Português no Enem

Português no Enem! Uma das provas mais temidas pelos estudantes é também uma das mais importantes do grupo de Linguagem, Códigos e suas Tecnologias.

Os textos, muitas vezes longos, assustam os candidatos que precisam correr contra o tempo para ler, interpretar, analisar e responder corretamente as questões.

Mas, pode ficar tranquilo! O Guia Estudo preparou um conteúdo super bacana que vai te orientar nessa missão e te ajudar a potencializar seus estudos para arrasar na prova de Português no Enem.

O que esperar da prova de Português no Enem?

A leitura é a principal ferramenta para quem quer se dar bem na prova de Português no Enem. Ela te ajudará a desenvolver a capacidade analítica e a identificar os diferentes gêneros textuais e demais características do texto.

Além dos enunciados extensos, a prova pode conter trechos de livros, figuras e anúncios que devem ser analisados pelo candidato e exigem muita atenção para não cair nas tão temidas pegadinhas.

Nessa prova, podem cair questões que exijam do estudante a capacidade de identificar as diferentes linguagens como elementos dos sistemas de comunicação, além da utilização da norma padrão em situações diversas. Associar textos aos seus contextos, bem como perceber os recursos verbais e não verbais utilizados também é muito importante.

Português no Enem
A leitura é a principal ferramenta para quem quer se dar bem na prova de Português no Enem. (Foto: Pixabay)

Cronograma de estudos

Você deve estar se perguntando: Português Enem o que estudar? Por onde e como começar? Calma! Preparamos um resumo dos principais assuntos que costumam cair na prova.

São tópicos baseados no que tem caído no exame nos últimos anos e que constam no edital do Enem. Não deixe de pesquisar mais e se aprofundar sobre cada assunto destacado.

E então, preparado?

Veja também:

Produção de textos
Sintaxe
Morfologia
Pragmática

Interpretação de texto

Esse assunto permeia todas as questões de Português do Enem e de todas as outras disciplinas e, por isso, gera muitos receios nos estudantes.

O primeiro passo para questões de interpretação de texto é identificar a ideia principal. Qual o tema central do texto? Em seguida, destacar as ideias secundárias. Isso te ajudará a compreender de forma geral o que o autor quer dizer. Uma estratégia que pode ser usada para isso é fazer as seguintes perguntas: O quê? Quem? Quando? Como? Onde? Por quê?

#ficaadica! Se o texto for muito longo e você estiver com o prazo apertado, leia a pergunta antes. Conhecendo o que o enunciado quer, fica mais fácil já procurar as respostas no texto no momento da leitura. Sublinhe as palavras que podem te ajudar a responder a questão.

Se encontrar alguma palavra desconhecida, que não saiba o significado, continue a leitura e tente entender o sentido dela na frase.

Tente perceber se o texto usa uma linguagem denotativa, com palavras que devem ser entendidas no sentido original (como aparecem no dicionário) ou conotativa, com um sentido figurado, fora do senso comum. Isso pode fazer toda a diferença no momento de interpretar o texto para responder os enunciados.

Vale também colocar o número de linhas ao lado de cada parágrafo. Geralmente, as questões sinalizam o parágrafo e a linha dos quais se deseja a resposta (2º linha do 3º parágrafo, por exemplo). Dessa forma, já é possível economizar alguns minutos extras.

Viu que não é difícil? Se você criar o hábito de ler livros, jornais, textos em geral, pode conseguir desenvolver a capacidade de perceber esses detalhes citados acima da forma mais natural possível.

Então, vamos ao próximo tópico!

Bob Esponja lendo
(Gif: Giphy)

Funções da linguagem

Qual a intenção do locutor no momento da emissão de uma mensagem ou da produção de um texto? Essa pergunta pode ser respondida ao conhecer as funções da linguagem, mais um tópico que deve ser estudado por quem está se preparando para a prova de Português no Enem, pois também ajudará na interpretação de textos.

