Grécia Antiga

Uma das principais civilizações da Antiguidade Clássica

Grécia Antiga foi uma civilização que pertenceu ao período da história grega que abrange desde o Período Pré-Homérico até o fim da Antiguidade. A Grécia Antiga era formada por um conjunto de cidades que compartilhavam a língua, os costumes e algumas leis.

Os gregos se originaram dos povos aqueus, jônicos, eólios e dóricos que migraram para a península Balcânica no início do milênio II a.C. Esses povos ficaram conhecidos como helênicos, pois sua organização de clãs fundamentava-se na crença de que descendiam do herói Heleno.

A história da Grécia Antiga se divide em quatro períodos: Pré-Homérico (séculos XX – XII a.C.); Homérico (séculos XII – VIII a.C.); Arcaico (séculos VIII – VI a.C.); e Clássico (séculos V – IV a.C.).

Grécia Antiga
O Partenon é um dos símbolos mais representativos da cultura e da sofisticação da Grécia Antiga. (Foto: Wikipedia)

Grécia Antiga: Período Pré-Homérico

O primeiro período de formação da Grécia é chamado de Pré-Homérico. O período teve início com a chegada de povos indo-europeus na Grécia, aproximadamente em 2000 a.C., e se estendeu até 1200 a.C.

Durante o período Pré-Homérico existiram duas grandes civilizações no território grego. Uma delas era formada pelos cretenses, também chamados de minoicos, e a outra pelos micênicos, também conhecidos como aqueus.

Nesse período houve também a chegada dos povos eólios, jônios e dórios. Eles migraram de outras regiões para a Grécia e foram muito importantes para a formação do povo grego.

Grécia Antiga: Período Homérico

O período Homérico teve início com o fim da civilização micênica e se estendeu de 1100 a. C. a 800 a.C. Durante esse período aconteceram invasões dóricas que causaram um retrocesso nas relações sociais e comerciais entre os gregos.

Marcada pela decadência civilizacional, durante a Era Homérica houve a perda do conhecimento da escrita, que só voltou a ser readquirida no século VIII a.C.

Além disso, houve a diminuição populacional na Grécia Antiga, os povos se movimentaram, abandonando antigos povoados para se fixarem em locais que ofereciam melhores condições de segurança.

A partir de então ocorreu a formação do genos – propriedades nas quais grandes famílias, descendentes de um mesmo ancestral, se mantinham unidas em torno da exploração econômica de uma mesma parcela de terras.

Grécia Antiga: Período Arcaico

O Período Arcaico foi o período da Grécia Antiga em que ocorreu o desenvolvimento cultural, político e social. Foi nessa época que aconteceram os primeiros avanços significativos para a ascensão da democracia, bem como, a revitalização da linguagem escrita.

O período foi marcado pela construção dos primeiros templos inspirados nas habitações micênicas, assim como, pelas tipologias escultóricas kouros e kore, e pelo início do registro de pintura negra em cerâmica.

Durante esse período houve a reunião dos genos em unidades políticas maiores, denominadas polis ou Cidade-Estado. Cada Cidade-Estado possuía suas leis, seu governo, sua economia e sua sociedade própria e independente.

As poleis gregas (poleis = plural de “polis”) possuíam uma estrutura arquitetônica parecida: na parte baixa estava situada uma praça, chamada ágora, onde aconteciam as assembleias dos cidadãos e as transações comerciais.

Nas ágoras também ficavam os juízes da cidade que julgavam os criminosos, se praticavam jogos e rituais em honra aos deuses e se realizavam os festivais de poesias, como os que deram origem ao teatro grego.

As duas poleis mais importantes foram Atenas e Esparta, servindo de modelo para as demais poleis gregas. Esparta era uma cidade aristocrática, agrária e fechada às influências estrangeiras. Atenas, por sua vez, simbolizou o esplendor cultural da Grécia Antiga.

