Kim Jong-un

Jovem líder da Coreia do Norte

Kim Jong-un é o 3º líder supremo da dinastia comunista da Coreia do Norte, exercendo o poder desde o dia 17 de dezembro de 2011, após a morte de seu pai, até a atualidade.

Biografia

Nascido em 8 de janeiro de 1983 na cidade de Pyongyang, capital da Coreia do Norte, Kim Jong-un é o terceiro e mais jovem filho do ex-ditador coreano Kim Jong-il (1942-2011) com a terceira mulher do ditador, a bailarina coreana de origem japonesa Ko Young-hee (1952-2004).

Não há muitas informações sobre sua infância, mas pressupõe-se que Kim Jong-un tenha cursado o ensino básico em colégios da Suíça, com identidade falsa. Era considerado um jovem ambicioso e foi durante esse período que descobriu uma de suas paixões, o basquete.

Ao retornar ao seu país, ingressou na Universidade Militar de Kim Il-sung, que carrega o nome de seu avô. Kim Il-sung, foi o primeiro líder da Correia do Norte, desde a fundação do país em 1948 até o dia de sua morte, quando sucedeu o cargo de líder para seu filho Kim Jong-il.

Casamento

Jong-un é casado com a ateia Ri Sol-ju desde 2009. Descrita como uma mulher reservada, a primeira dama não faz muitas aparições públicas e pouco se sabe sobre sua origem e vida. Supostamente o casal tem uma filha de nome Kim Ju-Ae, nascida em 2013.

A aparição de Ri Sol-ju, ao lado do líder norte-coreano em alguns atos oficiais, é vista como um bom sinal por aqueles que aguardam pela abertura do país.

Início da carreira

Pela sequência familiar, Jong-un não era o preferido como o sucessor ao poder. O melhor posicionado para tal era seu irmão mais velho Kim Jong-Nam, contudo este foi expulso do Japão após uma tentativa de entrar no país com um passaporte falso.

Líder Kim Jong-un
Líder norte-coreano Kim Jong-un. (Foto: Wikipédia)

Logo após um agravamento no estado de saúde Kim Jong-il, Kim Jong-un começou a acompanhar o pai e ambos passaram a ser vistos juntos em diversos compromissos, como visitas a quartéis, manobras militares e cerimônias oficiais.

Na sequência do anúncio da morte do então líder, no dia 17 de dezembro de 2011, Kim Jong-um tornou-se o “grande sucessor”. Rapidamente foi nomeado general de quatro estrelas do Exército e vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores.  Por ser o mais novo da dinastia Kim, sua nomeação foi uma surpresa.

Governo Kim Jong-Un

Com apenas 26 anos, sem experiência militar e política e pouco conhecido pela população, Kim Jong-un foi proclamado o novo Líder Supremo da Coreia do Norte, o 3º da sucessão familiar que governa a Coreia com “mãos de ferro” desde 1948.

Analistas acreditavam que os anos em que viveu no exterior durante a adolescência, em um país com economia de mercado, poderia influenciá-lo politicamente e favorecer uma política mais pragmática que a de seu pai, que nunca visitou um país “inimigo”.

No entanto, Kim Jong-un é descrito como igual ao pai, tanto na aparência como na personalidade. Este também pode ter sido um dos fatores que o teria levado a se tornar herdeiro, à frente dos irmãos mais velhos.

Ganhando total poder para gerir o país política e militarmente, seguiu os mesmos passos que seus antecessores e passou a visitar as escolas, os quartéis, as granjas e as fábricas da Coreia do Norte.

Sempre acompanhado pela imprensa, Kim carrega as imagens de um homem sorridente, cercado pelo povo, habitualmente aparece conversando, aconselhando e estimulando os trabalhadores, revisando a produção, as construções de casas e treinamentos militares.

