Diego Rivera

Considerado um dos mais importantes pintores mexicanos do século XX

Diego Rivera, oficialmente registrado como Diego Maria de la Concepcion Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez, nasceu na cidade de Guanajuato, no México, em 8 de dezembro de 1886, mudando-se para a capital mexicana aos seis anos.

Quatro anos depois, aos 10 anos, iniciou os estudos na Escola de Belas Artes em San Carlos.

Biografia de Diego Rivera

O artista plástico Diego Rivera teve, ao longo da vida, quatro casamentos. A primeira esposa foi a também pintora, de nacionalidade russa, Angelina Bellof, com que tem teve um filho.

Passados alguns anos de casamento, o pintor sofreu uma depressão após o falecimento de Angelina. Em seguida, firmou compromisso matrimonial com Guadalupe Marín, com teve duas filhas.

A terceira esposa foi a personalidade famosa, a pintora Frida Kahlo, com quem iniciou o casamento no ano de 1929.

A quarta e última foi Emma Hurtado. Além das mulheres com quem foi casado oficialmente, Diego Rivera teve muitos relacionamentos extraconjugais.

O relacionamento conjugal com Frida Kahlo passou por fases muito conturbadas. A infidelidade por parte de Diego era retribuída por Frida.

Diego Rivera e Frida Kahlo durante uma conversa.
Diego Rivera ao lado da sua esposa, a também pintora Frida Kahlo. (Foto: Wikipédia)

A pintora não aceitava as traições do marido e agia da mesma maneira.

Um fator ainda mais desgastante para o casamento era a bissexualidade de Frida. O marido aceitava que tivesse relações extraconjugais com outras mulheres, porém nunca com homens.

Outro elemento que contribuiu para o fim do relacionamento entre os pintores era o desejo de  Diego Rivera em ter outros filhos. Entretanto, em virtude de um acidente que sofreu anos antes, Frida não conseguia sustentar a gravidez até a fase final, sofrendo vários abortos ao longo das gestações.

Ainda durante esse casamento, Diego Rivera envolveu-se com a cunhada, tornando-se  amantes. Ficaram juntos por muitos anos e tiveram seis filhos.

Em um determinado momento, Frida os flagrou juntos, sofreu um surto e cortou os próprios cabelos. Imediatamente, Rivera abandonou os filhos e a amante, tentando uma reconciliação com a esposa, mas não obteve êxito.

Com uma vida pautada em bebidas, mulheres e falta de comprometimento, após um período de separação, tentou novamente uma reconciliação com a esposa. Desta vez, os dois se reconciliaram, mas cada um se manteve em suas respectivas casas.

No ano de 1954, Diego passou mais uma vez pela experiência de ficar viúvo. Frida sofreu graves complicações ainda em virtude do acidente que havia sofrido e morreu com diagnóstico de pneumonia, mas houve também a suspeita de suicídio.

Carreira artística de Diego Rivera

Bem-sucedido em seu propósito, Diego Rivera sempre demonstrou interesse pela pintura e seu talento era percebido por todos.

Desde a infância, passando pela adolescência e juventude, estudou pintura, tendo iniciado na Academia de San Pedro Alvez, na Cidade do México, indo posteriormente para o continente europeu dar continuidade aos ensinos por meio de uma bolsa de estudos no período compreendido entre 1907 a 1921.

A experiência na Europa foi fundamental para o enriquecimento do seu trabalho, além do contato e aprendizado com ilustres artistas da época, dentre eles Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudí. Todos esses foram essenciais e influenciadores.

Ainda nessa mesma época, começou a trabalhar em um ateliê na cidade de Madrid, capital espanhola.

Diego Rivera acreditava que apenas a arte de mural tinha a capacidade de retratar a história de uma civilização esquecida pela classe burguesa durante longos séculos de opressão, abandono e privações impostas pelas oligarquias nacionais.

Pintura em muros do artista Diego Rivera
Diego Rivera representava cenas de cunho político-social em suas telas. Foto Pixabay)

Da mesma forma que outros artistas “muralistas”, também interpretava a pintura de cavalete como uma representação da classe burguesa, pois boa parte dessas obras permaneciam confinadas em ambientes e coleções particulares, enquanto que as obras expostas nos muros eram uma comunicação direta com toda a população, principalmente as classes economicamente desfavorecidas.

Por causa da disseminação desse pensamento, realizou murais assustadoramente grandes que relatavam a histórica e desenvolvimento político-social do México.

Nelas, retratava a vida cotidiana dos mexicanos, em aspectos simples, a rotina dos trabalhadores, os heróis, a terra, as injustiças socioeconômicas, dentre outros elementos que contextualizam a história política de uma sociedade.

A obra retrata a vida dos mexicanos.
A obra de Rivera expõe a vida da sociedade mexicana. (Foto: Pixabay)

Tempos depois, já em 1930, Diego Rivera viajou para os Estados Unidos, permanecendo por quatro anos, disseminando sua obra, pintando vários murais, inclusive no Rockefeller Center, em Nova York, uma das mais significativas cidades americanas. 

Entretanto, foi descartado antes de sua conclusão do seu trabalho, isso porque transmitia, através das suas telas,  críticas rigorosas a toda estrutura do capitalismo.

Sendo assumidamente comunista, sua ideologia política fica evidente nos temas abordados nas obras.

Obras de destaque

  •  Marinheiro Tomando o Café da Manhã, em 1914
  • O Guerrilheiro, em 1915
  • Paisagem Zapatista, em 1915
  • Retrato de Martin Luis Guzman, em 1915
  • A Criação, em 1922
  • A Terra Fecunda, em 1927
  • O Arsenal, Frida kahlo distribuindo Armas, em 1928
  • Pintura de um Fresco, em 1931
  • Indústria Norte de Detroit, em 1932
  • Homem na Encruzilhada, em 1933
  • O Mundo de Hoje e de Amanhã, em 1935
  • Desfile do 1° de Maio em Moscovo, no ano de 1956

“Muralismo Mexicano”

Muito citado ao longo do texto, entende-se como “muralismo mexicano” o movimento cultural que ocorreu na América Central, com a finalidade de integrar três vertentes artísticas: arquitetura, escultura e pintura.

Rompendo os padrões estabelecidos dentro das comunidades acadêmicas, o muralismo se estabeleceu em ambientes públicos, em comunicação direta com o povo mexicano, baseando-se principalmente em uma nova vertente de arte com engajamento político e social.

Os temas nacionais eram sempre abordados nas telas, além de propor uma democratização da arte, o que era difícil naquele período.

O quadro mostra a vida de riqueza da sociedade burguesa mexicana.
A rotina da classe burguesa é evidenciada em algumas telas do mexicano Rivera. (Foto: Pixabay)

Diego Rivera é considerado um expoente desta nova vertente artística, sendo convidado pelo governo mexicano para pintar alguns murais.

Entre as obras encomendas pela administração pública estão Palacio de Cortés, em Cuernavaca, no Palacio Nacional e no Palacio de las Bellas Artes, localizados na Cidade do México, e na Escuela Nacional de Agricultura, em Chapingo.

A arte de Diego foi de tamanha intensidade que influenciou muitos artistas dos Estados Unidos, de maneira que expôs seu trabalho em grandes murais nas cidades de São Francisco, Detroit e Nova Iorque.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

Neves, Juliete. Diego Rivera; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/diego-rivera >. Acesso em 28 de outubro de 2019 às 15:25.

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