HPV

A doença viral não letal, mas que pode levar ao câncer

O HPV é uma doença viral, sexualmente transmissível e com grande potencial cancerígeno. Essa sigla significa papilomavírus humano em português. Seu sintoma principal é o aparecimento de verrugas na zona íntima, pode aparecer em qualquer idade, e acontece tanto em homens quanto mulheres.

Na Era Romana já se conhecia essas verrugas, no período medieval houve grande proliferação, mas só foi entendida sua ligação sexual no século XX.

Transmissão

Sexo sem prevenção, parto normal e até mesmo uso de toalhas, roupas íntimas, vaso sanitário e sabonete compartilhado podem levar a transmissão do HPV. O uso de preservativo, tanto o feminino quanto o masculino, evita em 70% a transmissão do vírus.

Mulheres portadoras do papilomavírus, mesmo que estejam em tratamento, não podem fazer parto normal, porque o contato do bebê com a mucosa vaginal infectada infectaria o recém-nascido.

Por não entenderem, muitas pessoas acham que o HPV pode ser passado em um aperto de mão ou abraço social, mas não, o vírus se passa apenas com contato íntimo, onde possa haver contato direto ou indireto com a mucosa genital.

Tipos do vírus

Existem por volta de 100 tipos do vírus HPV e quatro têm ligações com câncer, principalmente o de colo de útero.

Os tipos 16 e 18 tem a probabilidade maior de levar a tumores malignos, podendo ser, além do câncer no colo do útero, na vagina, na boca ou no pênis. E em relação a causar verrugas a incidência maior está nos tipos 6 e 11.

Imagem do vírus HPV
Imagem do vírus HPV. (Foto: Wikipédia)

Portar o vírus HPV não quer dizer ter câncer, ainda que se confirme um tipo com ligação cancerígena a segunda doença pode simplesmente não se desenvolver. A melhor forma de evitar é tratando o papiloma logo no início, ou pelo menos assim que se descobre.

A descoberta da doença e do tipo do vírus necessita de diagnóstico de um médico, geralmente o ginecologista ou urologista.

Quando as verrugas aparecem pode ser feita uma biópsia ou, em consultas regulares, o ginecologista descobre com o Papanicolau, chamado de preventivo. Esse exame deve ser feito após a vida sexual já iniciada ou depois dos 25 anos; e nos homens através de uma peniscopia, feita pelo urologista. 

Sintomas

As verrugas aparecem principalmente na vulva, vagina, colo do útero, ânus, pênis e saco escrotal.  Podem surgir também na boca, no céu da boca ou garganta. É mais difícil, mas pode aparecer nas mãos e coxas, situação que pode dificultar a descoberta porque o indivíduo pode entender como um simples problema de pele.

Quando acontece das verrugas se manifestarem apenas no colo do útero, pode ser mais difícil também descobrir que a mulher porta o vírus, porque ele só pode ser identificado e examinado durante o exame do Papanicolau.

Existem casos de não aparecerem verrugas. Isso pode significar que os sintomas não chegaram ainda (o vírus leva de um mês a dois anos em incubação), mas uma vez que o vírus está no corpo ele pode ser passado para outras pessoas.

Cura natural

O corpo pode se tratar sozinho com o HPV, igual trata uma pequena gripe, por exemplo. Nesse caso o que acontece é o sistema imunológico combater naturalmente assim que vírus entra no organismo. Mas esse não é o normal da doença, o mais comum é ela acontecer de fato.

Até quem já faz o tratamento com os remédios certos pode usar da alimentação e de exercícios para ajudar. Uso de frutas e verduras com vitamina C, por exemplo, colaboram para fortalecer o sistema imunológico.

Fazer caminhadas ou Yoga também podem ajudar a aliviar o estresse, e isso também é bom porque altos níveis de estresse enfraquecem o corpo, deixando ele mais disposto a doenças.

Como tratar

Os tratamentos do HPV podem ser de duas maneiras: uso de pomadas e soluções receitadas por um médico, aquele vai tratar e/ou cirurgias de cauterização, fazendo uso de laser, queimando a verruga.

Não há uma medicação que extermina o vírus. Os sintomas desaparecem quando as medicações prescritas são usadas corretamente, e com a confirmação do médico através de exames, o indivíduo pode se considerar curado.

Mesmo em tratamento é importante se prevenir. O sexo não pode ser feito sem camisinha, pois o vírus no corpo ainda pode ser transmitido.

É possível prevenir o HPV

Uso de preservativo durante o ato sexual, não compartilhar toalhas, peças íntimas e/ou sabonetes são algumas formas de se prevenir do HPV. Mas além dessas é muito interessante se vacinar e manter em dias os exames do Papanicolau e a peniscopia.

A prevenção do HPV é muito mais eficaz quando combinada: a camisinha funciona em 70% dos casos, ou seja, pode falhar. Toalhas, peças íntimas e sabonetes não podem ser divididos (esse tipo de contagio é raro, porém é possível acontecer).  

A vacinação é muito interessante, principalmente para quem ainda não começou a vida sexual. E os exames ginecológicos e urológicos ajudam muito para quando o vírus está no seu estado silencioso, porque quando o médico colhe a mucosa para a análise consegue identificar a presença do vírus.

A vacinação

O Sistema Único de Saúde, SUS, disponibiliza a vacina para meninos e meninas de 9 a 14 anos. E no sistema particular a vacinação é para os grupos: homens entre 9 e 26 anos e mulheres de 9 a 45 anos.

Há também um grupo especial dentro do SUS que pode receber a vacina: pessoas com câncer ou órgãos transplantados e portadores de AIDS ou HIV, entre 9 e 26 anos.

Vacina contra o HPV
A vacinação é uma importante prevenção. (Foto: Freepik)

O Ministério da Saúde tem uma campanha de vacinação nas escolas. A intenção é que os pré-adolescentes e adolescentes estejam imunes enquanto virgens, sem nunca terem tido contato com o vírus.

Quem é alérgico as substâncias da vacina, grávidas, pessoas com doença aguda ou febre, ou que possuem problemas nas plaquetas não recebem a vacina.

HPV e câncer

O câncer de colo de útero é principal câncer que o HPV pode causar. Mas o vírus está ligado também a tumores malignos na vagina, na boca, no pênis e etc. Os tipos 6,11, 16 e 18 estão ligados à formação cancerígena.

A incidência do câncer é maior quando a descoberta do papiloma é feita logo no início, e é tratado por completo. Mas ainda com a cura do HPV é importante acompanhar: o câncer pode surgir até 20 anos após ter acometido a doença viral.

Mas o câncer no colo do útero não é causado exclusivamente pelo HPV, portar ou ter portado o vírus ativo é indicador de maior possibilidade, mas má higiene, muitos partos, vida sexual precoce são outros agentes colaboradores.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

Oliveira, Ana Cláudia. HPV; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/hpv >. Acesso em 22 de janeiro de 2020 às 20:00.

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