Coqueluche

Doença que compromete as vias respiratórias

A coqueluche é uma doença que afeta o trato respiratório (traqueia e brônquios), principalmente o de crianças menores de dois anos, uma vez que elas possuem as vias respiratórias mais finas, o que propicia a obstrução causada pelas secreções geradas na infecção.

A infecção é transmitida pela bactéria Bordetella pertussis. Por conta disso, a coqueluche também é chamada de pertússis. A propagação da doença pode ocorrer em qualquer época do ano, e se dá por meio do contato direto com as gotículas eliminadas pela pessoa infectada, seja ao tossir, falar ou espirrar.

A coqueluche afeta crianças com frequência.
Crianças menores de dois anos de idade são as mais afetadas pela coqueluche. (Foto: Adobestock)

Fases da coqueluche

Após o contágio, a coqueluche evolui em três fases sucessivas. A primeira se inicia com manifestações respiratórias e sintomas mais leves. É a chamada fase catarral.

Nesse primeiro momento alguns sintomas podem ser confundidos com gripe, como febre, mal-estar, coriza e tosse seca. Além disso, é também nessa etapa que a doença se torna facilmente transmissível.

A segunda fase é o momento mais agudo, cujo a tosse é finalizada por uma inspiração forçada e prolongada. Em alguns casos pode ocorrer vômitos, que provocam dificuldades na criança ao beber, comer e respirar.

O terceiro ciclo, chamado de fase da convalescença, consiste no momento em que as tosses intensas dão lugar as tosse mais comuns.

Os casos mais graves costumam acometer bebês menores de seis meses. Nesses casos, a criança pode apresentar pneumonia, convulsões, desidratação, lesão cerebral e, em casos mais raros, pode até levar à morte.

Sintomas

Depois do contato com a bactéria ocorre o período de incubação, no qual a doença demora de 7 a 17 dias para apresentar os primeiros sintomas. Eles duram em média 6 semanas e se dividem em três estágios, correspondentes as fases da doença.

Como foi mencionado, a fase catarral é a primeira fase. Nesse período os sintomas mais comuns são: febre baixa, coriza, lacrimejamento, tosse noturna, entre outros sintomas confundidos com uma gripe comum.

O segundo estágio da doença, chamado de paroxístico (mais intenso), começa a apresentar os sintomas após duas semanas do contágio.

Nesse momento as tosses são mais fortes, seguidas por uma inspiração profunda que provoca som agudo. Além disso, o esforço para tossir associado a falta de ar deixam o rosto com aspecto azulado (cianose).

No último estágio, a partir da 4° semana, os sintomas vão desaparecendo aos poucos até sumirem por completo.

No vídeo abaixo, acompanhe a explicação de um médico sobre a coqueluche.

Formas de prevenção

A maneira mais eficaz de prevenir uma doença provocada por bactéria é através da vacina. Embora a vacina da coqueluche não garanta uma proteção permanente, é importante que seja feita, sobretudo em crianças.

Quando uma pessoa não é vacinada na infância pode contrair a doença na fase adulta, mas, são casos bem raros. No entanto, os sintomas também podem aparecer no adulto, ainda que ele já tenha tomado a vacina.

As vacinas usadas no combate a coqueluche são:

Vacina tríplice clássica (DTP): indicada tanto na prevenção da coqueluche (pertussis), bem como de outras doenças, como a difteria e o tétano. A vacina deve ser ministrada aos dois, quatro e seis meses de idade, com doses de reforço aos 15 meses e depois aos 5 anos. A imunização é garantida por dez anos, porém não é recomendada a aplicação após os 6 anos de idade.

Vacina tetravalente (DTP+Hib): além de garantir a proteção contra as doenças listadas  acima, essa vacina também garante a proteção contra a meningite.

No ano de 2010, no Brasil, houve um aumento significativo dos casos de coqueluche em adultos e adolescentes, segundo dados fornecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Em toda a América Latina os casos triplicaram em cinco anos.

Além disso, o Ministério da Saúde orienta que todos os comunicantes íntimos do paciente, entre familiares, amigos, colegas de escola ou de trabalho devem receber uma dose da vacina DTPa.

Coqueluche: diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da doença é clínico. Na maioria das vezes é feito através de exames laboratoriais, que colhem as amostras retiradas na nasofaringe, visto que a doença ataca mais essa região.

Ao paciente infectado pela coqueluche recomenda-se o isolamento respiratório, enquanto durar o período de transmissão, a fim de não contaminar outras pessoas. Geralmente, o tratamento é ambulatorial e pode ser feito em casa com o acompanhamento de um médico.

Na fase catarral, alguns médicos podem indicar a eritromicina, assim como analgésicos e anti-inflamatórios para ajudar a acalmar as crises de tosse e encurtar a duração dos outros sintomas.

A hospitalização só é indicada em casos mais graves, quando o paciente sofre de complicações e precisa imediatamente receber suporte de oxigênio e alimentação parenteral.

Durante o tratamento algumas precauções podem ser adotadas, a fim de melhorar os sintomas e evitar transmissões. Ao paciente é recomendado repouso, ingestão de bastante líquido, e uma alimentação saudável e equilibrada.

Para evitar o contágio é importante separar também toalhas, lençóis e talheres para uso exclusivo do paciente infectado. 

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MENDONÇA, Camila. Coqueluche; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/coqueluche >. Acesso em 30 de janeiro de 2020 às 00:26.

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