Barbarismo

É um vício de linguagem

O barbarismo ocorre quando uma palavra é escrita ou falada de forma incorreta. Esse erro pode ser proposital ou acidental, e para cada um deles existe uma classificação.

Se o erro ocorre de forma proposital, o barbarismo é classificado como uma figura de linguagem. Já no erro acidental, o barbarismo é classificado como um vício de linguagem, pois está transgredindo a norma culta da Língua Portuguesa.

No dia a dia identificamos vários vícios de linguagens na nossa língua. Isso acontece por falta de conhecimento ou descuido, podendo até interferir na comunicação.

Dentro desses vícios da linguagem encontramos o barbarismo, palavra usada para caracterizar os erros referentes à pronúncia, prosódia, ortografia, dentre outros.

Exemplos de barbarismo

O barbarismo, na maioria das vezes, surge durante uma conversa informal ou através das redes sociais. Veja a seguir os tipos de barbarismo da nossa língua:

Barbarismo por significado

Esse tipo de barbarismo acontece quando a origem de uma palavra é desconhecida, o som é de difícil entendimento ou porque é mais fácil pronunciar a palavra de uma forma diferente.

Exemplo: “A chuva interrompeu o tráfico de carros”.

A palavra “tráfico” foi usada incorretamente no lugar da palavra “tráfego”.

Barbarismo por pleonasmo

O barbarismo pleonástico ocorre quando é feito o emprego de palavras com significados iguais na mesma frase.

Exemplos: Voltar a repetir, filho primogênito, colaborar junto, conclusão final, esquecimento involuntário, sair fora, subir para cima, túnel subterrâneo, utopia inatingível.

Barbarismo por estrangeirismo

O estrangeirismo é o emprego de palavras de outros idiomas em nossa língua. Isso ocorre quando os falantes não sabem a tradução da palavra ou quando essas palavras participam de um contexto especial.

O estrangeirismo também pode ser chamado de gíria. As gírias podem variar de acordo com local ou região onde é usada.

A maioria dos estrangeirismos usados na Língua Portuguesa são de origem inglesa ou francesa.

Exemplos: Ateliê (do francês atelier), batom (do francês bâton), nocaute (no inglês knockout), xampu (do inglês shampoo), clipe (do inglês clip).

O barbarismo é um vício de linguagem
O Barbarismo ocorre de diferentes maneiras na Língua Portuguesa. (Foto: Shutterstock)

Outros vícios de linguagem

Os vícios de linguagem são muito usados na linguagem do dia a dia, ou seja, toda vez que conversamos com amigos ou familiares.

Em sua grande maioria, os vícios de linguagem são utilizados por quem não possui o domínio das regras da gramática.

Entretanto, os vícios de linguagem também são aplicados em contextos literários para dar ênfase ao que está sendo falado. Quando usados dessa forma são chamados de figuras de linguagem.

Os vícios de linguagem podem ser classificados em: barbarismo, solecismo, cacófato, pleonasmo, ambiguidade, eco, hiato, colisão e plebeísmo. Conheça a seguir cada um deles:

Solecismo

No solecismo a estrutura sintática da frase é feita de forma incorreta. A sentença pode apresentar erros de concordância, regência verbal ou regência nominal e o uso de termos incorretos no lugar de outros corretos gramaticalmente.

Exemplos:

  • Vou no shopping.
  • Houveram problemas.
  • Ele não vai-te batizar.

Cacófato

Na cacofonia ocorre a formação de sons desagradáveis ao ouvido, devido à combinação de algumas palavras. A cacofonia pode confundir o ouvinte no momento do entendimento da mensagem.

Exemplos:

  • Vi ela ontem pela manhã. (viela)
  • Eu amo ela. (moela)
  • Ela tinha. (latinha)

Pleonasmo

O pleonasmo é caracterizado pela repetição de termos com o mesmo significado em uma frase. O pleonasmo é marcado pela redundância, ou seja, o acréscimo de informações desnecessárias.

Exemplos:

  • A brisa matinal da manhã.
  • É preciso repetir de novo.
  • Foi dividido em duas metades iguais.

Ambiguidade

Na ambiguidade uma palavra pode ter dois significados, isto é, a palavra apresenta entendimentos diferentes . Esse vício de linguagem dificulta o entendimento do ouvinte.

Exemplos:

  • O rapaz pediu um prato ao garçom.
  • Não sei se gosto do frio ou do calor.
  • Mataram o porco do meu tio.

Eco

O eco ocorre quando é feito o emprego de palavras que rimam. O eco é muito usado em textos literários.

Exemplos:

  • Faço tudo eficazmente, alegremente e calmamente.
  • Pedro, pedreiro, penseiro, esperando o candongueiro.
  • O capitão fechou o portão e, com o coração na mão, enfrentou o valentão.

Hiato

No hiato ocorre a repetição das vogais - a, e, i, o, u - no discurso.

Exemplos:

  • Ele irá ainda hoje para fazer a retirada do produto.
  • Você escolhe, ou eu ou ele.
  • Carola amou a Augusto.

Colisão

Se no hiato ocorre a repetição da vogal, na colisão acontece à repetição de consoantes.

Exemplos:

  • O monstro medonho mede, mais ou menos, um metro e meio.
  • Eram comunidades camponesas com cultivos coletivos.
  • Mamãe me mandou marcar a manga da minha malha.

Plebeísmo

No plebeísmo ocorre o emprego de gírias e palavras de baixo calão.

Exemplo:

  • Somos irmãos do peito

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

Oliveira, Filipe. Barbarismo; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/barbarismo >. Acesso em 29 de janeiro de 2020 às 17:14.

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