi o penicillium notatum, visto comumente em matérias orgânicas, a exemplo do pão e frutas.

Logo no início, o trabalho não recebeu a confiança dos colegas. Ele continuou a aprofundar a pesquisa e, em 1929, publicou no British Journal of Experimental Pathology um estudo com os novos resultados. Ainda assim, não conseguiu obter os recursos necessários.

Mais tarde, em 1941, com a ajuda de Ernest Boris Chain, Norman Heatley e Howard Walter Florey, Alexander Fleming conseguiu transformar a sua descoberta em medicamento. A penicilina foi o primeiro antibiótico a obter sucesso. A sua produção foi iniciada no mesmo período da Segunda Guerra Mundial.

Em 1945, Alexander Fleming, Ernest Boris Chain e Howard Walter Florey receberam o Nobel de Fisiologia ou Medicina. A descoberta não foi patenteada por Fleming, pois considerou que isso dificultaria a difusão do medicamento, o que atrasaria o tratamento de muitos pacientes que sofriam de doenças bacterianas.

Alexander Fleming morreu no ano de 1955, em virtude um ataque cardíaco. Ele foi enterrado na Igreja Catedral de São Paulo, O Apóstolo, situada em Londres. A descoberta deu início a chamada “era dos antibióticos”.

Além do prêmio pela em virtude da penicilina, recebeu: 

  • Medalha Honorária de Ouro do Colégio Real de Cirurgiões – 1946;
  • Prêmio Cameron da Universidade de Edimburgo – 1945;
  • Medalha Moxon – Colégio Real de Médicos – 1945;
  • Medalha de Ouro – Sociedade Real de Artes – 1946;
  • Medalha de Ouro – Sociedade Real de Medicina – 1947;
  • Medalha de Mérito dos Estados Unidos da América – 1947.

Uso da penicilina

A penicilina é um antibiótico utilizado no tratamento de diversos tipos de doenças causadas por bactérias. É usada em tratamentos como amigdalite e faringite, otite e erisipela, uma infecção na pele.

Além disso, o medicamento é aplicado em tratamentos de sinusite, meningite, febre reumática, salmonelose, cistite, pneumonia e infecções sistêmicas no sangue. A penicilina pode ser usada também em tratamentos de doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis.

O remédio atua na inibição da bactéria, causando a morte e evitando as infecções. Apesar disso, a substância não é bem absorvida por regiões como olho, sistema nervoso central e próstata. Em casos de infeções nesses locais, as doses do medicamento são aumentadas.

O uso da penicilina pode causar alguns efeitos contrários, a exemplo das manifestações cutâneas, reação de hipersensibilidade, toxicidade renal, neurotoxidade e toxicidade hematológica.

Alexander Fleming e Winston Churchill

Existe uma história de que o pai de Alexander Fleming salvou a vida do político Winston Churchill, o primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Grande Guerra. Os relatos diziam que Churchill foi salvo pela família de Fleming duas vezes.

Falavam que o pai de Fleming tinha salvo Churcill de um afogamento quando era pequeno. Por conta disso, o pai de Churcill custeou a educação de Fleming.

A outra versão afirmava que o ex-primeiro-ministro foi salvo pela penicilina durante a segunda guerra, o que também não era verdade. Mesmo tendo ficado doente, ele foi tratado com uso de sulfonamida.

Essas histórias foram desmentidas por Kevin Brown, autor da “biografia Penicillin Man: Alexander Fleming and the Antibiotic Revolution”. Segundo Brown, Fleming teria enviado uma carta para Andre Gratia, um amigo, onde chamava as histórias de “fábulas fabulosas”.

Citações

A penicilina cura os homens, mas é o vinho que os torna felizes.

Não deixe que as doutrinas vigentes entorpeçam seu cérebro.

Falem de mim bem ou mal, mas não me esqueçam.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

Fernandes, Ruan. Alexander Fleming; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/alexander-fleming >. Acesso em 18 de novembro de 2019 às 19:52.

Copiar referência