Hebreus

Povo edificador do monoteísmo

Os hebreus, também chamados de judeus e israelitas, são seguidores do monoteísmo, ou seja, acreditam em um único deus, chamados por eles de Iavé.

Viviam no sul da Civilização Mesopotâmica – região da Suméria – nas proximidades de Ur (localidade marcada pelo Politeísmo), até se deslocarem para a Palestina (Canaã) após um chamado divino.

A história dos hebreus é dividida em três fases:

  • Fase do Patriarcado: ocorreu, aproximadamente, entre 2000 a.C. e 1200 a.C. Os patriarcas foram os primeiros líderes religiosos dos antigos hebreus.
  • Fase dos Juízes: predominou entre 1200 a.C. e 1050 a.C. Os juízes foram autoridades políticas, religiosas e militares, sendo eleitos pelas várias tribos hebraicas, de forma que havia um juiz por tribo.
  • Fase dos Reis: durou entre 1050 a.C. e 930 a.C. A instalação de uma monarquia foi uma forma de unificar as tribos hebraicas e ter mais força para lutar contra tribos inimigas, como os filisteus.

Origem dos hebreus

Foi através dos hebreus que surgiu o judaísmo, religião baseada nas antigas escrituras, que servem de embasamento para sua crença, como também de documento histórico sobre a sua trajetória.

Por volta do século XX a.C., na primeira fase dos hebreus (patriarcado – chefe das tribos), eles receberam, através de Abraão, um chamado de Iavé (Deus) para que fossem para a Palestina, a “terra prometida”. Chegando lá, tiveram que enfrentar outros povos que já habitavam a região, os cananeus e os filisteus.

Como os hebreus estavam divididos em doze tribos, eles escolheram vários juízes para comandá-los na luta contra os outros povos pela posse das terras.

Os juízes desempenhavam o papel de chefes militares, políticos e religiosos, pois eram considerados enviados de Deus para liderar a luta. Josué foi o primeiro juiz e iniciou a tomada da Palestina, onde conquistou Jericó.

Os hebreus e a Palestina

Depois de algumas lutas, os hebreus acabaram conquistando uma parte da Palestina para si, e se fixaram no local que "Deus havia prometido para eles". Porém, na “terra prometida”, a agricultura não era muito fértil e eles passaram por uma época de seca. Por isso, mais tarde, Jacó (um dos patriarcas) convidou os hebreus a migrarem para a Civilização Egípcia.

Conforme alguns historiadores, os hebreus invadiram o Egito junto com os Hicsos, povo do deserto que, por centenas de anos, impôs um domínio sobre aquele local. Os hebreus ajudaram os hicsos, inclusive, ocupando cargos dentro da burocracia e da administração que dominava a região.

Acredita-se que ambos os povos conseguiram dominar o Egito por um período aproximado de 300 anos . Entretanto, os egípcios conseguiram expulsar os hicsos em 670 a.C e a partir daí os hebreus passaram a ser escravizados e tornaram-se propriedades do Faraó.

Êxodo do Egito

Diante da escravidão e sofrimento do povo, Moisés (um dos líderes da tribo) resolveu reunir os hebreus para fugir. Foi o processo chamado Êxodo do Egito, que inclui a travessia do Mar Vermelho, que se abriu para a passagem dos hebreus, exterminando em seguida as tropas do Faraó que os perseguiam. Essa é uma passagem bíblica, na qual Moisés, com o seu cajado, teria sido o responsável pela abertura do mar.

Em 1250 a.C., os hebreus saíram do Egito liderados por Moisés para voltar à Palestina. Segundo a Bíblia, nesse momento Moisés recebeu as tábuas contendo os Dez Mandamentos de Deus.

Hebreus Mar Vermelho Moisés
Abertura do Mar Vermelho feita pelo profeta Moisés para que seu povo fugisse da perseguição do faraó. (Foto: Freepik)

A divisão da Palestina

Anos depois houve a separação das doze tribos em dois reinos (Israel e Judá), o que fez com que os hebreus ficassem fragilizados aos ataques vizinhos.

Em 722 a.C., o Reino de Israel foi tomado e seus habitantes foram deportados para diferentes partes do Império Assírio. O Reino de Judá sobreviveu até 586 a.C. quando os babilônios invadiram e o dominaram, levando os hebreus como prisioneiros, onde permaneceram até 539 a.C. Nesse mesmo ano, os persas invadiram a Babilônia e fizeram com que os judeus regressassem para a Palestina, onde reconstruíram o templo.

Após algum tempo, a Palestina foi dominada pelos macedônios, egípcios e romanos. Nessa fase, os judeus se dispersaram durante mais de dezoito séculos e meio.

Diáspora

Com a expansão do Império Romano, essa região passou a ser dominada por Roma e o imperador Tito destruiu Jerusalém e expulsou os judeus da Palestina, que só puderam retornar para sua terra, a partir de 1918.

Ainda assim, os judeus mantiveram uma autonomia relativa até 1970, quando os romanos tentaram construir um templo para Júpiter, em Jerusalém, o que provocou a rebelião do povo judeu e sua fuga para diversas partes do mundo.

Em 1948, a maioria dos povos islâmicos que ali viviam também – chamados então de palestinos – foram expulsos, o que provocou uma série de conflitos pela terra que se estende até a atualidade, tornando difícil o processo de paz na região.

A diáspora judaica só se findou nesse mesmo ano (1948), quando a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o atual Estado de Israel, onde antigamente era a Palestina

Os Hebreus na atualidade

Atualmente, a região em que vivem – o Estado de Israel – continua sendo foco de conflitos, em razão, principalmente, da disputa pela terra, onde, antes da criação de Israel, viviam os palestinos muçulmanos que se estabeleceram na região há muitos anos e que acabaram sendo expulsos de seu território e reivindicam a criação de seu país.

A cidade de Jerusalém, que faz parte do domínio judaico, também é alvo de disputas, por ser considerada sagrada pelas três maiores religiões, o judaísmo, o islamismo e o cristianismo.

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Mendes, Elaine. Hebreus; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/hebreus >. Acesso em 30 de janeiro de 2020 às 04:29.

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