Durante muito tempo, Atenas foi o centro de comércio entre gregos e, em sua evolução política, conheceu várias formas de governo: monarquia, oligarquia, tirania e democracia.

Grécia Antiga: Período Clássico

O Período Clássico foi o momento da Grécia Antiga em que as poleis Antenas e Esparta desenvolveram o seu modelo político (a oligarquia militarista em Esparta e a democracia aristocrata em Atenas). Esse período foi marcado pelas Guerras Médicas entre as cidades gregas e os persas.

Com o fim das guerras, Atenas se tornou líder de uma organização composta por várias Cidades-Estados, vivendo um período de hegemonia e prosperidade econômica que coincidiu com o esplendor cultural da Grécia.

Esparta também compôs com outras Cidades-Estados a organização chamada Liga do Peloponeso e declarou guerra a Atenas em 431 a.C., vencendo Atenas depois de 27 anos de lutas.

Durante o Período Clássico, a Grécia antiga exerceu uma poderosa influência sobre o Império Romano e sobre os fundamentos da civilização ocidental.

Nesse período, a filosofia, o teatro, a escultura e a arquitetura atingiram seu ápice. Grande parte da política moderna, pensamento artístico, pensamento científico, teatro, literatura e filosofia deriva desse período da História Antiga.

Política e Sociedade

A organização política da Grécia Antiga se dava pelas condições geográficas econômicas, uma vez que era dividida em pequenas unidades econômicas. Desde o século VIII a.C., diversas cidades independentes chamadas polis se formaram pela Grécia Antiga 

Cada uma delas desenvolveu seu próprio sistema de governo, suas leis, seu calendário e sua moeda. As Cidades-Estados possuíam sua própria forma político-administrativa, organização social e deuses protetores.

Algumas poleis, como Atenas, permitiam a escravidão por dívidas ou por guerras. Já Esparta possuía poucos escravos, no entanto, tinha servos estatais, que pertenciam ao governo espartano.

Ambas as cidades mantinham uma oligarquia e quem as governavam também eram os proprietários das terras cultiváveis. Entre os sistemas de governos adotados na Grécia Antiga estavam: monarquia, oligarquia, tirania e democracia.

A economia na Grécia Antiga tinha como base a agricultura, o comércio e os produtos artesanais. Os gregos produziam materiais em couro, metais e tecidos; cultivavam vinhas, oliveiras e trigo; criavam animais de pequeno porte; e realizavam suas trocas comerciais usando a moeda própria,  dracma”.

Cultura

Apesar de cultivar conflitos e diferenças entre si, muitos elementos culturais da Grécia Antiga eram comuns nas diversas poleis. Embora desenvolvessem sotaques e dialetos diferentes, eles falavam o mesmo idioma e tinham a religião comum, que se manifestava na crença nos mesmos deuses.

A cultura grega antiga possuía relação estreita com a religião e se manifestava por meio da literatura, da música e do teatro. As manifestações artísticas eram voltadas para representar os feitos dos heróis e de sua relação com os deuses gregos que viviam no Olimpo.

Com influência de vários povos, os gregos adotaram diversos deuses constituindo o panteão de deuses, ninfas, seres humanos que ganhavam a imortalidade e deuses que perdiam sua condição imortal.

Legado

O legado cultural da Grécia Antiga é considerado a base da cultura da civilização ocidental. A cultura grega influenciou na linguagem, na política, no sistema educacional, na filosofia, na ciência, na tecnologia, na arte e na arquitetura moderna.

A civilização grega exerceu influência, sobretudo, durante o período do Renascimento na Europa ocidental e durante o período neoclássico dos séculos XVIII e XIX na Europa e nas Américas. Além disso, a Grécia Antiga foi berço do desenvolvimento da democracia e da filosofia.

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DIAS, Fabiana. Grécia Antiga; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/grecia-antiga >. Acesso em 12 de dezembro de 2019 às 01:24.

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