As funções da linguagem são classificadas em seis tipos:

  • Função conativa: o texto que possui essa função tem como destaque principal o destinatário. O objetivo é atrair a atenção do leitor com a intenção de convencê-lo a realizar algo. É reconhecido pela utilização de verbos no modo imperativo e pronomes em segunda e terceira pessoa. Ex: Abra a boca, é Royal. (Publicidade da Royal).
  • Função emotiva: sempre em primeira pessoa, o texto com essa função tem o objetivo de demonstrar emoções, sentimentos, estado de ânimo.
  • Função metalinguística: neste caso, o foco do texto é a própria linguagem, por exemplo, o dicionário que trata das palavras explicando-as.
  • Função fática: encontrada em conversas telefônicas, saudações e cumprimentos diários, o foco nessa função é o contato físico ou psicológico entre emissor e receptor, ampliando ou cessando um diálogo.
  • Função poética: tem como objetivo romper o tipo de mensagem tradicional. Caracteriza-se pelo uso de linguagem figurada, métrica, rima, conotação, como nas metáforas e poesias.
  • Função referencial: tem o caráter essencialmente informativo, com discurso na 3ª pessoa e ausência de opiniões, como nos textos científicos e jornalísticos.

Depois de conhecer todas as funções de linguagem fica ainda mais fácil interpretar os textos, identificar sua ideia central e a intenção do autor, não é mesmo?

Veja também:

Texto Dissertativo
Texto Narrativo
Texto Descritivo
Redação

Gêneros textuais

Esse é um dos assuntos da gramática da Língua Portuguesa que costuma cair com frequência no exame, quando é avaliada a capacidade de reconhecer os gêneros textuais, suas características e efeitos na linguagem.

Mas, qual a definição de gêneros textuais? É um conjunto de textos, tanto orais como escritos, com características parecidas.

Muitos estudantes se perguntam: qual a diferença entre tipos de texto e gêneros textuais? Bom, os primeiros são as estruturas de um texto – que pode ser narrativo, dissertativo, descritivo ou injuntivo) – enquanto os segundos são o uso dessas estruturas no cotidiano.

Para não confundir a sua cabeça, vamos entender essas estruturas textuais (tipos de texto) e como elas podem ser usadas na linguagem do dia a dia (gêneros textuais).

Tipos de texto e gêneros textuais

Narração: é um tipo de texto que relata um acontecimento, real ou fictício. De forma mais simples é contar um fato. Os principais elementos da sua estrutura são tempo, espaço, personagens.

A crônica é um exemplo de gênero textual narrativo, ou seja, do uso da estrutura da narração. Como? Ela é baseada em um fato ocorrido e a partir dele é criada uma narrativa.

Veja como exemplo o trecho da crônica “O primeiro beijo”, de Clarisse Lispector.

“Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.

– Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:

– Sim, já beijei antes uma mulher.

– Quem era ela? perguntou com dor.”

O conto também é um gênero textual que utiliza a estrutura narrativa. Ele é caracterizado por apresentar um conteúdo fictício.  Outros exemplos desse gênero e que podem cair na prova são piadas, tiras e charges.

Descrição: é o tipo textual que detalha características e elementos de um fato, objetos, lugares ou pessoas.

O romance é um gênero textual que possui esses peculiaridades, pois normalmente apresenta descrição de ambientes, pessoas e roupas. A reportagem também pode trazer partes do gênero descritivo, por exemplo, ao detalhar os fatos de um acidente.

Dissertação: texto que apresenta ideias por meio de estratégias argumentativas.

Alguns gêneros textuais que apresentam essa estrutura são a reportagem, que apresenta um fato e pode conter também características narrativas. Resumos, resenhas, artigos de opinião, a própria redação argumentativa do Enem ou de concursos públicos também são exemplos.

Injunção: é o ato de ordenar, instruir, orientar. Para isso são utilizados verbos no imperativo.

Receitas de um modo geral, manual de um produto, um bilhete escrito para alguém, regulamentos, editais são gêneros textuais do tipo injunção.

#seligue! Tipo textual é a estrutura do texto. Gênero textual é o uso dessa estrutura no cotidiano. Agora você não esquece mais, não é mesmo?

A prova de Língua Portuguesa no Enem com questões sobre esse assunto pode trazer e explicar o gênero já no enunciado e exigir a sua capacidade de aplicá-lo.

Menino lendo jornal
(Gif: Giphy)

Figuras de linguagem

Conhecer as figuras de linguagem e identificá-las nos textos também é imprescindível para a prova de Português no Enem. Elas são utilizadas para dar mais expressividade ao texto, falado ou escrito, podendo alterar os significados das palavras e criar relações inusitadas entre eles ao fugir do seu sentido literal.

