Gramática

Conjunto de regras responsáveis por determinar a forma correta do uso das palavras

A gramática é o estudo dos elementos que formam uma língua com o objetivo de criar regras que definem uma padronização para a comunicação, chamada de gramática normativa ou prescritiva.

Ou seja, a gramática define a forma correta de comunicar-se. Geralmente, a gramática que aprendemos na escola é a chamada normativa. Esse conjunto de regras é elaborada pela Academia de Letra de cada país.

Tipos Gramaticais

Existem diversos tipos da gramática, são elas: Formal, funcional, reflexiva, contrastiva, implícita, universal, transformacional, gerativa, descritiva, histórica, comparativa e normativa. No entanto, as mais conhecidas são:

  • Descritiva: busca descrever as regras da língua falada, mas não estabelece o que é “certo” ou “errado”.
  • Histórica: responsável por estudar a origem da língua e acompanhar a sua evolução.
  • Comparativa: estudo as comparações entre línguas da mesma família, como é o caso do brasil e das línguas de origem românicas.
  • Normativa: é o tipo mais utilizado da gramatica, busca padronizar as palavras, dita a forma correta de falar e escrever.
Gramática
A gramática estabelece a forma correta de comunicação. (Foto: Pixabay)

Classes Gramaticais

Já a classificação da gramática podem ser: Fonética, etimologia, estilística, literatura, tendo como principais:

  • Fonologia: é o estudo do sistema sonoro de uma língua responsável pela forma correta de pronunciar um palavra.
  • Morfologia: estuda a formação e a estrutura das palavras. Para o seu entendimento é fundamental o estudo das classes gramaticais que podem ser variáveis: 

Adjetivos – Atribui qualidade ao substantivo.
Verbos – Uma palavra que indica ação, estado ou fenômeno da natureza.
Pronomes – Substitui e acompanha o substantivo.
Numerais – Quantifica uma posição ou número de elementos.
Artigos – Antecede os substantivos.

Ou invariáveis:

Advérbios – Palavras que modificam o verbo, adjetivo ou advérbio dando ideia de tempo, modo, intensidade e outros aspectos.
Conjunções – Palavras que ligam orações ou termos.
Interjeições – Palavras utilizadas para dar emoção a uma frase.
Preposições – Palavra utilizada pra ligar elementos da oração.

  • Sintaxe: é o estudo responsável pela combinação das palavras para que haja uma aplicação correta nas frases, de forma que tenha uma coerência na oração. Exemplos de figuras de sintaxe:

Elipse – É a omissão de um termo já citado ou sugerido.
Zeugma – Um tipo de elipse que omite um termo já mencionado;
Pleonasmo – Repetição de ideias para dar ênfase à elas.         

  • Semântica: estuda o significado das palavras e são classificados em: Sinônimo – Palavras com significados iguais; Antônimo – Palavras com significados diferentes; e Homônimo – Palavras com a mesma grafia ou pronuncia, mas que possuem significados diferentes.
  • Estilística: estuda as variações da língua e a forma de utilizar com o objetivo de manter o uso estético da linguagem.

Ortografia

A ortografia tem origem grega e é a união de duas palavras, “ortho” (correto) + “grafo” (escrita), que significa escrever correto. É composta por elementos da fonologia (estudo da emissão dos sons), da morfologia, e da Sintaxe. Esta uma parte muito importante da gramática, responsável por definir a forma correta de pronunciar e escrever uma palavra.

Para saber a forma correta de escrever uma palavra é necessário realizar algumas observações:

  • Sons parecidos com palavras da mesma família sempre serão escritos com a mesma letra. Ex.: Atrás – Atrasado.
  • Utilizar a palavra de acordo com o seu radical, que é a parte fixa de uma palavra, mantendo como base para palavras do mesmo grupo familiar.

Ex.: Leal (radial) + Dade (sufixo) = lealdade. Ou Ex.: Des (prefixo) + Leal (radical) = Desleal.

A inclusão do Sufixo (utilizada depois do radial) ou do Prefixo (utilizada antes do radical) serve como apoio e para mudar o sentido da palavra.

Concordância verbal

É a parte da gramática responsável pela harmonia entre o verbo e o sujeito. Existem dois tipos de sujeito, que pode ser Composto ou Simples.  Ex.: Nós fomos estudar na casa da Vovó.

Passo 1: para identificar o sujeito da oração, devemos localizar o núcleo do sujeito, que neste caso é estudar. Fazemos a seguinte pergunta: Quem foi estudar?

Passo 2: após identificamos o sujeito (Nós).

Passo 3: devemos concordar o sujeito (Nós), que está no plural, com o verbo (Fomos) que deverá ser flexionado também no plural.

