Fordismo

Termo criado por Henry Ford

O fordismo, criado pelo empresário norte-americano Henry Ford, é a definição de um sistema de produção que tinha como característica a fabricação em massa. A ideia surgiu em janeiro 1914, com o intuito de melhorar a produção na linha de montagem de automóveis.

Surgimento do fordismo

Na época, o fordismo foi uma revolução na indústria automobilista. Foi através desse sistema que Henry criou a primeira linha de montagem automatizada. Ele seguiu a mesmo raciocínio do engenheiro mecânico Frederick Taylor, que elaborou os primeiros estudos em relação a produtividade e a participação dos recursos humanos.

Com algumas atualizações das teorias de Taylor, Henry Ford desenvolveu algumas técnicas avançadas para inserir em suas fábricas, que variavam entre fábricas de vidros, de plantação de seringueiras e até mesmo siderúrgica.

A ideia principal da teoria do fordismo era fazer uma inovação no mercado de massa para automóveis, fazendo com que os preços fossem reduzidos, possibilitando que todos pudessem comprar um veículo automobilístico.

O aperfeiçoamento na linha de montagem era uma das principais características dessa forma de trabalho. Os veículos eram construídos em esteiras rolantes, que se movimentavam a todo o tempo, enquanto os operários permaneciam parados. Essa ideia tinha o objetivo de impedir que houvesse uma movimentação desnecessária dos trabalhadores.

Cada operário tinha a sua função, tendo uma responsabilidade na produção do automóvel. Por isso, na época, não era necessário ter qualificações específicas para atuar no trabalho.

Mas, para que esse método desse certo, foram necessários grandes investimentos em máquinas e instalações. O resultado foi tão favorável que gerou a produção de mais de dois milhões de carros por ano durante a década de 1920.

O primeiro veículo produzido por este sistema foi o Ford Modelo T, conhecido no Brasil como “Ford Bigode”.

Com essa grande inovação no mundo da indústria automobilística, houve um grande crescimento econômico nos Estados Unidos, consequentemente, melhorando a vida de muitos americanos.

Alguns outros setores industriais foram afetados, como empresas de combustível, têxtil, siderúrgica, entre outras. Além disso, mais rodovias foram criadas, melhorando assim a locomoção da população e abrindo novos espaços para a expansão do comércio.

Fordismo
Uma das características do fordismo era a semelhança de todos os veículos. Todos eram pretos. (Foto: Wikipédia)

Portanto, identifica-se que as principais características do fordismo eram:

  • Redução de custos na linha de produção;
  • Aperfeiçoamento da linha de montagem do produto;
  • Pouca qualificação dos operários;
  • Divisão das funções de trabalho;
  • Repetitividade do trabalho;
  • Trabalho em cadeia;
  • Trabalho contínuo;
  • Especialização técnica de cada operário de acordo com sua função;
  • Produção de produtos em massa, ou seja, em grandes quantidades;
  • Grande investimento em máquinas e instalações nas fábricas;
  • Uso de máquinas operadas pelo homem no processo de produção.

Declínio do Fordismo

O mesmo motivo que resultou no sucesso do fordismo foi a causa do seu declínio. A rigidez no modelo de trabalho instituído por Ford foi questionada e readequada por outros empresários ao longo dos anos.

Uma das questões que resultou na queda do fordismo foi que o método trouxe muitas vantagens para os empresários, porém para os funcionários o processo era visto de forma negativa. Isso porque o desenvolvimento do trabalho era repetitivo e desgastante. Além disso, a não exigência de qualificação abria espaço para que os empresários oferecessem um baixo salário. A justificativa de tudo sempre era redução nos custos de produção.

Os carros produzidos pela empresa de Ford eram exclusivamente pretos, pois a tinta secava mais rapidamente e com isso os carros poderiam ser montados de forma mais rápida.

Observando essa falha na produção, a empresa General Motors optou pela flexibilização na produção e mudança no modelo de gestão. Uma das novidades da empresa foi iniciar a produção de diversos modelos de veículos, de várias cores. Foi dessa forma que a GM ultrapassou a Ford e se tornou a maior montadora de veículos do mundo.

Na década de 1970, o modelo de produção do fordismo entra em crise e dá espaço para a produção mais enxuta, baseado no Sistema Toyota de Produção.

O fordismo foi completamente extinto em 2007 e desde então a Toyota se tornou a maior montadora de veículos do mundo.

Toyotismo

Criado no Japão pelo engenheiro Taiichi Ohno, após a Segunda Guerra Mundial, o Toyotismo foi um processo de produção que visava diminuir os desperdícios ao longo do processo. Conhecido também como Sistema Toyota de Produção, foi criado a princípio como método exclusivo para a produção de automóveis da empresa Toyota Motors.

Ele surgiu justamente após o empresário perceber que o Japão possuía uma produção menor que a dos americanos e a europeus, que trabalhavam com base no fordismo.

A base de produção desse conceito é feita através da criação por necessidade, ou seja, o produto somente é montado através da demanda de mercado.

O Toyotismo se popularizou por várias regiões do mundo a partir da década de 1970, impulsionado principalmente pelo surgimento do neoliberalismo, quando o sistema capitalista começava a buscar novas formas de produção.

As principais características do Toyotismo são:

  • Trabalhadores: são mais qualificados do que no Fordismo. São treinados para conhecer todo o processo de produção e não apenas uma tarefa específica.
  • Produção: esta não é “em massa” como no Fordismo. Busca-se produzir de acordo com a demanda de mercado.
  • Qualidade total: Todo o sistema é acompanhado visualmente, buscando o máximo de qualidade em cada processo.
  • Just in Time: produz-se somente o necessário, no tempo necessário e na quantidade necessária.
  • Pesquisa de mercado: os produtos são desenvolvidos de acordo com as necessidades atuais do mercado.

Vantagens e desvantagens do toyotismo 

Vantagens Desvantagens
Menos mão de obra necessária em função do avanço da tecnologia. Diminuição dos postos de trabalho e consequente aumento do desemprego.
Produção adequada à demanda, evitando o desperdício. Nem sempre há produtos estocados.
Mão de obra qualificada; produtos com qualidade superior. Demora na produção, o que pode fazer com que o produto demore a chegar ao consumidor.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

BARBOSA, Elson. Fordismo; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/fordismo >. Acesso em 23 de janeiro de 2020 às 09:41.

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