China Antiga

Os primeiros registros da história da China

A China Antiga tem uma vasta contribuição para o desenvolvimento da humanidade. Atualmente, a China ocupa uma posição importante no cenário mundial. O crescimento e desenvolvimento econômico da China exerce uma importante influência para o conhecimento desde os primórdios, além de alguns aspectos da história e origem chinesa.

A dinastia de Zhou fez parte da China antiga.
Em 1045 a. C. aconteceu o destronamento do Rei Zhou de Shang. (Foto: Wikimedia Commons)

História da China Antiga

Na história da China antiga, os primeiros documentos que se tem conhecimento são da dinastia Shang, datados do ano de 1250 a. C.

Textos históricos muito antigos como os Registros do Grande Historiador (c. 100 a. C.) do primeiro historiador chinês Sima Qian e os Anais do Bambu (296 a. C.) – crônica da China antiga, reproduzem que antes da dinastia Shang, existiu uma outra dinastia chamada Xia (c. 2070 – 1600 a. C.), apesar de não haver nenhuma escrita de referência desse período.

Escritos de Shang não mencionam a existência da dinastia Xia. Os documentos com datas a partir do século XVI a. C. apresentam a China antiga como sendo uma das civilizações mais ancestrais existentes no mundo que possui uma existência contínua.

De acordo com os estudiosos, a civilização da China antiga surgiu em cidades-Estado (cidades independentes, com governo próprio e autônomo), na região do vale do rio Amarelo, que é o segundo rio mais longo da China e o sexto maior rio do mundo. O rio amarelo tem aproximadamente 5.464 km de extensão.

Geralmente, o ano de 221 a. C. é mencionado como sendo a ocasião em que a China antiga foi unificada no sistema de um grande reino ou império, mesmo existindo muitos estados e dinastias anteriores.

Dinastias contínuas desenvolveram estratégias de domínio burocrático que davam autorização para o imperador chinês administrar todo o território amplo, que depois passou a ser conhecido como a China.

No local da fundação, que atualmente é chamado de civilização chinesa é definida por causa da exigência de um sistema de escrita comum. Esse sistema foi criado no século III a. C., pela dinastia Qin, através do desenvolvimento de uma ideologia estatal, fundamentada no confucionismo (sistema filosófico chinês, criado por Confúcio) do século II a. C.

Em se tratando da política, a China antiga intercalou períodos de unicidade e fragmentação. Algumas vezes, a China foi conquistada por potências externas e algumas dessas forças acabaram sendo integradas pelos povos chineses.

Várias regiões da Ásia influenciaram a China, tanto culturalmente quanto politicamente falando. Depois, alguns países da Europa guiados por constantes ondas de imigrantes, se fundiram para formar a imagem atual da cultura chinesa.

Dinastias da China Antiga

No decorrer de toda a história, a China foi governada por linhagens de imperadores e reis diferentes. Por esse motivo, a história da China antiga se baseia nos períodos do governo de cada dinastia.

As dinastias da China antiga são:

  • Dinastia Xia (2205 – 1818 a. C.)
  • Dinastia Shang (1500 – 1050 a. C.)
  • Dinastia Zhou (1050 – 256 a. C.)
  • Dinastia Qin (221 – 207 a. C.)
  • Dinastia Han (206 – 220 d. C.)
  • Período das Seis Dinastias (220 – 589 d. C.)
  • Dinastia Sui (581 – 618 d. C.)
  • Dinastia Tang (618 – 906 d. C.)
  • Período das Cinco Dinastias (907 – 960 d. C.)
  • Dinastia Song (960 – 1279 d. C.)
  • Dinastia Yuan (1279 – 1368 d. C.)
  • Dinastia Ming (1368 – 1644 d. C.)
  • Dinastia Qing (1644 – 1912 d. C.)

Com a queda da dinastia Qing, no ano de 1912, a República da China foi fundada oficialmente. Essa república durou até 1949, quando a República Popular da China foi fundada, que permanece até a atualidade.

A dinastia de Shang fez parte da China antiga.
A Dinastia Shang foi a segunda dinastia registrada pela historiografia tradicional chinesa. (Foto: Wikimedia Commons)

Sociedade Chinesa

A China antiga imperial tinha uma organização social hierárquica muito rígida, em que todos eram comandados pelo imperador, que estava acima de todos. Depois do imperador, estavam os nobres que geralmente, eram os grandes proprietários de terras, que dispunham de grupos armados e também ocupavam posição de destaque.

Das famílias de nobres, saíam os altos funcionários imperiais, a exemplo dos chefes de polícia, dos coletores de impostos e dos mandarins, que eram os altos funcionários públicos e conselheiros de estado.

As camadas intermediárias eram compostas pelos artesãos, comerciantes e funcionários públicos. Já na base da sociedade da China antiga, era possível identificar os camponeses, que eram os trabalhadores que cultivavam as terras das famílias nobres, para ter direito à parte das colheitas.

O s camponeses também podiam ser convocados para participar de trabalhos em obras públicas de grande porte, como a construção de canais de irrigação, estradas e muralhas, além de poderem também participar do exército durante as guerras.

Religião da China

Na história da China antiga é possível destacar duas correntes religiosas principais, que estão diretamente relacionadas com a filosofia. São elas:

O taoismo foi organizado através das obras do filósofo Lao-Tsé, cujo significado é Velho Mestre. Os valores dessa religião são: a compaixão, o respeito à natureza, a aceitação da transitoriedade da vida e a valorização de um modo de vida simples.

O taoismo acredita na concepção de que o controle do universo ocorre por meio de duas forças opostas e complementares, que são: “Yin”, que representa a passividade, a noite, o frio e o feminino; “Yang”, que representa a atividade, o dia, o calor e o masculino.

Juntas, essas duas forças formariam uma unidade equilibrada conhecida como “Tao”, que pode significar “caminho”. Os fundamentos do filósofo Lao-Tsé atraíram vários camponeses e trabalhadores da China antiga.

O confucionismo é originado dos ideais do pensador e filósofo chinês Confúcio (551 a. C. – 479 a. C.). Os seus valores são: “zhi” – conhecimento, “ren” – humanidade, “xin” – integridade, “li” – ritual e “yi” – senso de justiça.

Todos esses valores associados à tolerância, ao respeito e ao culto aos antepassados. De acordo com Confúcio, esses princípios precisariam ser colocados em prática, com objetivo de aperfeiçoamento dos indivíduos e por consequência, da sociedade como um todo.

Conforme esse conhecimento, cada indivíduo teria o seu lugar no mundo, desde que mantivesse o respeito aos seus superiores. Filhos deveriam obedecer aos seus pais, jovens deveriam obedecer aos idosos, servos deveriam obedecer aos senhores e todos eles deveriam obedecer ao imperador.

A hierarquia e o conceito de família deveriam ser seguidos à risca e a estrutura familiar teria que ser resguardada através dos cuidados recíprocos, da obediência, da tradição e da união entre todos os membros.

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Macedo, Márcia. China Antiga; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/china-antiga >. Acesso em 30 de janeiro de 2020 às 04:20.

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