Confúcio

Filósofo e mestre chinês

Confúcio ou, para os orientais, K’ung Ch’iu ou K’ung Chung-ni foi um mestre chinês. Era cortês e considerado um jovem que praticava a justiça. Aplicado nos estudos e bem viajado.

Ele conhecia diversos lugares, passou muitos anos de sua juventude na capital imperial de Zhou e foi neste lugar que conheceu Lao Zi, o fundador do Taoismo (uma tradição filosófica e religiosa advinda do Leste Asiático, que tinha como teoria de que a vida deveria estar em harmonia com o Tao).

Confúcio casou-se ainda jovem (19 anos) e logo depois começou na administração estatal ocupando a função de Ministro da Justiça. Passou pouco tempo no cargo, pois não concordava com as práticas que eram executadas nesta pasta da administração pública, além de ser contra às brigas da Corte.

Confúcio só levou a público sua sabedoria e pensamento aos cinquenta anos de vida, e com isso obteve muitos admiradores que ficavam surpresos com sua elevação espiritual, seu caráter e seu conteúdo intelectual. Sua ideologia ficou rapidamente conhecida por todo o país e pela China.

A partir da dinastia Han (206 a.C. – 220 d.C.), um grupo de governantes começou a utilizar os pensamentos de Confúcio. Entretanto, ele não deixou escritos e ficou a cargo de seus admiradores compilar seus pensamentos e meditações.

Confúcio: biografia

Confúcio (27 de agosto de 551 a.C. – 479 a.C.) – data provável -, foi um pensador e filósofo chinês do Período das Primaveras e Outonos.

 Foto da estátua de Confúcio na China.
No registro, a estátua de Confúcio. (Foto: Pixabay)

Confúcio nasceu em meados do século VI, em Tsou, uma cidade pequena localizada no estado de Lu e que hoje é Shantung. Não existem registros que comprovem que Confúcio foi de uma família abastarda de finanças. O que é divulgado é sua ascendência aristocrática.

Seu pai, Shu-Liang He, foi um magistrado de destaque e também um guerreiro bem reconhecido. Aos 70 anos ele casou com a mãe de Confúcio, uma então menina de 15 anos chamada de Yen Cheng Tsai, que diziam ser descendente de Po Chi’in, o filho primogênito do Duque de Chou, com sobrenome Chi.

Confúcio era jovem quando começou a trabalhar para ajudar nas despesas da casa. Exercia atividades laborais de pastor, guarda-livros e afins. Quando chegou na adolescência ele dedicou-se ainda mais aos estudos para conseguir alcançar o predicado de sábio.

Confúcio não fazia uma separação entre seus discípulos e admiradores perpetuando seu conhecimento para todos. Esta atitude era considerada inédita dentro da sociedade chinesa naquele período.

Para ele, as pessoas diferentes precisam de métodos de ensino diferenciados. Contudo, ele não dispensava um discípulo levando em conta sua condição social e poder aquisitivo.

Os discípulos acompanhavam-no em suas andanças e o escutavam atentamente. Quando não assimilavam algo eles o questionava sobre assuntos variados. Nas conversas é que se dava a obtenção de conhecimento. A meta dos seus seguidores era obter saberes para conseguirem atividades como mestres ou funcionários.

Diferente de profetas de religiões do monoteísmo, Confúcio não pregava uma teologia que direcionava os humanos ao arrependimento. O que ele difundia era uma filosofia que tinha aplicabilidade no arrependimento e redenção do Estado frente ao ajuste das atitudes individuais.

Consistia em uma doutrina readequada ao mundo secular com um código de conduta social e não para o direcionamento após a morte do indivíduo.

Mesmo muitos considerando o confucionismo como religião, pode ser um erro colocá-lo de tal modo se comparado aos escritos históricos. Confúcio não pregava o culto de um deus ou uma crença. Seu pensamento era baseado a ter atitudes para conviver e viver de melhor modo.

Ele morreu aos 73 anos (aproximadamente) na sua cidade natal, deprimido porque ninguém da realeza quis conhecer seus ensinamentos.

Discípulos

Os seguidores de Confúcio e seu neto, Zisi, deram prosseguimento ao seu pensamento com uma academia filosófica logo após a morte de seu mentor. Esse trabalho disseminou os pensamentos de Confúcio para os estudantes que, posteriormente, tornaram-se colaboradores em várias cortes reais da China.

As ideias de Confúcio foram adotadas como filosofia oficial do Estado durante a Dinastia Han (206 a. C. - 220 d.C.). O estudo desses pensamentos tornou-se uma exigência para ingressar no serviço público – além das provas teóricas que eram aplicadas – os aprovados do certame tinham por incumbência manter o equilíbrio e harmonia no Império.

Ideias

Confúcio não pregava um padrão engessado de um comportamento já pré-estabelecido para as particularidades da sociedade, mas sim sobre a individualidade e entendimento de que cada um deve cumprir o seu papel de forma justa e correta.

Sobre os hábitos, de acordo com sua ideologia, deveria adotá-los para alegrar a alma e evitar exageros.

Posto isso, a sua doutrina tinha como base expor para uma sociedade de que ela deveria ser instruída de tal forma que a atitude individual gerasse bem estar grupal.

A sua escola foi sistematizada nos seguintes princípios:

  • Ren, humanidade (altruísmo);
  • Li, ou cortesia ritual;
  • Zhi, conhecimento ou sabedoria moral;
  • Xin, integridade;
  • Zhing, fidelidade;
  • Yi, justiça, retidão, honradez.

Cada um desses princípios possuía uma conexão com características que, para Confúcio, estavam em falta e foram deixadas de lado ou totalmente ausentes na sociedade.

Confúcio não procurou uma definição direta sobre a natureza do comportamento humano, mas ao que acreditava-se. Ele enfatizava sobre o valor da educação como resultado positivo do comportamento humano. Sua ideologia de organização da sociedade objetivava a volta de valores antigos que foram deixados de lado ou perdidos pelos homens de sua época.

Legado de Confúcio

Ele ainda é o mais influente filósofo chinês. Seus discípulos e admiradores estão espalhados por Taiwan, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Malásia e República Popular da China. Cerca de 400 milhões de pessoas seguem Confúcio.

Mesmo depois de sua morte, todo seu conteúdo escrito ainda continua sendo lido. Os europeus descobriram suas anotações e publicaram seus trabalhos com o nome latinizado de Confúcio.

O confucionismo, por alguns, é tratado como religião. Religião essa, seguida e praticada por mais de cinco milhões de pessoas, a maioria delas na Ásia. Ocupa o sexto lugar entre as fés mais seguidas no mundo - mesmo sendo mais um sistema de conduta e ética do que algo de cunho religioso, como já mencionado anteriormente.

Os princípios do confucionismo incluem, entre outros, a reverência para com a família e a sociedade, a lealdade aos dirigentes e a veneração aos superiores, a justiça moral e social e virtude suprema do altruísmo e benevolência.

Citações

Ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do corpo.

O coração do sábio, tal como o espelho, deve a tudo refletir, sem todavia macular-se.

Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.

Aja antes de falar e, portanto, fale de acordo com os seus atos.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

Bispo, Manuela. Confúcio; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/confucio >. Acesso em 29 de janeiro de 2020 às 23:34.

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