As figuras de linguagem mais comuns no exame são:

Comparação: é quando acontece uma relação comparativa explícita entre dois itens numa mesma frase. Geralmente se usa as palavras “como” e “tal qual”.

Ex: Esse bebê é fofo como um ursinho. (A palavra “como” estabelece uma comparação entre bebê e ursinho).

Metáfora: é o uso de uma palavra com o significado de outra por meio da comparação, mas não de forma explícita.

Ex: Aquela garota é uma gata. (O interlocutor quer dizer que a garota é bonita, fofa, meiga).

Antítese: é a utilização de palavras opostas na mesma frase, mas sem um conflito quando ao significado.

Ex: “Depois da luz, segue a noite escura”. (Luz e escura apesar de serem opostos, dão a mesma ideia ao sentido da frase).

Paradoxo: há o uso de palavras opostas numa mesma frase causando contradição.

Ex: Teu mesmo amor me mata e me dá vida. “Camões”. (As palavras “mata” e “vida” tem significados e sentidos opostos).

Metonímia: ocorre quando há a substituição de um termo por outro com sentidos semelhantes.

Ex: Li a obra de Machado de Assis diversas vezes. / Li Machado de Assis diversas vezes. (Houve uma substituição do autor pela obra).

Prosopopeia ou personificação: é a atribuição de características humanas a seres inanimados.

Ex: Seus olhos falam de amor. (Os olhos não falam, essa é uma característica humana).

Eufemismo: é a substituição de uma palavra ou expressão com o intuito de suavizar.

Ex: Maria não está mais entre nós. (O autor substituiu o “morreu” por “não está mais entre nós”).

Hipérbole: expressa uma ideia com exagero.

Ex: Estou morrendo de frio.

Ironia: é uma frase que possui inversão de sentidos. É quando se afirma algo querendo dizer outra coisa.

Essas figuras de linguagem são as que comumente caem no Enem, mas existem ainda outras, como pleonasmo, aliteração, assonância, onomatopeia, elipse, entre outras, que valem ser revisadas.

Sala de aula
(Gif: Giphy)

Variações linguísticas

Está aí mais um assunto super importante e que cai muito na prova do Enem: linguística. Elas são as variantes da norma padrão da língua portuguesa, a chamada norma culta.

São as expressões ou palavras inventadas, que podem ser:

Históricas: surge, se transformam ou somem ao longo do tempo. Ex: vossa mercê/ vossemecê/ vosmecê/ você.

Regionais: são diferentes formas de pronúncia, vocabulário ou estrutura sintática por conta da região geográfica. Ex: macaxeira, aipim, mandioca = um tipo de raiz.

Sociais: são as palavras e expressões usadas nos grupos de convivência social, desde substantivos, verbos, jargões – que pertencem a uma classe profissional mais específica – até gírias.

Por que esse assunto é tão importante? Porque apesar da norma culta estabelecer um padrão de linguagem, a cultura e a comunicação entre as pessoas se sobrepõem a isso. Nas provas do Enem de anos anteriores, as questões buscam valorizar essas variantes, afinal de contas, elas fazem parte da cultura e da história e retratam o que acontece no Brasil.

Veja também:

Crônica
Fábula
Entrevista
Blog

Fique atento (a)!

Agora que você já tem os principais assuntos de Português no Enem e das demais disciplinas na ponta da língua, chegou o momento de se atentar a outros detalhes importantes para o dia da prova que muitas vezes são deixados de lado.

Chegue no local da prova com antecedência. Saia de casa o mais cedo possível para evitar possíveis imprevistos. Dessa forma, você não perderá energia preocupado com atraso, afinal, um minuto pode ser crucial. Os portões são abertos às 12h e fechados pontualmente às 13h. Confira todas essas informações no seu Cartão de Confirmação de Inscrição.

Não esqueça de levar um documento de identificação com foto. São aceitos os seguintes documentos: carteira de trabalho, carteira de habilitação, cédula de identidade, passaporte, certificado de reservista ou identificação de conselhos de classe. E atenção: os documentos precisam ser originais.

Só é permitido o uso de caneta preta. A leitura ótica do cartão de respostas só identifica a cor preta, portanto, as demais cores de caneta não são aceitas. Para não correr o risco de “ficar na mão”, leve mais de uma caneta preta em material transparente.

Esses detalhes podem ser simples, mas fazem muita diferença no dia do exame.