Emiliano Zapata

Importante líder da Revolução Mexicana

Emiliano Zapata foi um dos líderes da Revolução Mexicana que aconteceu em 1910. Emílio Zapata Salazar nasceu no dia 8 de agosto de 1879, na aldeia de San Miguel de Anenecuilco, no estado de Morelos, no México e morreu no dia 10 de abril de 1919, no povoada de Chinameca, também no estado de Morelos.

Revolucionário e militante político, Zapata é considerado um dos grandes heróis nacionais no México. Foi aliado de Pancho Villa e foi também principal figura na luta contra a ditadura de Porfirio Díaz. Emiliano Zapata também era conhecido como Caudilho do Sul.

O “Zapatismo” foi um movimento criado após a sua morte em homenagem e como forma de manter vivas as suas ideias revolucionárias. Esse movimento influenciou vários grupos políticos mexicanos de esquerda.

Emiliano Zapata armado
Emiliano Zapata é considerado uma das figuras mais importantes na história do México. (Foto: Wikipedia)

Primeiros Passos na Revolução

Emiliano Zapata era filho de Gabriel Zapata e Cleofás Salazar, ambos camponeses, descendentes indígenas e ancestrais de espanhóis. Zapata era o nono os 10 filhos do casal. Seus pais morreram quando ele tinha 13 anos e antes disso, cinco irmãos dele também acabou falecendo. Com a morte dos pais, Zapata herdou cabeças de gado e parte das terras da família.

É importante destacar que a família Zapata não era totalmente pobre. Eles se mantinham independentes com suas terras, apesar de não serem completamente férteis. Emiliano Zapata e seus irmãos, receberam educação primária. Na época isso era considerado um privilégio, pois a grande parte da população do México não era alfabetizada.

Emilio Vara foi um ex-soldado juarista e um dos professores mais importantes na vida de Zapata. Ele foi responsável por grande parte da educação de Emiliano e foi responsável também por apresentar os pensamentos do anarquista Ricardo Flores Magón (1874-1922). Estudos apontam que apesar disso, o revolucionário só estudou até o sexto ano.

Desde cedo Zapata mostrava facilidade com o papel de liderança, além disso, sempre mostrou indignação e insatisfação com o governo do ditador de Porfirio Díaz. Emiliano queria distribuir as terras pertencentes aos latifundiários entre os mexicanos camponeses que passavam necessidade. 

Zapata teve seu primeiro enfrentamento com as autoridades aos 17 anos. O episódio fez com que o revolucionário abandonasse seu estado de origem e passasse anos escondido em um rancho de propriedade de um amigo. No ano de 1902 organizou um movimento com mexicanos de Moretos contra um fazendeiro na Cidade do México.

No ano de 1906 reuniu um grupo de camponeses da aldeia de Cuautia, com o objetivo de criar estratégias de defesa das terras. Dois anos após a reunião, foi condenado a fazer parte do novo regimento do exército por 6 meses. É importante destacar que Emiliano foi preso diversas vezes pelo governo.

Em 1909 reuniu cerca de 400 habitantes de sua aldeia para também criar estratégias de defesa das terras. Ainda em 1909, foi eleito Presidente da Junta das Terras de San Miguel de Anenecuilco e a partir daí iniciou uma intensa campanha contra as ações de degradação dos trabalhadores rurais do governo Díaz e a favor do direito dos camponeses.

Pouco tempo depois formou um exército intitulado “Ejército Libertador del Sur” (em português Exército Libertador do Sul) com o objetivo de iniciar uma luta armada no sul do México. Zapata se tornou general do próprio exército. O lema do exército era “Terra e Liberdade”. Mais tarde, ficaria conhecido como o movimento zapatista.

Emiliano Zapata e a Revolução Mexicana de 1910

Porfírio Díaz convocou eleições presidenciais no México, com o objetivo de se manter no poder do país. Francisco Ignacio Madero (1873-1913) era o candidato adversário do ditador e por isso, Zapata iniciou alianças secretas com Madero. Em 1910 o clima era bastante problemático no país e vários crimes eleitorais foram registrados.

Díaz se elege novamente, o que desencadeia o início da Revolução Mexicana. Madero foi perseguido e obrigado a se exilar em Plan de San Luis. Madero convocou uma luta armada contra Porfírio e no dia 20 de novembro de 1910 Emiliano Zapata reuniu seu exército e passou a agir na revolução.

Zapata também se aliou ao exército de Pancho Villa (1878-1923), uma outra figura importante na Revolução Mexicana e caudilho que comandava outro grupo de revolucionários. Durante a revolução, Emiliano chegou a coordenar mais de cinco mil homens, teve importante destaque nesse momento, alcançando grande prestígio entre a população.

O exército de Porfírio Díaz foi derrotado seis meses após o início da revolução. Francisco León de La Barra assumiu a presidência do México até o ano de 1911, quando Madero foi finalmente eleito. Madero não cumpriu as promessas de restituir as terras aos camponeses que fez a Zapata, revelando-se um traidor, gerando fúria em Zapata e nos outros guerrilheiros.

Traído por Madero, Zapata elaborou um plano intitulado “Plano de Ayala” que visava a implementação do projeto “Reforma, Liberdade, Justiça e Lei” e declarava Madero incapaz de cumprir o que tinha prometido aos revolucionários. Com isso, conseguiu aplicar uma reforma agrária no estado de Morelos.

No ano de 1913, Madero e seu vice foram assassinados pelo general Victoriano Huerta (1850-1916) e assim assumiu a presidência do México, implementando um novo regime ditatorial no país. Durante o governo de Huerta, Zapata continuou na sua luta contra a ditadura o governo e a favor dos camponeses e a garantia de suas terras.

Zapata se une novamente ao exército de Pancho Villa para derrotar o governo. As tropas legalistas de Venustiano Carranza (1859-1920) também se uniram as tropas dos revolucionários. Em julho de 1914 conseguem derrotar o exército de Huerta e Venustiano Carranza é declarado o novo presidente do México.

Carranza começou a implementar uma série de medidas no país e em pouco tempo de governo, convocou deputados para fazer a elaboração de uma constituição mais igualitária, que foi chamada de Constituição de 1917. Zapata e Villas se viram novamente traídos pelo governo, pois não foram convocados para participar da construção da constituição.

Grande parte das medidas propostas na Constituição de 1917 não eram favoráveis aos camponeses, que se viram prejudicados com o novo governo. Zapata e Villa não entraram em acordo com Carranza e declararam guerra contra o governo. Ainda em 1917 o exército de Pancho Villa foi derrotado por Venustiano.

Emiliano Zapata se viu isolado sem o apoio o exército de Villa. No dia 10 de abril de 1919 Zapata foi convidado por Jesús Guajardo (o então general do exército de Carranza) para um encontro com o intuito de conversar sobre as causas defendidas por Zapata. A conversa na verdade era uma emboscada e Guajardo disparou diversos tiros contra Zapata, assassinando assim o revolucionário.

Citações

A terra é para quem a trabalha.

É melhor morrer de pé do que viver de joelhos.

Se não há justiça para o povo, que não haja paz para o governo.

Perdoo o que rouba e o que mata, mas o que trai, nunca.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

Maria Azevedo, Amanda. Emiliano Zapata; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/emiliano-zapata >. Acesso em 28 de outubro de 2019 às 20:33.

Copiar referência