Deus Eros

O deus do amor

Deus Eros é uma divindade da mitologia grega que aparece retratado como o deus do amor. Ele tem o arco, a flecha e um par de asas como principal representação simbólica, cuja imagem deu-lhe alcunha de Cupido na mitologia romana. Aparece retratado em obras mitológicas como infantil e mimado. Foi considerado por muito tempo como um dos 12 deuses do Olimpo.

Eros é descrito como belo, dono de uma aparência jovem e robusta. Teve um casamento conturbado, no qual sentiu-se traído pela esposa. Como forma de reparar um erro, tornou a amada imortal.

Eros é o primeiro filho da sua família e tem seis irmãos. São eles: Anteros, Deimos, Fobos, Harmonia, Himeros e Pothos.

Deus Eros
Deus Eros ou Cupido é representado com asas, arco e flecha. (Foto: Pxhere)

Versões do nascimento do deus Eros

Existem diversas versões sobre a origem do deus Eros. A mais conhecida é a de que ele é fruto da relação entre a deusa Afrodite (Vênus) e o deus Ares (Marte). Demais versões dizem que ele é fruto de Afrodite com Zeus. Há, ainda, quem afirme que Eros nasceu da relação de Afrodite com deus Hermes.

A mitologia grega conta que Deus Eros foi um menino muito mimado e, por isso, Afrodite teve um segundo filho para que o seu caçula amadurecesse.

Platão e a obra “O banquete”

A versão contada de acordo com o ponto de vista do filósofo Platão, em sua obra intitulada “O banquete”, é a de que Eros não é filho de Afrodite.

Em “O banquete”, Platão vê Eros como um intermediário entre Deus e homem. Na versão do filósofo, Eros é retratado a partir das qualidades do amor. Conforme essa interpretação, Platão afirma que Eros nasceu do romance entre Poros (Recurso) e Penia (Pobreza). Platão conta que Penia estava mendigando na porta de Poros quando ele, bêbado, dormiu no jardim e ela aproveitou para ter um filho com ele.

Hesíodo e a obra “Teogonia”

Para o poeta grego Hesíodo, cada deus representava os elementos primordiais do universo. Na sua versão, o deus Eros simboliza a atração amorosa, assim como Caos representa o vazio primitivo e, Gaia, a Terra. Para a Teogonia, Eros nasceu do deus Caos, de forma assexuada e ambos são forças primordiais.

Características e representatividade

Na mitologia grega, Eros é considerado o deus do amor e do erotismo. Nas representações simbólicas aparece alado (com asas), portando arco e flecha ou um coração flechado.

Sua aparência é descrita como bela e encantadora. A ele são atribuídas as características de formoso e sedutor. Porém, era visto por sua mãe como uma criança que nunca crescia. A isto, a deusa Métis atribuiu o fato de ele ter sido o filho único por muito tempo, solitário e mimado.

Deus Eros andava sempre com seu arco, pronto para disparar uma flecha contra as pessoas e fazê-las se apaixonar. Embora fosse desastrado e astuto, ele tinha a missão de levar o amor às pessoas e fazia isso por meio da sua inseparável flecha.

A mitologia grega conta que Afrodite tinha inveja da deusa da alma, Psiquê. Então, ela pediu para que Eros lançasse uma flecha contra Psiquê, para que ela se apaixonasse por um monstro.

Certo dia, Eros acabou acertando a si próprio com a lança que atiraria em Psiquê. Assim, se apaixonou por ela.

Eros e Psiquê

Quando Eros atirou a flecha contra si mesmo, acabou ficando completamente apaixonado por Psiquê, a deusa da alma, considerada por um tempo como uma deusa mortal.

Psiquê é retratada como uma Deusa portadora de asas de borboleta. Era a mais bela das deusas, o que causou estranheza o fato de não ter pretendentes. Foi então que o seu pai descobriu que Eros estava apaixonado pela deusa da alma e, por isso, não lançava flechas para Psiquê arranjar um marido.

Os deuses do amor e da alma tiveram um romance, se casaram e tiveram uma filha chamada Hedonê, que significa deusa do prazer.

No entanto, Psiquê era proibida de ver o rosto do marido Eros. Algumas versões sobre o deus Eros contam que a deusa contrariava a ordem do marido todas as noites e o espionava enquanto ele dormia. Psiquê acendia uma vela e colocava sob o rosto de Eros, até que um dia caiu uma gota de cera quente em cima do Cupido. Eros acordou assustado e sentiu-se traído pela esposa.

Outra versão narra que Psiquê foi aconselhada pelas suas irmãs a matar Eros. Certa noite, a deusa pegou uma luz fraca e uma faca para assassinar o esposo, enquanto ele dormia. Foi nessa hora que um pingo de óleo quente caiu em cima de Eros e ele acordou.

Por esse motivo, Eros quis separar-se de Psiquê. Algum tempo depois, ele se arrependeu da separação e pediu para Zeus (Júpiter) transformar a amada em imortal, pois essa era uma condição para eles retornarem ao matrimônio. Feito isso, eles foram abençoados e viveram em comunhão.

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Chérolet, Brenda. Deus Eros; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/deus-eros >. Acesso em 29 de janeiro de 2020 às 21:10.

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