Crise de 29

Crise econômica que aconteceu após o fim da 1ª Guerra Mundial

A crise de 29, também conhecida como Grande Depressão, foi uma grave crise que aconteceu no sistema econômico dos Estados Unidos e afetou o mundo inteiro na década de 1930.

Essa crise ocorreu após o fim da Primeira Guerra Mundial, quando os EUA eram considerados a base única da economia mundial. Tudo que acontecia no país afetava o restante do mundo.

O momento foi marcado pela superprodução e quebra da bolsa de valores americana. O liberalismo econômico era o modelo de economia vigente na época e sofreu grande instabilidade.

Esse período também ficou conhecido como Grande Depressão pois gerou uma enorme tristeza e desespero nos estadunidenses. 

Antecedentes da Crise de 29

Com o final da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos acabaram se tornando o país mais rico do planeta, sendo também o maior exportador de produtos, principalmente os agropecuários e industriais.

Além disso, os EUA viviam o modelo do liberalismo econômico. Isso gerou um boom dos bancos americanos, valorizando o dólar e transformando em moeda de referência no mundo.

O fortalecimento da economia americana também aconteceu porque a Europa saiu da Primeira Guerra extremamente quebrada e acabou consumindo de forma excessiva os seus produtos.

Os anos 20 também ficou conhecido como “Os anos felizes” ou “Anos Loucos. Primeiramente porque as indústrias não paravam de produzir novos bens de consumo, já que os americanos não paravam de comprar e consumir, assim como o resto do mundo.

Tudo era transformado em fonte de lucro, já que o ambiente econômico do país só prosperava. O entretenimento também passou a ser uma fonte de lucro e o cinema se tornou a grande indústria de diversão de massa. Os atores e atrizes de Hollywood rapidamente se tornaram ídolos e conseguiram movimentar multidões de consumidores.

Logo depois os rádios chegaram aos lares americanos e na Europa Ocidental, o que causou grandes impactos nessas sociedades.

A publicidade foi outro ponto forte desse período. O governo americano divulgava propagandas que incentivava o consumo, mas também aflorava a autoestima dos americanos, fortalecendo ainda mais o desejo pela compra.

Nessa época surgiu o chamado “American Way Of Life” (“Modo de Vida Americano”), que era um modelo de vida que os americanos tentavam seguir e era invejado pelo restante do mundo.

Para alcançar esse estilo de vida ideal, o norte-americano precisava ter uma casa, um carro, um rádio, uma geladeira, entre outros bens de consumo. Durante 10 anos a economia continuou crescendo, assim como os lucros e consumos em torno dela.

Fatores 

As causas da crise de 29 estão diretamente ligadas ao retrato econômico dos Estados Unidos na época. Primeiro, o aumento da produção não acompanhou o salário dos trabalhadores. Logo, passou-se a produzir mais do que consumir, porque nem aqueles que produziam tinha condições de comprar.

O boom da indústria também acabou gerando altas taxas de desemprego, o que era ainda mais negativo para a economia pois tinha cada vez mais gente sem poder de consumo.

Além disso, os países europeus começaram a se recuperar após queda no fim da Primeira Guerra. Ou seja, todos os potenciais compradores dos Estados Unidos começaram a reduzir o que compravam do país porque começaram a reconstruir suas respectivas economias.

Assim, muitos produtos ficaram encalhados nas prateleiras das lojas e depósitos. Os empresários passaram a despedir ainda mais os seus funcionários por não ter condições de mantê-los.

O Crack da Bolsa de Valores e o início da Crise de 29

Antes do estouro da crise e ainda nos “anos felizes”, muitos americanos, de diversas classes sociais, passaram a comprar ações na bolsa de valores. Isso foi possível graças a grande prosperidade da economia.

Quando o aumento da produção passou a superar o consumo, de forma completamente descontrolada, os americanos tentaram desesperadamente liquidar as ações que possuíam na tentativa de sobrevivência.

Norte-americanos na crise de 29
Americanos em busca de comida em meio à crise de 29. (Foto: Wikimedia Commons)

Isso acabou provocando uma extraordinária desvalorização da bolsa, o que fico conhecido como “O Crack da Bolsa”. Como naquele momento os Estados Unidos eram o centro da economia capitalista mundial, essa quebra começou a, consequentemente, afetar todo o ocidente.

Assim, foi iniciada a crise de 29, uma grande crise mundial que aconteceu no dia 24 de outubro de 1929. Essa ficou conhecida como a pior crise econômica da história do capitalismo.

Os americanos tentaram vender  ações, mas ninguém queria comprar. Somente vender. Isso fez com que os valores  caíssem de forma rápida e descontrolada, levando diversas empresas à falência.

Os bancos que haviam emprestado dinheiro, tanto para fora, quanto para os próprios americanos, tiveram grandes prejuízos e também foram  à falência.

Conta-se que assim que tiveram conhecimento da crise, muitos norte-americanos correram para os bancos para tentar tirar seus investimentos, mas como os bancos faliram, não tinham como entregar o dinheiro.

A crise americana fez com que o país exportasse menos mercadoria, assim os países que exportavam mercadorias para os EUA ficaram com muitos produtos encalhados e, consequentemente, entraram na roda da crise.

A crise se espalhou por quase todos os cantos. Muitos milionários descobriram que tinham entrado em falência, assim como os outros cidadãos. Isso desencadeou uma onda de muita tristeza e desespero nos norte-americanos.

Muitas se suicidaram e houve um intenso crescimento no número de mendigos. Milhares de pessoas passaram fome e disputaram comidas pelas ruas.

A crise foi se agravando a cada ano e, em 1934, a economia dos EUA produzia menos da metade do que produzia em 1929. O momento crítico atravessou uma década inteira.

O Final da Crise de 29

 Em 1932, o povo elegeu Franklin Delano Roosevelt para presidente do país. Roosevelt propôs o abandono do liberalismo econômico e a criação do plano de recuperação que ficou conhecido como New Deal (Novo Acordo).

Esse plano adotou, entre várias coisas, a intervenção estatal, o controle sobre bancos e instituições financeiras, a construção de obras de infraestrutura para a geração de empregos, o aumento do mercado consumidor, concessão de subsídios e o crédito agrícola a pequenos produtores familiares.

Roosevelt também propôs a criação de Previdência Social, que estipulou um salário mínimo, além de garantias a idosos, desempregados e inválidos. Essas e outras medidas foram ajudando a reerguer a economia americana e restabelecer a prosperidade.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

Maria Azevedo, Amanda. Crise de 29; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/crise-de-29 >. Acesso em 30 de janeiro de 2020 às 00:51.

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