Baleia jubarte

Mamífero que vive nos oceanos

A baleia jubarte é um tipo de baleia que faz parte dos mamíferos do Reino Animal e habita os oceanos. Seu nome científico é Megaptera novaeangliae e há uma explicação para essa denominação: a palavra “Megaptera” vem do grego e quer dizer “grandes asas”, já a expressão “novaeangliae” faz referência à Nova Inglaterra, local onde foi registrada a espécie pela primeira vez.

As “grandes asas” correspondem às longas nadadeiras peitorais que ajudam as baleias no nado, equilíbrio e direcionamento. Com cores pretas, azuis e brancas e formato ondulado, as nadadeiras podem ter comprimento maior que cinco metros.

É também conhecida como baleia corcunda, do inglês “humpback whale”, por causa da corcova que tem no dorso perto da cauda. No momento do salto, a baleia jubarte consegue ficar com o corpo todo para fora da água por alguns segundos. As nadadeiras e a cauda ajudam nesse feito.

Baleia jubarte saltando na superfície do mar.
A baleia jubarte consegue saltar totalmente para fora d’água. (Foto: Pixabay)

Sua classificação científica é a seguinte:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetartiodactyla
Subordem: Cetacea
Infraordem: Mysticeti
Família: Balaenopteridae

Baleia jubarte: características anatômicas e biológicas

O peso desse mamífero pode chegar a 40 toneladas e seu comprimento a 16 metros aproximadamente. A boca é enorme e recurvada e no canto dela estão os ouvidos e pequenos olhos, com excelente visão dentro e fora d’água.

A cabeça levemente achatada da baleia jubarte é repleta de nódulos e protuberâncias com pequenos pelos no topo. Os cientistas supõem que esses pelos possam ter função sensorial, pois não se sabe ao certo o seu propósito.

A baleia possui pregas ventrais localizadas na região do queixo que vão se estendendo até uma distância aproximada do umbigo. Apresenta pigmentação esbranquiçada como se fosse um fole de acordeom, que se amplia e encolhe quando está comendo.

Todas as baleias que possuem essa característica fazem parte da família dos balenopterídeos e também são chamadas de rorquais.

As barbatanas são as placas constituídas de queratina que ajudam na retenção do alimento quando a baleia jubarte está comendo. Elas formam uma cortina no céu da boca que “filtram” o alimento da água do mar.

Como passam boa parte do tempo submersas, mantém o canal respiratório fechado. Só quando sobem à superfície, elas contraem os pulmões e expelem o ar com força para fora através das narinas, que ficam no topo da cabeça. O coração e os pulmões estão localizados no tórax e são protegidos pelas 28 costelas, 14 de cada lado do peito.

As regiões musculares da nadadeira e pedúnculo caudal são as principais áreas responsáveis pela natação das baleias. Além disso, são elas que possibilitam a movimentação que levam aos saltos na superfície. É a nadadeira caudal que identifica o tipo da baleia, por causa das cores e contornos singulares.

Nadadeira caudal da baleia jubarte.
A nadadeira caudal auxilia a baleia jubarte na natação. (Foto: Pixabay)

Ciclo de vida e hábitos da baleia jubarte

A baleia jubarte possui hábito migratório anual de acordo com as estações do ano e com determinada atividade. Para se alimentar, migra para as regiões polares no verão, em torno dos meses de junho e julho. Já o inverno é o período de acasalamento e concepção nas águas tropicais, mais ou menos nos meses de novembro e dezembro.

As jubartes têm expectativa de vida longa, cerca de 50 anos. Por algum tempo, foram alvo de caça predatória, o que ocasionou o alerta de possibilidade de extinção. Porém, ações desenvolvidas por institutos e organizações evitaram o seu desaparecimento. Atualmente, são identificadas como animais vulneráveis.

Alimentação

A jubarte se alimenta de uma espécie de crustáceo parecido com o camarão, chamada de krill (Euphasia superba). Esses pequenos animais vivem em grande quantidade nos mares gelados e são excelentes refeições, já que as baleias não possuem dentes para mastigar.

Dessa forma, a baleia jubarte come um volume suficiente para armazenar gordura, possibilitando o jejum da próxima migração nas águas quentes, onde não tem o krill. Além da reserva de energia, a temperatura corporal também é mantida por essa densa camada de gordura acumulada.

Para capturar o krill e peixes pequenos, as baleias jubartes trabalham em conjunto. Elas nadam abaixo da aglomeração, em movimentos circulares, soltando bolhas de ar para formar um tipo de parede ao redor do cardume. Em seguida, sobem com a boca aberta e capturam o krill junto com água do mar, que passam pelo processo de filtração.

Reprodução

Os ambientes providos de corais, os continentes e ilhas, são as áreas mais utilizadas para a reprodução. O local com maior número de reprodução é o Banco dos Abrolhos, situado entre os estados do Espírito Santo e Bahia. A costa nordeste do Brasil também é bastante procurada pelas baleias.

No período de reprodução, a baleia jubarte emite um som específico para esse ciclo, podendo ser ouvido em distância de até 3 mil quilômetros. O tempo de gestação da fêmea varia de 11 a 12 meses, nascendo apenas um filhote, que pode pesar entre 800 a 1000 quilos e medir cerca de quatro metros de comprimento.

Enquanto filhote, precisa se proteger de predadores (como o tubarão, por exemplo). Além disso, necessita ficar o tempo todo ao lado da mãe, já que ela é, nos primeiros meses, a sua fonte de alimentação. Outro perigo para as crias são as redes de pesca, nas quais podem acabar presas. Por esse motivo, a mãe dispõe de um forte instinto materno protetor.

No período de crescimento dos bebês, as mães não migram para os mares gelados, locais de alimentação. Elas ficam até o filhote ter força suficiente para fazer viagens, que podem durar cerca de dois meses.

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Oliveira, Darcicleia. Baleia jubarte; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/baleia-jubarte >. Acesso em 29 de janeiro de 2020 às 21:57.

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