História Moderna

Momento de grandes transformações na história da humanidade

A História Moderna compreende o período histórico da Idade Moderna que tem início em 1453 com a tomada de Constantinopla pelo império turco-otomano e se estende até 1789 com o início da Revolução Francesa.   

Marcado pela exploração e colonização do continente Americano, foi um momento em que os europeus estabeleceram contatos sólidos entre civilizações espalhadas pelo mundo.

Embora ainda carregasse elementos do mundo medieval como economia agrária, relações de servidão, privilégios da nobreza e apropriação privada do Estado, a Idade Moderna formou as bases do sistema capitalista.

Caracterizada por conflitos e reformas de cunho religioso, pela formação de diversos impérios coloniais das nações europeias e por um forte desenvolvimento artístico-científico, a História Moderna foi uma época de transição entre a sociedade feudal e a capitalista.

A História Moderna abrigou o crescimento da burocracia e o Renascimento cultural e comercial, acontecimentos que possibilitaram o surgimento do movimento iluminista no século XVIII e da Revolução Francesa, no final do mesmo século.

Houve muitas transformações sociais e culturais durante a História Moderna. Foi nesse período que surgiram outras formas de trabalho e poder, outras visões de mundo e de crença, bem como mudanças nas relações entre os diferentes grupos sociais.

Ao longo da Idade Moderna surgiram novas economias e algumas instituições se tornaram mais sofisticadas e globalmente articuladas. Foi também nesse período que se estabeleceu uma teoria econômica dominante, o mercantilismo.

História Moderna: Capela Sistina
Teto da Capela Sistina pintada por Michelangelo entre 1508 e 1512. Considerado um marco na História Moderna com a pintura Renascentista. (Foto: Pixabay)

Principais características da História Moderna

  • Transição do Feudalismo para o Capitalismo;
  • Fortalecimento das monarquias;
  • Centralização do poder nas mãos do rei;
  • Colonização e exploração das terras descobertas pelos europeus, sobretudo, América e África;
  • Desenvolvimento econômico a partir do comércio marítimo;
  • Consolidação da burguesia comercial europeia;
  • Contestação do poder da Igreja Católica, marcada pela Reforma Religiosa e formação de novas igrejas como a luterana, a calvinista e a anglicana;
  • Surgimento de uma nova perspectiva cultural com o Renascimento Cultural;
  • Desenvolvimento científico;
  • Exploração de colônias e acumulo riquezas pela Europa;
  • Início da Revolução Industrial.

Acontecimentos marcantes

Entre os séculos XVI e XVIII, uma série de transformações estabeleceu uma nova percepção de mundo. Reduzir distâncias, descobrir a natureza, navegar em mares nunca antes navegados foram alguns dos acontecimentos que marcaram a História Moderna.

O período viu o feudalismo ser deixado de lado na Europa, a Reforma Protestante, a Guerra dos Trinta Anos, a Revolução Comercial, a colonização da América, o início da Idade das Revoluções. Na Ásia houve o estímulo à economia chinesa graças às trocas comerciais com os europeus.

Outras acontecimentos marcantes dessa época foram: o desenvolvimento da ciência, os avanços da cartografia e produção de mapas que possibilitaram viagens mais rápidas, a secularização das políticas civis e o surgimento dos estados-nação.

Cronologia

Entre outros acontecimentos marcantes da História Moderna destacam-se:

  • 1453 – Conquista da cidade de Constantinopla pelo império turco-otomano.
  • 1455 a 1485 – Guerra das Duas Rosas, nome dado à disputa dinástica pelo trono inglês, que durou 30 anos.
  • 1479 – Instauração da monarquia nacional espanhola.
  • 1492 – Conquista da América com a chega de Cristóvão Colombo ao continente americano.
  • 1498 – Chegada da tripulação de Vasco da Gama às Índias.
  • 1500 – Chegada dos portugueses ao Brasil
  • 1508 – Michelangelo pinta o teto da Capela Sistina, obra mais representativas do Renascimento Cultural.
  • 1517 – A Reforma Religiosa tem início com Martinho Lutero na Alemanha.
  • 1532 – Início da colonização espanhola na América.
  • 1542 – Volta da Inquisição, que se instalou, sobretudo, na Itália, Portugal e Espanha.
  • 1554 – Fundação da cidade de São Paulo.
  • 1618 a 1648 – Guerra dos Trinta Anos, uma guerra entre diversas nações europeias motivada por rivalidades religiosas, dinásticas, territoriais e comerciais.
  • 1688 a 1689 – Fim do regime absolutista na Inglaterra.
  • 1765 – Marco inicial da Revolução Industrial com o aperfeiçoamento do motor a vapor pelo escocês James Watt.
  • 1776 – Independência dos Estados Unidos.
  • 1789 – Início da Revolução Francesa.

