Clamídia

DST mais transmitida no mundo

A clamídia é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível) causada por uma bactéria e que atinge a genitália dos homens e mulheres. É caracterizada pela presença de corrimento translúcido e odor na uretra ou vagina. É a DST mais comum e atinge cerca de 92 milhões de pessoas no mundo.

O exame para a detecção da doença é recomendada para as mulheres grávidas, pois ela pode ser transmitida para o feto, jovens de até 25 anos e pessoas que tiverem vários parceiros sexuais durante o ano.

Transmissão

A bactéria Chlamydia trachomatis, responsável por causar a clamídia, pode ser transmitida por meio de relações sexuais com uma pessoa contaminada ou durante o parto, quando o bebê passa pelo canal vaginal.

A contaminação da doença é apenas por meio sexual o que significa que não pode ser pega em banheiros públicos ou através do beijo, por exemplo. Especialistas acreditam que também é possível contrai-la através de compartilhamento de roupas íntimas e toalhas, desde que exista o contato com secreções frescas.

Os olhos também podem ser contaminados pela doença, neste caso é preciso que a mão da pessoa esteja contaminada e que ela coce os olhos sem antes lavar.

Prevenção clamídia
Uso de preservativo é a melhor forma de prevenir a clamídia. (Foto: Pixabay)

Sintomas da clamídia

A maioria dos infectados não costuma manifestar sintomas e  muitos anos podem passar antes dos sinais se apresentarem, mas quando surgem eles serão bem parecidos com da gonorreia. Por causa dessa característica assintomática, a clamídia é a DST que mais contamina pessoas no mundo.

Apenas 10% das mulheres e 30% dos homens desenvolvem sinais da doença. Para aqueles em que a DST se manifesta, ela costuma aparecer na primeira até terceira semana de contaminação.

Os sintomas são diferentes para homens e mulheres. Nas mulheres elas aparecem como:

• coceira vaginal;
• corrimento;
• dor abdominal;
• sangramento vaginal;
• micção frequente;
• dor ou ardência ao urinar;
• dor durante o ato sexual.

Nos homens os sintomas são parecidos, mas com algumas diferenças. São eles:

• ardência ou dor ao urinar;
• dor nos testículos;
• micção frequente;
• inflamação do ânus dos homossexuais passivos;
• saco escrotal inchado;
• corrimento pela uretra.

Diagnóstico

A detecção imediata da clamídia é dificultada já que muitas pessoas não apresentam nenhum sintoma. Desta forma, a maioria das pessoas só procura o médico quando surgem sintomas mais graves ou complicações.

O diagnóstico é realizado por meio de material obtido através da urina ou material colhido da vagina, colo de útero ou uretra. O resultado da análise é divulgada entre 24 a 48 horas.

Os exames para detectar os anticorpos anticlamídia (IgM e IgG) também são solicitados pelos médicos. Uma pesquisa sobre a presença da Chlamydia trachomatis em secreções vaginais e urina também pode ser realizada pela técnica de multiplicação da fita de DNA (PCR), neste último caso o diagnóstico será mais preciso do que no primeiro.

Prevenção

A melhor forma de prevenir a clamídia é ter relações sexuais seguras com uso de preservativos. No caso das mulheres grávidas, o recomendado é realizar no começo da gestação o exame para diagnosticar a doença.

Caso seja detectada a presença da bactéria, as mães devem começar o tratamento imediatamente e prevenir para que a criança não seja contaminada durante o parto.

Tratamento

Como a doença é causada por uma bactéria, o seu tratamento é realizado com uso de antibióticos. Os médicos normalmente prescrevem uma dose única de Azitromicina, mas outros medicamentos também podem ser indicados, por exemplo, doxiciclina, eritromicina, minociclina. Se feita de maneira correta, a doença pode ser totalmente erradicada do organismo.

Os pacientes infectados e em tratamento devem ficar por sete dias sem praticar atividades sexuais. Também é recomendado que os parceiros façam testes para detectar a doença e, se necessário, realizem o tratamento.

Mulheres grávidas com clamídia devem começar o tratamento com antibiótico no momento que for diagnosticada com a DST. Elas devem ser acompanhadas pela equipe médica para que a doença não seja transmitida durante o parto.

Clamídia no mundo

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a clamídia é uma doença pouco conhecida. Mas infecta cerca de 92 milhões de pessoas a cada ano. No Brasil, a estimativa é de que todos os anos surjam quase 2 milhos de novos acasos.

Um estudo nacional produzido em 2011 revelou ainda que 9,8% dos jovens com idade entre 15 e 24 anos foram diagnosticados com a doença durante atendimento em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Complicações

Se não for tratada adequadamente, a clamídia pode sofrer diversas complicações e provocar, por exemplo:

Nas mulheres

• doença inflamatória pélvica (DIP);
• lesão das trompas e do útero;
• infertilidade;
• câncer do colo do útero;

Nos homens

•infecção da próstata (prostatite);
•infecção do epidídimo (pequeno ducto que coleta e armazena os espermatozoides);

Durante a gravidez

• aborto espontâneo;
• endometrite (Inflamação da camada interna do útero);
• parto prematuro;
• infecção pós-parto;

Clamídia nos olhos

A bactéria que causa a clamídia também pode contaminar os olhos. Nesse caso a doença é denominada tracoma e dá origem a uma conjuntivite que se prolonga por mais do que os sete dias habituais.

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Rosa, Joseane. Clamídia; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/clamidia >. Acesso em 30 de janeiro de 2020 às 00:30.

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