Genética

Área de Biologia que estuda os aspectos da hereditariedade

A Genética é o campo da Biologia que estuda o processo de transmissão dos atributos físicos de um indivíduo da mesma família para outro. É o que se chama hereditariedade.

O nome “genética” tem origem grega e quer dizer “fazer nascer”. As pesquisas nessa área são focadas em DNA, RNA e cromossomos.

As descobertas feitas por meio da genética ao longo dos anos trouxeram inúmeros benefícios para a humanidade, principalmente na área da medicina.

Hoje, por exemplo, é possível identificar determinadas doenças passadas de mãe ou pai para filho, evitá-las e/ou tratá-las da maneira adequada. Além disso, pode-se descobrir a paternidade e desvendar crimes através da análise dos materiais genéticos.

Os estudos genéticos permitiram também o desenvolvimento da biotecnologia, dos produtos transgênicos e do uso terapêutico das células-tronco.

Mas, quando esses estudos tiveram início? Como a genética chegou ao patamar de importância que tem atualmente na vida dos seres humanos?

Genética
A genética trouxe inúmeros benefícios para a humanidade. (Foto: Pixabay)

História

O monge austríaco Gregor Mendel (1822-1884) foi o precursor dos estudos genéticos em 1860. Seus primeiros experimentos foram com ervilhas, cultivadas no mosteiro de Brno, na República Tcheca.

A escolha por esse tipo de planta herbácea leguminosa foi feita, principalmente, pela facilidade de cultivo, ciclo reprodutivo curto e produção de muitas sementes, o que permitiu um estudo mais aprofundado. Mendel observou características como a cor da flor, posição dela no caule, aspecto externo e cor da semente, forma e altura.

Por meio da análise do processo de transmissão de caracteres entre as diversas gerações de ervilhas, ele concluiu que cada característica (caracter) é determinada por um par de fatores que podem ser puros ou híbridos (misturados por cruzamentos). Mais tarde, esses “fatores” foram denominados genes, que são encontrados nos cromossomos.

Apesar de não receber o devido reconhecimento na época, tendo seu trabalho esquecido por muitos anos, Gregor Mendel contribuiu significativamente para as descobertas da genética, sendo considerado o pai dessa ciência.

Anos depois da sua morte, em 1900, os pesquisadores Hugo de Vries, Carl Erich Correns e Eric von Tschermark-Sevsenegg, de origens holandesa, alemã e austríaca, respectivamente, retomaram as pesquisas de Mendel após realizarem estudos também com plantas híbridas e chegar às mesmas conclusões, o que ajudou na aceitação das ideias de Gregor Mendel e, consequentemente, no início dos estudos genéticos nos seres humanos.

Outro nome de destaque na área é Morgan, que em 1926 publicou o livro The Theory of the Gene, que explica a hereditariedade como resultado da ligação de unidades passadas de pais para filhos.

Os estudos continuaram avançando até a descoberta do DNA como estrutura-chave que possui a informação genética, e em 1953, Watson, Crick, Wilkins e Franklin apresentaram a estrutura da dupla hélice do DNA.

Cinco anos depois, Crick lança o Dogma Central da Biologia Molecular, que consistia na ideia de que o DNA (ácido desoxirribonucleico, possui dois filamentos de nucleotídeos) seria o responsável pela síntese de RNA (ácido ribonucleico, possui apenas um filamento de nucleotídeos) e na sequência, este último comandaria a produção de proteínas.

Genética e Hereditariedade

De acordo com a genética, a transmissão de características de um ser para outro, ou seja, a hereditariedade, abrange algumas especificidades.

A variedade de estruturas celulares com formas diversas que especificam aspectos diferentes do organismo; a capacidade da prole em transformar as informações recebidas em proteínas; mecanismo que replica a informação e a transmite para o descendente; e a capacidade modificação para que ocorram variações são alguns desses elementos básicos.

Outro ponto importante descoberto pela genética é que os genes ficam localizados nas moléculas de DNA e guardam as informações necessárias para a síntese de proteínas.

Todos os seres humanos possuem 46 cromossomos (23 do pai e 23 da mãe) e aproximadamente 30.000 genes, mas o que diferencia cada um é a combinação desses genes e as permutações ocorridas durante a divisão celular.

Portanto, é através da análise dos genes que é possível estudar as características biológica dos seres.

Nos dias atuais, as principais áreas da genética são:

  • Molecular: estuda as partes e funções dos genes a nível molecular.
  • Ecológica: é a pesquisa da genética na interação entre organismos e sua relação com o meio ambiente, ou seja, a evolução fenotípica em populações naturais.
  • Genômica: estuda o genoma (conjunto de genes) completo de um organismo.
  • Clássica: era utilizada antes do surgimento da Biologia Molecular com técnicas como o mapeamento de cromossomos.
  • Populacional: pesquisa as mudanças e distribuição na frequência de alelos influenciadas por forças evolutivas como derivação genética, fluxo gênico, mutação e seleção natural. Alelos são formas alternativas de um mesmo gene gerado por mutações gênicas.

Importância das pesquisas genéticas

Conforme citado no início do texto, a genética é muito importante para o desenvolvimento da raça humana, considerada também a base para a compreensão da evolução.

As mudanças ocorridas ao longo do tempo na população do mundo são consequência também de fatores como mutação, taxas de reprodução, migração e seleção, que foram transmitidos para outros seres. Então, as explicações evolutivas também têm relação com a genética.

Outro benefício dos estudos genéticos são relacionados ao desenvolvimento de diversas áreas que impactam a vida humana. Na saúde, é possível citar a terapia genética – que consiste na inserção de genes nas células de uma pessoa para o tratamento de uma doença –, o aconselhamento genético, que é o estudo da probabilidade de uma doença genética ocorrer em uma família, entre outros.

Na Ecologia, o melhoramento genético de espécies tornando-as resistentes à pragas, a preservação de espécies ameaçadas de extinção são alguns dos benefícios, além da identificação de agentes mutagênicos, teratogênios ou carcinogênios que ameaçam a saúde de qualquer ecossistema e comunidades humanas.

A possibilidade de elucidação de crimes, como casos de estupros e homicídios, que permitem a identificação de suspeitos por meio da análise de material genético também é conquista muito importante.

Sendo assim, pode-se afirmar que, de maneira geral, a genética contribuiu de forma significativa para a qualidade de vida do planeta.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

LOPES, Adriana. Genética; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/genetica >. Acesso em 18 de novembro de 2019 às 23:31.

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