Arte Moderna

Caracterizada pelos novos métodos de produzir arte

O conceito de Arte Moderna abrange toda a produção artística que iniciou no fim do século XIX até os anos 70. Seu marco foi em Paris, na França.

Os artistas modernistas buscavam novas formas de se expressar rompendo com os padrões antigos através de algumas técnicas.

Origem e características da Arte Moderna

Influenciados pelo advento da fotografia, os artistas procuraram captar a impressão da luz nas cores dos objetos.

Com o tempo, esse tipo de pintura foi perdendo a reputação e, pouco antes da Primeira Guerra Mundial eclodir, em 1914, o artista moderno sentiu a necessidade de produzir uma arte mais considerável, com maior peso e relevância. A fugacidade do mundo também foi outro motivo para o aparecimento de novas tendências.

Dessa forma, surgiram os chamados Movimentos de Vanguarda. Também conhecido vanguardas europeias, a expressão quer dizer “estar à frente” e retrata um período de novidades para a literatura, teatro, música e as diversas artes plásticas.

Os vanguardistas se desfizeram da forma de produzir arte na Europa, pois estavam em busca de liberdade e expressão.

Apesar do movimento ser europeu, ele teve influência por todo o mundo. Durante séculos reinou um padrão estético chamado “mimese”, que significa a cópia exata do real. Valorizava a ordem, a harmonia, o equilíbrio e a sobriedade das formas.

Arte Moderna Pintura
A velocidade do mundo e o uso das cores primárias eram algumas das características da Arte Moderna. (Foto: Pixabay)

O período da Arte Moderna estava ligado às diversas transformações políticas, econômicas e social, por conta da Revolução Industrial em 1840 (inovações tecnológicas), além do mais, algumas correntes surgiram no decorrer da Primeira Guerra utilizando desse contexto histórico para expressar nas obras de arte.

No Brasil, a Arte Moderna apoderou-se das vanguardas europeias com o intuito de formar uma identidade do país incorporando à arte. Os protestos chegaram de uma forma mais empenhada, como denúncia social, além também de se opor aos princípios da burguesia.

Apesar das motivações terem começado na segunda década do século XX, essas influências foram fortalecidas na Semana de Arte Moderna, em 1922.

Semana de Arte Moderna

Na busca por novos caminhos esses artistas idealizaram a Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. No evento, também chamado de Semana de 22, foram apresentados concertos e conferências, além de exposições de artistas plásticos. Foi um marco da Arte Moderna brasileira.

Esse evento aconteceu entre 11 e 18 de fevereiro, após a Primeira Guerra e o centenário da Independência do Brasil. Logo de imediato teve como intuito expor a autonomia e demonstrar que os artistas brasileiros estavam atentos ao moderno.

A Semana de 1922 agregou diversas manifestações artísticas, dentre elas: literatura, pintura, música, escultura e arquitetura.

Os princípios artistas da época estavam voltados, principalmente, ao Parnasianismo, movimento em que se utilizava a norma culta, a falta do compromisso social e o ideal da arte pela arte.

Contudo, os artistas que participavam da Semana de Arte Moderna, estavam tentando cessar com as normas estabelecidas da época. Com isso, a ideia, a concepção do Parnasianismo foi encerrada no Brasil.

Consequentemente, os artistas participantes do movimento foram vaiados ao longo do evento, por conta da oposição às normas vigentes da época.

Em meios às vaias e críticas da camada artística mais conservadora, o escritor Ronald de Carvalho leu o poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira, em que ironizava o movimento parnasiano às diretrizes de formas e vocabulários complicados de entendimento.

A Semana de Arte Moderna teve o valor histórico reconhecido com o passar do tempo. As ideias do evento foram projetadas ao longo do século e se estendeu em diversos movimentos artísticos.

Grupo dos Cinco

Os principais artistas brasileiros que lideraram a Semana de Arte Moderna ficaram conhecidos como “Grupo dos Cinco”.

Arte Moderna Tarsila do Amaral
Tarsila do Amaral fez parte do Grupo dos Cinco durante a Semana de Arte Moderna. (Foto: Wikipédia)
  • Anita Malfatti: ilustradora, professora, desenhista e pintora. A artista expôs 22 trabalhos durante a Semana de Arte Moderna;
  • Menotti Del Pichia: tabelião, advogado, jornalista, pintor, cronista e romancista. É considerado um dos artistas mais importantes da Semana de 22, pois defendia a integração da poesia com os tempos modernos;
  • Mário de Andrade: historiador, prosador e poeta. Poeta, prosador, musicista e historiador. Ele fez parte do grupo responsável pela fundação da revista Klaxon, que divulgava o movimento modernista, além de ser um dos principais nomes da literatura brasileira;
  • Oswald de Andrade: ensaísta, escritor e dramaturgo. Ele era considerado um dos artistas mais polêmicos do Modernismo no Brasil.

Movimentos da Arte Moderna

  • Fauvismo (1905): o artista fauvista agia por instinto, não permitindo que o lado racional interferisse na pintura. Por isso, a principal característica desse grupo era a simplificação das formas e o emprego das cores primárias;
  • Cubismo (1907): os artistas cubistas passaram a representar os objetos com todas as suas partes em um mesmo plano, a partir de formas geométricas. É como se estivessem abertos e apresentassem todos os lados do ponto frontal em relação ao espectador;
  • Abstracionismo (1910): os artistas do abstracionismo tinham como principal característica a ausência de relação imediata entre as formas e as cores representadas e as formas e as cores de um ser;
  • Futurismo (1909): para os artistas do futurismo desse movimento era necessário romper com a arte tradicional e valorizar o desenvolvimento industrial e tecnológico.

  • Dadaísmo (1916): o dadaísmo defendia que a arte precisava ser solta, irônica, ser pautada na liberdade e no pessimismo. Contudo, foi considerado um movimento antiartístico, já que pretendia abalar a população, condenar a arte tradicional, o sistema e a guerra.
  • Expressionismo (1920): consolidada quando um grupo de artistas procurou expressar as emoções humanas e interpretar as angústias que caracterizam psicologicamente o homem do início do século XX (subjetivismo na arte);
  • Surrealismo (1924): o surrealismo foi um movimento da literatura e das artes plásticas que começou na França, sob a liderança do escritor André Breton. Influenciados pelos estudos do subconsciente, do psicanalista Sigmund Freud, a arte surrealista não resulta de pensamentos racionais e lógicos do artista.

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Mendes, Elaine. Arte Moderna; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/arte-moderna >. Acesso em 28 de outubro de 2019 às 20:40.

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