Benito Mussolini

Político italiano responsável pelos ideais do Fascismo

Jornalista e político, Benito Mussolini, registrado como Benito Amilcare Andrea Mussolini, nasceu em Dovia de Predappio no dia 29 de julho de 1883.  Responsável por liderar o Partido Nacional Fascista, é reconhecido como uma das personalidades em destaque na criação do fascismo.

Viveu seus primeiros anos em uma vila na província italiana, proveniente de uma família humilde. Seu pai, Alessandro Mussolini, trabalhava em uma ferraria e era defensor convicto dos ideais socialistas. Já sua mãe, Rosa Maltoni, era professora de colégio primário, a principal provedora da família.

O seu nome foi escolhido em homenagem ao revolucionário mexicano Benito Juárez. Assim como pai, Benito Mussolini tornou-se socialista.

As primeiras opiniões políticas tiveram fortes influências do se pai, que sempre idolatrou figuras revolucionárias e personalidades italianas de destaque no âmbito nacional.

Alguns dos nomes mais citados por Alessandro com fortes tendências humanistas era Carlo Pisacane, Giuseppe Mazzini e Giuseppe Garibaldi. Além de alguns anarquistas como Carlo Cafiero.

Em 1902, no aniversário da morte de Giusepe Garibaldi, Benito Mussolini fez um discurso público em louvor do republicano. Outro dos seus grandes influenciadores foi Nietzsche.

Rebelde, Mussolini foi expulso da classe após muitos atos de vandalismo contra seus colegas. Em um dos episódios,  feriu um garoto da turma com uma faca durante uma briga. Apesar das eventualidades, nunca deixou de estudar e seguiu com registro de boas notas.

Ao terminar os estudos, emigrou para Suíça com o intuito de evitar o serviço militar, mas incapaz de permanecer em ocupações fixas, foi preso por atos inadequados, vandalismo e expulso, posteriormente.

Biografia de Benito Mussolini

Por volta do ano de 1922, Benito tornou-se o primeiro-ministro da Itália, quando também começou a usar o título nacional de II Duce.

Após 1936, acumulou cargos e tinha algumas condecorações oficiais: “Sua Excelência Benito Mussolini, Chefe de Governo, Duce do Fascismo e Fundador do Império”.

Além desses, Mussolini também alcançou a patente militar de primeiro Marechal do Império ao lado do rei Vítor Emanuel III da Itália, responsável pela concessão do seu título, sendo o comandante supremo de todas as forças armadas da Itália.  

Mussolini permaneceu no poder até ser substituído em 1943, um pouco antes da sua morte, tendo ocupado também a função de líder da República Social Italiana.

Um dos primeiros expoentes na fundação do fascismo, associados aos ideais do nacionalismo, corporativismo, sindicalismo nacional, expansionismo, progresso social e as teorias baseadas no anticomunismo.

Anos posteriores à criação do fascismo, Benito Mussolini alcançou reconhecimento de parte significativa dos políticos italianos.

No período de 1924 a 1939 alguns dos seus projetos públicos ganharam destaque, dentre eles estão a drenagem de áreas semelhantes a pântanos, melhores condições do transporte coletivo e ofertas de trabalho.

Mussolini também resolveu a questão Romana ao concluir o Tratado de Latrão entre o Reino de Itália e a Santa Sé, além de receber o mérito pelo êxito econômico nas colônias da Itália e relações comerciais.

Carreira política e ditadura militar

Ao iniciar a carreira de jornalista e político, propagou as ideias do socialismo italiano, movimento pelo qual escreveu diversos artigos no jornal de esquerda denominado “Avanti”, onde ocupava o cargo de redator-chefe.

No ano de 1914, administrou o jornal Popolo d’Itália, defendendo, em seus escritos, a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Posteriormente, expulso do partido italiano, alistou-se no exército no período da Primeira Guerra Mundial, fazendo parceria com Grã-Bretanha e França.

Nesse período, conseguiu a patente de sargento. Durante os confrontos, ficou ferido após ser atingido por uma granada.

Retrato de Benito Mussolini
Benito Mussolini foi um político italiano responsável pelo partido fascista. (Foto: Wikipédia)

Em 1919, Mussolini teve a iniciativa de fundar o Fasci Italiani di Combatimento, uma organização que originaria, posteriormente, o Partido Fascista Nacional.

Baseado em uma teoria política basicamente socialista, conseguiu a aceitação dos militares insatisfeitos e parte significativa da população, alcançando êxito em sua proposta, tendo avançando em seus ideais partidários.

Após um longo período de grandes perturbações político-sociais, tendo também nessa fase atingido grande popularidade, candidatou-se a chefe do partido (chamado de Duce).

Em 1922, organizou, ao lado de Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa “Marcha sobre Roma“, uma estratégia pública reconhecida como golpe de propaganda.

O próprio Mussolini, idealizador do evento, não esteve presente, tendo chegado em grupo mais tarde com outros revolucionários.

Ao chegar, usava as camisas das suas milícias chamadas de “camisas negras ” com a finalidade de instigar o terror e combater abertamente os socialistas. Nessa pressão política instalada, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo.

A partir daí, foi nomeado primeiro-ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria dos aliados no parlamento e, consequentemente, autonomia e poderes absolutos no governo do país.

Logo após a sua ascensão ao poder, começou uma campanha de idolatria que resultou, mais tarde, no aumento do seu poder. Isso ocorreu, principalmente, porque houve a interdição dos partidos políticos restantes e a falta de atuação dos sindicatos.

Em 1929, quando percebeu que necessitava do apoio da classe burguesa e dos fiéis do catolicismo, encerrou a “Questão Romana”, um conflito estabelecido no país entre os papas e o Estado italiano. Mussolini assinou a Concordata de São João Latrão com o cardeal Pietro Gasparri, pondo fim ao atrito.

Benito Mussolini teve as decisões apoiadas pela burguesia e pela igreja.

Morte

Fundou a República Social Italiana no Norte do país, porém pouco depois foi novamente preso por guerrilheiros da resistência italiana, que o mataram em 28 de abril de 1945, juntamente com a sua companheira, Clara Petacci. Apesar de ter tido a oportunidade de fugir, preferiu permanecer ao lado do marido até o fim.

Egocêntrico, suas  últimas palavras demonstraram o perfil arrogante e autoritário:

Atirem aqui! (disse ele apontando para o peito) Não destruam meu perfil.

O seu corpo e o da esposa ficaram expostos como ato de humilhação  diante do público durante vários dias, pendurados de ponta a cabeça na Piazza Loreto em Milão, na Itália.

Até os dias de hoje, encontra-se sepultado no Túmulo da Família Mussolini em Predappio, na Emília-Romanha, a mesma localidade em que nasceu.

 O seu mausoléu é visitado por turistas de todo o mundo, além de ser um ambiente de peregrinação dos neo-fascistas italianos. Em abril de 2009, o município baniu a venda de recordações fascistas.

 

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Neves, Juliete. Benito Mussolini; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/benito-mussolini >. Acesso em 28 de outubro de 2019 às 16:44.

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