Conclusão de uma redação

Parágrafo de desfecho sobre um assunto

A conclusão de uma redação é tão importante quanto uma boa introdução e um bom desenvolvimento. É a parte final de um texto, sendo um espaço para apresentar a finalização de uma linha de raciocínio que foi desenvolvida ao longo da redação.

A conclusão, o desenvolvimento e a introdução de uma redação devem estar conectados, convergindo com as ideias apresentadas. A conclusão, por sua vez, é responsável por criar o ele entre a introdução e o raciocínio desenvolvido.

Normalmente, a conclusão de uma redação corresponde a um único parágrafo com cerca de cinco linhas, que são o suficiente para concluir um texto de 30 linhas. Contudo, essa margem é variável de acordo com o texto, desde que não ultrapasse muito mais de um parágrafo.

Assim, a conclusão de uma redação deve ser a síntese do que foi apresentado, reforçando o que foi explanado e sem entrar em contradições com o que foi dito.

Tipos de conclusão de uma redação

Existem maneiras para concluir um texto. A forma que mais se aplica às redações de concursos e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é por meio de sugestões para resoluções da problemática abordada.

Além das sugestões, pode-se, ainda, fazer uso de conjunções conclusivas como: assim, portanto, logo, conseguinte, por isso e em vista disso.

Independentemente da escolha por sugestões ou soluções, recomenda-se fazer uma conclusão sucinta, resumindo as ideias expostas, confirmando o que foi apresentado ao longo da redação, ou seja, retomando o assunto exposto no parágrafo de introdução.

Modelo de redação nota mil no Enem

Conclusão de uma redação
A conclusão de uma redação é o parágrafo final que retoma e reafirma o que foi dito. (Foto: Pixabay).

Introdução

“No livro “1984” de George Orwell, é retratado um futuro distópico em que um Estado totalitário controla e manipula toda forma de registro histórico e contemporâneo, a fim de moldar a opinião pública a favor dos governantes. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Winston, um funcionário do contraditório Ministério da Verdade que diariamente analisa e altera notícias e conteúdos midiáticos para favorecer a imagem do Partido e formar a população através de tal ótica. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Orwell pode ser relacionada ao mundo cibernético do século XXI: gradativamente, os algoritmos e sistemas de inteligência artificial corroboram para a restrição de informações disponíveis e para a influência comportamental do público, preso em uma grande bolha sociocultural.”

Desenvolvimento

“Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função das novas tecnologias, internautas são cada vez mais expostos a uma gama limitada de dados e conteúdos na internet, consequência do desenvolvimento de mecanismos filtradores de informação a partir do uso diário individual. De acordo com o filósofo Zygmund Baüman, vive-se atualmente um período de liberdade ilusória, já que o mundo digitalizado não só possibilitou novas formas de interação com o conhecimento, mas também abriu portas para a manipulação e alienação vistas em “1984”. Assim, os usuários são inconscientemente analisados e lhes é apresentado apenas o mais atrativo para o consumo pessoal.

Por conseguinte, presencia-se um forte poder de influência desses algoritmos no comportamento da coletividade cibernética: ao observar somente o que lhe interessa e o que foi escolhido para ele, o indivíduo tende a continuar consumindo as mesmas coisas e fechar os olhos para a diversidade de opções disponíveis. Em um episódio da série televisiva Black Mirror, por exemplo, um aplicativo pareava pessoas para relacionamentos com base em estatísticas e restringia as possibilidades para apenas as que a máquina indicava – tornando o usuário passivo na escolha. Paralelamente, esse é o objetivo da indústria cultural para os pensadores da Escola de Frankfurt: produzir conteúdos a partir do padrão de gosto do público, para direcioná-lo, torná-lo homogêneo e, logo, facilmente atingível.”

Conclusão

“Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem o funcionamento dos algoritmos inteligentes nessas ferramentas e advirtam os internautas do perigo da alienação, sugerindo ao interlocutor criar o hábito de buscar informações de fontes variadas e manter em mente o filtro a que ele é submetido. Somente assim, será possível combater a passividade de muitos dos que utilizam a internet no país e, ademais, estourar a bolha que, da mesma forma que o Ministério da Verdade construiu em Winston de “1984”, as novas tecnologias estão construindo nos cidadãos do século XXI.”
(Fonte: G1. Redação de Lucas Felpi. Enem 2018.)

Percebe-se que o autor usou a conjunção “portanto” como recurso de linguagem para introduzir a conclusão. Com isso, conseguiu fechar a linha de raciocínio desenvolvida ao longo dessa redação do tipo dissertativa argumentativa.

Dicas para fazer conclusão de uma redação

Depois de introduzir e desenvolver o seu texto, chegou o momento da conclusão. Para isso, deve-se retomar, de forma sucinta, o que foi dito. Fazendo isso, o redator reafirma o ponto de vista desenvolvido ao longo da redação.

Uma boa redação pede, além de um bom conteúdo, uma simetria nos seus parágrafos. Assim, é aconselhável que o parágrafo da conclusão tenha a mesma proporção dos demais.

Por ser a finalização de um assunto, não é recomendado acrescentar novas informações no parágrafo final da redação. Isso porque não haverá espaço para desenvolver as novas informações, o que pode passar sensação de incompletude.

Para a conclusão de uma redação recomenda-se o uso de conectivos conclusivos como: em virtude dos fatos mencionados; levando-se em consideração esses aspectos; em vista dos argumentos apresentados; dado o exposto; tendo em vista os aspectos observados; em virtude do que foi mencionado; por todos esses aspectos; pela observação dos aspectos analisados etc.

O que evitar

Cuidado para os termos comuns como “conclui-se que”; “pode-se concluir” ou “concluindo”, pois deixam o discurso redundante, visto que entende-se que o final da redação é a conclusão.

Deve-se evitar, ainda, terminar o texto com perguntas ou reticências, pois no espaço destinado para a conclusão o redator deve confirmar o ponto de vista abordado durante a redação.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

Chérolet, Brenda. Conclusão de uma redação; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/conclusao-de-uma-redacao >. Acesso em 28 de outubro de 2019 às 18:13.

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