Concordância nominal

A concordância nominal define que o artigo, pronome, numeral e adjetivo devem concordar em gênero e número com o substantivo. Ex.: Os nossos dois carros novos estão na oficina.

Passo 1: identificamos cada elemento da frase para acharmos o substantivos, chamado de nome. Os (artigo) + nossos (pronome) + dois (numeral) + carros (substantivo) + novos (adjetivo).

Passo 2: neste caso, o substantivo carro possui o gênero masculino e está no plural. Por isso, todos os outros elementos devem concordar com ele.

Regras especiais:

Quando temos dois ou mais substantivos com gêneros diferentes, o substantivo concorda com o mais próximo.

Ex.: Minha bota e a minha sandália está suja. Ou seja, apenas a sandália está suja.

Quando temos dois ou mais substantivos com gêneros diferentes, o substantivo pode concordar com os dois gêneros no masculino, ou pode concordar apenas com o último elemento.

Ex.: O meu pai e a minha mãe estão separados – Neste caso, os dois estão separados.

Para os casos em que o adjetivo vier antes de dois ou mais substantivos, ele concordará com o mais próximo.

Ex.: Está fechado o mercado e a padaria. Ou temos: Estão fechadas a padaria e o mercado.

Figuras de linguagem

Utilizada para dar sentido e significativo as expressões. As figuras possuem dois conceitos básicos: Denotação, que é caracterizado pelo sentido literal, é a palavra exata; e o sentido Conotativo, que é a forma figurada da palavra. Geralmente, esta figuras são encontradas em textos poéticos.

Alguns tipos de figura de linguagem:

  • Antítese – São caracterizadas por ideias opostas. Ex.: Escuro e claro.
  • Paradoxo - São caracterizadas por ideias contrárias, mas com o mesmo sentido. Ex.: Estou cheio de ser tão vazio.
  • Comparação – Utilizada para comparar dois elementos. Ex.: Tal qual.
  • Metáfora – Utilizada para dar um sentido figurado, que não comum ou real. Ex.: Olhos famintos. Olhos não tem fome, por tanto, está sendo utilizada como metáfora.
  • Hipérbole – Caracterizado melo exagero. Ex.: Chorei rios de lágrimas.
  • Metonímia – É o processo de substituição por aproximação. Ex.: Vou comprar cotonete. Substituímos o nome correto, que seria haste flexível, pelo nome da marca. 
  • Personificação ou Prosopopeia – Quando atribui caraterística humana a seres não humanos. Ex.: Salgueiro chorão com lágrimas escorrendo.
  • Sarcasmo – Quando é feita uma afirmação no sentido oposto. Ex.: Eu não gostei de ganhar uma viagem com tudo pago.
  • Eufemismo – É utilizada para substituir uma palavra desagradável por outra amena. Ex.: Poxa! – Para não utilizar um xingamento, opta-se por usar esta expressão. 
  • Anáfora – A repetição da mesma palavra na mesma oração. Ex.: Quando tive frio tremi, quando tive coragem liguei.
  • Aliteração – Repetição das consoantes. Ex.: Você é minha vida, meu tudo, minha luz.
  • Assonância – Repetição das vogais. Ex.: Ela é a minha amiga, a minha esposa e a minha mãe.
  • Pleonasmo – É o uso da palavra de forma redundante para reforçar da expressão. Ex.: Sorri um sorriso de tristeza.
  • Onomatopeia – A reprodução escrita de um som. Ex.: Bang bang – Utilizada para expressar o som de um tiro.
  • Paralelismo – São ideias repetidas que podem ser estruturadas de maneira diferente para dar o mesmo sentido a frase. Ex.: A voz de alguém nessa imensidão, a voz de alguém que canta, a voz de um certo alguém.
  • Neologismo – Criação de uma palavra para um contexto especifico. Ex.: Como querer djavanear o que há de bom.
  • Hipérbato – Inversão sintática. A forma comum de compor uma frase segue a regra: sujeito + verbo + complemento. No caso do hipérbato esta lógica é invertida. Ex.: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas. O comum, o correto seria: As margens plácidas do Ipiranga ouviram.
  • Paronomásia – Possui sonoridade parecida. Ex.: Manhas e manhãs.
  • Elíptico – O uso de palavras ocultas no texto. Ex.: Se não eu quem mais? Geralmente utilizamos: Se não sou eu quem mais?
  • Gradação – Exprime uma sequência de ideias. Ex.: Eu sou, eu fui eu vou.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

RIBEIRO, Lohana. Gramática; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/gramatica >. Acesso em 19 de novembro de 2019 às 00:04.

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