Budismo

Princípio filosófico criado por Buda

O Budismo é uma corrente espiritual e filosófica criada por Siddhartha Gautama, o Buda, que acredita no poder da reencarnação humana e nos caminhos para se alcançar a sabedoria, eliminando assim os sofrimentos e aflições mentais.

Buda não é um deus para seus seguidores. Ele é um guia espiritual que representa o potencial de cada ser humano. Ou seja, quando o indivíduo consegue atingir todas as qualidades possíveis e vencer os obstáculos. Por isso, em hindu, Buda significa “o iluminado”.

Apesar de ter nascido depois do hinduísmo,  durante três séculos após a morte de Buda, o Budismo acabou conquistando mais adeptos que a religião tradicional da Índia.

Nascimento do Budismo

No século VI, antes de Cristo, no país que hoje é o Nepal, nasceu os ensinamentos de Gautama. De família rica, ele largou a vida burguesa para entender os sentidos da vida. Depois de muitos questionamentos durante suas andanças, alcançou o despertar espiritual após meditar debaixo de uma árvore.

Esclarecido, saiu pregando sua doutrina por toda a Índia. Entre os primeiros ensinamentos estão as “Quatro Verdades Nobres”:

Sofrimento

A doutrina acredita que há oito tipos de sofrimento: nascimento, velhice, doença, morte, separação, contato com coisas ruins, planos inalcançáveis e a angústia agregada a princípios psicofísicos, como a forma corporal e aflições mentais.

Quem não reconhece o próprio sofrimento ou não consegue enxergar o dos outros, não se esforça o suficiente para alcançar o caminho espiritual e, consequentemente, o alívio da dor.

A Causa do Sofrimento

Apego a objetos materiais, ao próprio corpo ou até mesmo a personalidade são as causas apontadas. Segundo o budismo, acreditar na continuidade das coisas também é ilusão, pois elas nunca serão como já foram ou como são no momento. 

Imagem do criador do Budismo
Representação de Siddhartha Gautama, o Buda (Foto: Wikipédia)

Cessação do Sofrimento

O entendimento de que o sofrimento não é provisório. Isso acontece através do contato com a real natureza das coisas e abandono da raiva, ganância e ignorância.

Caminho das “Oito Vias Nobres” para Extinção do Sofrimento

Reconhecer a realidade, adotar o pensamento correto, mesmo diante da sua situação emocional e psicológica, não mentir ou falar mal de alguém, não matar, roubar ou cometer adultério, viver de maneira saudável, preservar a própria dignidade e a dos outros, e nutrir a tranquilidade da mente.

Propriedades do Budismo

Os seguidores do budismo acreditam que o pleno conhecimento físico e espiritual leva à iluminação, conhecido como nirvana. É o principal objetivo da consciência, no qual o ser põe fim aos sofrimentos.

Como também consideram as encarnações e reencarnações de animais e plantas, a doutrina prega a bondade e respeito para com todos os seres vivos, já que em outra existência pode-se vivenciar aquela aparência.

Esse processo de renascimento, passagem por várias vidas, é rompido quando o indivíduo consegue a iluminação. Esta sequência é nomeada como “Samsara” e funciona de acordo com o carma.

O carma é visto como algo negativo, o castigo para as más atitudes. A penalidade aparece no ciclo de reencarnações.

No budismo não existe princípios fundamentais e únicos, tanto que Buda não é considerado uma divindade. Então, essa vertente ideológica é dividida em quatro ramos: escola Nyingma Kagyu, Sakya e Gelupa.

Nelas, as Três Joias ou Gema Tripla são as bases fundamentais das práticas budistas:

  • Buda: o iluminado, o guia
  • Dharma: a lei soberana pregada por Buda
  • Sangha: os discípulos

Budismo é religião?

Embora o budismo seja baseado em experiências de autoconhecimento e compreensão diante do sofrimento humano, ele não se enquadra nos conceitos religiosos de fé e devoção, além de não ser monoteísta e politeísta (crença em vários deuses) como outras religiões.

Por outro lado, a classificação do budismo em filosofia é bem aceita. A própria palavra, ‘filo’ que significa “amor” e sofia que significa “sabedoria”, já descreve os princípios da corrente espiritual.

Porque, como já sabemos, o budismo prega o entendimento da realidade, a sabedoria de entender o real sentido das coisas.

Budismo no Brasil

Há 110 anos chegaram os primeiros monges, discípulos do budismo, no brasil. Ou seja, os ensinamentos vieram com os imigrantes japoneses, coreanos e chineses que queriam trabalhar nas lavouras de café no interior do país.

Praticado de maneira tímida até a Segunda Guerra, a filosofia budista passou a se desenvolver a partir dos anos 50, quando, em Moji das Cruzes – SP, o templo Zengen-ji foi construído.

O budismo no Brasil ainda é exercido de acordo com as escolas tibetanas, Soto Zen, Theravada Kadampa e Terra Pura. Estima-se que, atualmente, mais de 200 mil pessoas acompanham os ensinamentos de Buda.

Representações no Budismo

Muitas imagens apresentam um Buda gordo em cima de moedas para atrair prosperidade, especialmente as chinesas. Porém, não consta em nenhum documento que o guia foi gordo em algum instante da vida.

Por isso, em alguns locais, acredita-se que a figura pode ser o retrato de algum monge e sua gordura significar riqueza espiritual. Já a flor de lótus é usada como símbolo da presença de Buda, pois ela é vista como a própria pureza do espírito.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

SANTOS, Thamires. Budismo; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/budismo >. Acesso em 11 de dezembro de 2019 às 22:02.

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