Sob um forte programa de culto à personalidade, Kim Jong-un manteve as mesmas políticas internas do seu pai e avô, mandando seus opositores para campos de trabalho forçado, e seguindo uma política externa agressiva, que não agradava seus aliados chineses e não contribuía para reduzir as sanções impostas pelo Ocidente.

Possível abertura política

Ao realizar seu primeiro discurso televisionado, Kim anunciou que era o momento do povo norte-coreano desfrutar dos benefícios do socialismo de estilo coreano.

Entre suas ações, deu início a um programa para enviar estudantes ao exterior para obterem conhecimento sobre temas como comércio e a transição de uma economia planificada, socialista e fechada, para uma economia de mercado.

Permite a presença de empresários estrangeiros para oferta de negócios e também a presença de turistas, mesmo que estritamente controlada. Contudo, não foi realizada nenhuma abertura política a curto prazo.

Os norte-coreanos continuam proibidos de deixar o país sem autorização e os casos de dissidência são punidos com confinamento em “campos de reeducação” ou condenação de morte.

O governo incentiva que a população vigie uns aos outros, desta forma a delação é vista como algo positivo e estimulado desde a infância.

“Quando a nossa cultura e nossa arte socialista prevalecem sobre a cultura reacionária burguesa corrupta, é possível para as pessoas se livrarem das ilusões sobre a cultura dos inimigos e evitarem o envenenamento ideológico e cultural por parte dos imperialistas.”

Punições

Sua liderança foi marcada pelos boatos de punições. Assim que chegou ao poder, orquestrou alguns expurgos, como a ordem de execução do seu tio Jang Sung Taek, sob acusação de traição e corrupção.           

No início do governo de Kim Jong-un, havia rumores de que eram seus tios que o instruíam a tomar decisões. Kim também é suspeito de estar envolvido no assassinato do seu meio-irmão Kim Jong-nam na Malásia, em fevereiro de 2017, e com a execução do ministro da Defesa, Hyon Yong-Chol.

Testes nucleares

Após os testes nucleares ordenados por seu pai, Kim realizou vários testes nucleares, todos com grande cobertura da imprensa e atenção pelos países ocidentais, o que provocou sanções da ONU e meses de tensões com a Coreia do Sul.

Em abril de 2018, o líder norte-coreano anunciou o fechamento da base de testes nucleares no norte do país para provar sua decisão de suspender os testes nucleares e o lançamento de mísseis balísticos intercontinentais.

Tal atitude foi vista como uma forma de abertura por parte Kim Jong-um, que se reaproximou de seus vizinhos na Coreia do Sul e na China, participando de encontros com autoridades dos dois países e demonstrando intenção de restabelecer boas relações.

Em abril de 2018 Kim se encontrou com o líder sul-coreano na fronteira, o presidente Moon Jae-in, e os dois se comprometeram a assinar um tratado que simbolicamente colocaria um fim na Guerra da Coreia (1950-1953).

Em junho do mesmo ano, o líder norte-coreano se encontrou com o presidente americano Donald Trump, na Cúpula entre Estados Unidos e Coreia do Norte, onde o principal tópico de discussão foi o programa nuclear norte-coreano.

Curiosidades

  • Kim Jong-un começou a ganhar condecorações militares para se preparar para assumir o posto de chefe de Estado, mesmo sem experiência;
  • Em dezembro de 2014, Kim Jong-un assinou um decreto que proíbe pais de darem aos filhos o seu nome;
  • Ao contrário do que acontecia no aniversário de seu pai e de seu avô, o aniversário de Kim Jong-un não é feriado nacional;
  • Sua irmã caçula, Kim Yo-jong, é treinada para substituí-lo em caso de doença;
  • O líder norte-coreano é um grande fã de Michael Jordan, e já chegou a colecionar vários posters do atleta.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

BRITO, Samara. Kim Jong-un; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/kim-jong-un >. Acesso em 18 de novembro de 2019 às 20:50.

Copiar referência