Emprego do hífen

Como usar o sinal gráfico -

O emprego do hífen tem causado diversas dúvidas entre os estudantes por conta do novo acordo ortográfico. A maioria das regras de emprego do hífen foram mantidas e apenas algumas sofreram alterações.

São muitas as normas para o emprego do hífen, por isso é importante prestar atenção para não se confundir.

emprego do hífen
É importante ficar atento para não cair em pegadinhas com o uso do hífen. (Foto: Shutterstock)

Quando ocorre o emprego do hífen?

O hífen é um sinal gráfico (-) que pode ser usado em diversas ocorrências da língua portuguesa. Entre as suas funções está: fazer a ligação entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais; separação de sílabas; união de palavras compostas; junção de palavras antecedidas por prefixos, entre outras.

A nova reforma ortográfica fez algumas mudanças no emprego do hífen. De acordo com a nova regra, letras iguais devem ficar separadas, como em “anti-inflamatório”, por exemplo. Já as diferentes devem ficar sempre juntas, como em “extraoficial”.

Porém, quando a segunda palavra começa com “h”, usa-se o hífen, como em “sobre-humano”. Se o prefixo terminar em vogal e o sufixo tiver “r” ou “s”, eles são dobrados, como em “minissaia”.

Esse é um assunto que ainda confunde os estudantes, uma vez que possui diversas “pegadinhas”. Aprenda um pouco mais sobre o emprego do hífen no vídeo a seguir:

Regras para o emprego do hífen

Veja os casos onde acontece o emprego do hífen na língua portuguesa:

Vogais iguais

Nesse caso, o hífen é utilizado quando o prefixo e a segunda palavra se juntam com a mesma vogal. Veja alguns exemplos:

  • Anti-inflamatório;
  • Contra-almirante;
  • Micro-ondas;
  • Micro-ônibus;
  • Micro-organismo.

No caso dos prefixos “co”, “pro”, “pre” e “re”, as palavras se unem ao segundo elemento, mesmo que eles sejam iniciados pelas vogais “o” ou “e”. Exemplos: reeducação; reeleição; coorganizar; cooperar; preenchimento.

Consoantes iguais

Usa-se o hífen quando a consoante do final da primeira palavra é igual a consoante do início da segunda. Veja:

  • Inter-relação;
  • Inter-racial;
  • Hiper-realista;
  • Sub-bancário.

Quando a segunda palavra começa com “r” ou “s”

Quando a segunda palavra começa com “r” ou com “s”, o correto é duplicar as consoantes. O hífen apenas continua nas palavras com os seguintes prefixos: hiper, inter e super.

  • Hiper-racional;
  • Inter-relação;
  • Minissaia;
  • Ultrassom;
  • Microrregião;
  • Contrarreforma;
  • Antirrugas.

Quando a segunda palavra começa com “h”, “m” ou “n”, ou com vogais

Nessa situação, aplica-se o hífen se a primeira palavra terminada em “h”, “m”, “n” ou vogais estabelecer união com a segunda palavra, que apresenta as mesmas vogais ou consoantes no início. Exemplos:

  • Pan-americano;
  • Recém-nascido;
  • Bem-humorado;
  • Além-mar;
  • Recém-apaixonado.

Com os prefixos “ex”, “sota”, “soto”, “vice”

Acontece o emprego do hífen quando as palavras citadas acima são as primeiras. Exemplos:

  • Ex-marido;
  • Ex-prefeito;
  • Vice-presidente;
  • Vice-reitor;
  • Sota-piloto.

Com os prefixos “pré”, “pós” e “pró”

Utiliza-se o hífen nos prefixos tônicos e acentuados com autonomia. Caso esses prefixos não sejam autônomos, não se usa o hífen, como em: predeterminado, propor, pressupor. Confira mais: 

  • Pré-escola;
  • Pós-graduação;
  • Pró-ativo;
  • Pós-cirúrgico;
  • Pré-nupcial.

Quando o prefixo termina ou em vogal ou com as consoantes “b” ou “r” e a segunda palavra começa com “h”

Nesse caso, algumas palavras são mantidas como anteriormente, a exemplo de reabilitar, reaver, desumano, reidratar, entre outros. Quando acontece a perda do som da vogal final, recomenda-se não usar o hífen e eliminar o “h”, como em “cloridato” (cloro + hidrato). Veja:

  • Super-homem;
  • Anti-herói;
  • Sub-humano;
  • Geo-história;
  • Contra-habitual.

Quando as palavras são usadas para denominar espécies da botânica e da zoologia

Para dar nome a plantas ou animais, como:

  • Bem-te-vi;
  • Jacaré-açu;
  • Erva-de-cheiro;
  • Andorinha-do-mar;
  • Erva-cidreira.

Palavras com “mal” e “bem”

O emprego do hífen é necessário nesses casos:

  • Mal-humorado;
  • Bem-estar;
  • Bem-humorado;
  • Bem-acabado;
  • Mal-intencionado.

Palavras com o prefixo “além”, “aquém”, “recém” e “sem”

Veja os exemplos:

  • Sem-vergonha;
  • Sem-fronteiras;
  • Recém-casados

Na colocação pronominal

Nesse caso, o hífen é usado na ligação de pronomes pessoais oblíquos átonos com os verbos. Veja:

  • Orgulho-me;
  • Ofereci-lhe;
  • Ofereceram-me.

Nos encadeamentos vocabulares

O emprego do hífen é realizado na junção de algumas palavras que se unem apenas em algumas situações. Elas formam encadeamentos vocabulares, mas com significados diferentes. Veja abaixo:

  • A ponte aérea São Paulo-Rio de Janeiro;
  • Ele é um cidadão austro-húngaro;
  • A ponte Juazeiro-Petrolina liga as duas cidades.

Palavras alteradas pelo novo acordo ortográfico

O novo acordo ortográfico entrou em vigor no dia primeiro de janeiro de 2009, e provocou algumas alterações nas regras de utilização do hífen.

Em alguns casos o hífen não é mais utilizado. Por exemplo, nas palavras em que o prefixo termina com uma vogal e a segunda palavra começa com uma vogal diferente. Outra mudança é quando as palavras perdem a noção de composição.

Também não se aplica o hífen quando o prefixo termina em vogal, e a segunda palavra começa com consoantes diferentes de “r” e “s”. Além desse, no momento que o prefixo termina com consoante e a segunda palavra começa com vogal ou com uma consoante diferente.

Quando se usa o advérbio “mal”, caso a segunda palavra comece com consoante, também não é recomendável o emprego do hífen.

Veja algumas das palavras que foram alteradas a partir da implantação do novo acordo ortográfico:

  • Auto-avaliação = autoavaliação;
  • Auto-estima = autoestima;
  • Auto-escola = autoescola;
  • Pára-quedas = paraquedas;
  • Auto-aprendizagem = autoaprendizagem;
  • Infra-estrutura = infraestrutura;
  • Antiinflamatório = anti-inflamatório;
  • Microônibus = micro-ônibus;
  • Camisa-de-força = camisa de força.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

Pina, Cíntia. Emprego do hífen; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/emprego-do-hifen >. Acesso em 29 de janeiro de 2020 às 23:42.

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