Câncer de cólon

Tumores malignos que afetam o intestino grosso, o cólon e o reto

O câncer de cólon é uma doença desenvolvida na região inferior do aparelho digestivo, onde localiza-se o intestino grosso, o cólon e o reto. A detecção da doença é feita com a identificação dos pólipos, que são lesões tumorais ainda em estágio benigno.

Os pólipos podem surgir em várias regiões do organismo humano, como no útero e na vesícula biliar. Mas os pólipos intestinais, especificamente, é que podem ou não evoluir para o câncer de cólon. Eles são assintomáticos e apresentam crescimento tumoral anormal nas células do intestino grosso (cólon).

Cerca de 30% das pessoas adultas convivem com esses pólipos intestinais ao longo da vida. O pólipo que transforma-se em câncer de cólon é do tipo “adenomas ou adenomatoso”, e o risco de malignização ainda é aumentado quando apresenta-se com tamanho maior que 1 cm, mais de quatro pólipos adenomas e displasia de elevado grau.

Sintomas do câncer de cólon

O câncer de cólon tem cura quando detectado de forma precoce. Por isso, principalmente, as pessoas com histórico familiar devem ficar atentas ao aparecimento dos primeiros sintomas.

Veja as manifestações mais frequentes do câncer de cólon:

  • Sangramento do canal anal ou ao defecar;
  • Alterações no funcionamento intestinal, com diarreias ou constipação intestinal;
  • Cansaço;
  • Escurecimento e afilamento das fezes;
  • Emagrecimento sem causa aparente;
  • Náusea;
  • Dores prolongadas no abdômen.

 Tipos de câncer de cólon

Os pólipos que tornam-se em tumores cancerígenos no cólon ou no reto podem ser de cinco tipos. Veja:

  • Adenocarcinoma: os adenocarcinomas são o tipo responsável por 95% dos casos de câncer colorretal. Eles iniciam-se nas células e produzem um muco lubrificante dentro do cólon e do reto;
  • Tumores Carcinoides: esses tumores malignos começam nas células intestinais, produzindo hormônios;
  • Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST): são tumores estromais do trato gastrointestinal. Eles encontram-se nas células intersticiais de Cajal e são raros no cólon;
  • Linfomas: os linfomas são um tipo de câncer que age nas células linfáticas, mas pode se desenvolver no cólon e no reto;
  • Sarcomas: raramente encontra-se esse tipo sarcomas no cólon ou no reto. Entretanto, sua ocorrência é possível nos vasos sanguíneos e no tecido muscular do intestino grosso.
Câncer de cólon
O câncer de cólon desenvolve-se no aparelho intestinal (Foto: Pixabay)

Doenças relacionadas ao câncer de cólon

  • Síndrome de Lynch ou Carcinoma do Cólon e Recto Hereditário não associado a Polipose (CCRHNP): trata-se de uma patologia de motivação genética autossômica dominante, com maior ocorrência nos indivíduos jovens. 70% do contingente das pessoas com essa síndrome desenvolvem câncer no cólon e câncer no reto.
  •  Doença de Chron: doença que inflama a região do trato gastrointestinal. Essa doença pode afetar qualquer parte do sistema digestivo, incluindo o cólon, por isso é alto o risco de câncer no local.

Câncer de cólon tem cura?

As pessoas que têm histórico familiar do câncer de cólon ou apresentam doenças inflamatórias intestinais e já estão na faixa etária dos 50 anos, precisam se submeter aos exames periódicos para detecção da doença.

A identificação precoce do câncer de cólon aumenta as chances de cura. Além dos fatores relacionados à hereditariedade, alguns exames específicos colaboram para diagnóstico da doença. São eles:

  • Exame de sangue oculto nas fezes: é um exame laboratorial que se analisa amostra de fezes para detecção de possível presença de sangue. Os casos positivo são indicação de algum processo inflamatório no intestino grosso.
  • Colonoscopia: esse exame permite a visualização da cavidade interna intestinal, onde é possível ter a existência de pólipos adenomatosos ou do próprio câncer de cólon. Ele é realizado nos indivíduos que deram positivo no exame de sangue oculto nas fezes.
  • Sigmoidoscopia: com um aparelho chamado sigmoidoscópio o médico consegue visualizar o intestino grosso, o reto e o cólon sigmoide.

Após a identificação da localização exata do estágio e da extensão do câncer de cólon é preciso realizar o estadiamento do tumor.

Os médicos especialistas no diagnóstico e tratamento da doença são o clínico geral, o oncologista e o gastroenterologista. É importante que as pessoas façam consultas médicas para orientação correta do tratamento e exames.

Tratamento do câncer de cólon

Nos casos do estágio inicial do câncer de cólon, o médico responsável pelo tratamento realiza a cirurgia para retirada de tumores pequenos localizados no intestino. A remoção dos tumores maiores é feito mediante a ressecção endoscópica da mucosa.

Nos casos mais graves, quando ocorrem o comprometimento de outros órgãos ou tumores localizados nas proximidades do reto, são necessários os seguintes procedimentos:

  • Quimioterapia: o procedimento quimioterápico destrói as células cancerígenas através de medicação específica. A quimioterapia minimiza a reincidência do tumor;
  • Radioterapia: essa etapa do tratamento utiliza-se de radiação ionizante para a destruição das células cancerígenas localizadas no tecido colorretal. A radioterapia também é indicada para o alívio dos sintomas da doença.

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ARAÚJO, Andréa. Câncer de cólon; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/cancer-de-colon/ >. Acesso em 31 de janeiro de 2020 às 14:14.

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