Marcos importantes na História Moderna

Grandes navegações

Até a transição Idade Média para a Idade Moderna a única rota de ligação entre os países conhecidos era o Mar Mediterrâneo. Depois de passarem por muitos portos e intermediários, as mercadorias orientais eram vendidas a preços altíssimos para as nações europeias, obrigando-as a uma situação de dependência dos comerciantes italianos.

História Moderna: Grandes Navegações
Navios de carga usado pelos europeus  no final do século XV e no século XVI, durante as Grandes Navegações. (Foto: Wikipedia)

Os turcos tomaram Constantinopla e passaram a dominar a maioria dos portos mediterrâneos, eles exigiam elevadas taxas das caravanas comerciais, forçando assim novo aumento nos preços dos produtos.

Os europeus buscaram formas de descobrir novas rotas para se livrar da supremacia turca e italiana. Daí os reinos espanhol e português reuniram os recursos técnicos e financeiros para explorar os mares nunca antes navegados.

Durante os séculos XV e XVI os exploradores europeus começaram a aventurar-se pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico dando início à chamada Era das Navegações e Descobrimentos Marítimos.

Renascimento

História Moderna: Renascimento Cultural
O Homem Vitruviano, desenho de Leonardo da Vinci. O redescobrimento das proporções do corpo humano é considerado uma das grandes realizações que conduzem ao Renascimento. (Foto: Wikipedia)

O Renascimento foi um movimento cultural, econômico e político que surgiu na Itália no século XIV.

No período anterior ao Renascimento, toda a ciência, literatura e arte dependiam do pensamento religioso. Contrariando essa lógica, o Renascimento surge na Itália e depois se expande por toda a Europa, quando a sociedade passa modificar seu modo de pensar, e volta suas atenções para uma vida concreta e terrena.

O homem passou a ter importância como autor dos acontecimentos e detentor de sua vontade. Nesse contexto, o mundo deixa de ser pensado como uma expressão da vontade divina e passa a aparecer como cenário das criações humanas.

Reforma Religiosa

A Reforma Religiosa surgiu na Igreja Católica como resposta às discussões religiosas e às dúvidas dos fiéis à época.

Com a valorização do homem e de suas criações trazida pelo Renascimento e o confronto de valores e cultura diversas provocados pela expansão comercial, houve uma forma mais crítica de pensar o mundo.

As transformações político-sociais exigiram uma reformulação na estrutura social.  A falta de uma ação por parte da igreja provocou uma crise na ideias católicas.

Havia uma insatisfação com a Igreja motivada pela corrupção nas ordens clericais e pela decadência moral dos sacerdotes. Além disso, a teoria do Estado independente de Maquiavel começou a ganhar força.

Daí começaram a surgir seitas que contestavam alguns dogmas católicos. A Igreja passou a perseguir essas seitas, que foram consideradas heresias. Quem insistiu nas ideias reformistas foi perseguido e morto através dos tribunais da Inquisição.

O conflito entre os poderes dominantes na época e a crise no papado desmoralizou a autoridade da Igreja Católica e agravou a crise na instituição.

Por volta do século XV na Alemanha a situação era bastante crítica. A Igreja detinha a posse de grandes extensões de terra e recolhia inúmeros impostos, além disso, vendia os cargos eclesiásticos a quem pagasse mais e oferecia o perdão dos pecados através do pagamento de bulas que comprovavam a absolvição do papa.

Foi nessa época que o monge alemão Martinho Lutero criticou publicamente os abusos e a corrupção da Igreja Romana. Mesmo perseguido e ameaçado de excomunhão, ele não recuou e expôs suas ideias com as 95 Teses de Lutero.

Lutero contrariou a Igreja Católica com a proposta de uma igreja mais simples, onde o Evangelho fosse discutido pelos fiéis, que teriam a Bíblia traduzida no seu próprio idioma.

Sua doutrina diminuiu o poder da Igreja e de seus sacerdotes. A reforma luterana chegou a outros países que foram rompendo os laços com a Igreja Católica, fomentando a reorganização das novas doutrinas religiosas.

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DIAS, Fabiana. História Moderna; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/historia-moderna >. Acesso em 22 de janeiro de 2020 às 23:37.

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