Mário Sérgio Cortella

Filósofo é referência na área da educação

Mário Sérgio Cortella é um nome na conhecido na área da educação. Ele é filósofo, educador, escritor e palestrante. A partir das experiências de vida, Cortella faz reflexões sobre temas ligados com a sociedade, a educação.

foto de Mario Sergio Cortella
Filósofo foi secretário de Educação. (Foto: Wikipédia)

Cortella nasceu em Londrina, Paraná, no dia 05 de março de 1954. No ano de 1973, entrou para o convento da Ordem Carmelita Descalça, mas saiu para investir na sua aspiração, a carreira acadêmica.

Para alcançar o objetivo, fez graduação em filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Mediana, em 1975. Ele ainda tem mestrado (1989) e doutorado (1997) em educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).

O mestrado foi sob a orientação de Paulo Freire. Sobre a ocasião, Cortella recorda que ia animado para os encontros com o educador, mesmo quando era para receber uma bronca, pois sabia que iria obter muito conhecimento.

Entre as contribuições para a área educacional, Mário Sérgio Cortella foi secretário Municipal de Educação de São Paulo, entre 1991 e 1992, na administração de Luiza Erundina.

A partir de 1997, o filósofo passa a ser professor convidado da Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais.

Produções de Mário Sérgio Cortella

Mário Sérgio Cortella é autor de livros no campo da filosofia e da educação. Entre as muitas obras, vale destacar:

  • “Descartes, a paixão pela razão” –  FTD (1988);
  • “A Escola e o Conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos” – Cortez (1999);
  • “Educação e Esperança: sete reflexões breves para recusar o biocídio” – Fundação Polisaber (2011);
  • “Pensar Bem Nos Faz Bem!” – Editora Vozes e Editora Ferraz & Cortella (2014);
  • “Por que Fazemos o que Fazemos? – Aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização” – Planeta (2016);
  • “Gerações em ebulição: O passado do futuro e o futuro do passado” – Papirus (2018).

No penúltimo livro listado, o “Por que Fazemos o que Fazemos?” (2016), Cortella constrói assuntos com base nas experiências pessoais, focando nas reflexões sobre o mundo corporativo e a realização pessoal e profissional.

Na obra, o escritor coloca questionamentos ao leitor sobre as suas escolhas profissionais, além de explorar qual é o objetivo desejado com tais seleções.

Na área da literatura, Mário Sérgio Cortella tem o costume de realizar parcerias com outros escritores. No Gerações em ebulição (2018), o filósofo e  o jornalista Pedro Bial abordam temas como a ansiedade e a militância política entre os jovens do país.

Experiência no audiovisual

As produções filosóficas de Mário Sérgio Cortella não estão restritas aos livros e artigos acadêmicos. Na área audiovisual ele criou um canal web para postar os vídeos das suas palestras.

Nele, o educador conta histórias relacionadas com o  empreendedorismo, a educação e a forma de vida da população brasileira.

Entre os principais vídeos de Mário Sérgio Cortella, estão:

  • “Humildade pedagógica”;
  • “Excelência é horizonte”;
  • “Faça o teu melhor”;
  • “Oportunidades nas mudanças”.

Na palestra do vídeo “Oportunidades nas mudanças”, Mário Sérgio Cortella conta que teve resistência para começar a usar o computador para o trabalho. Quando finalmente decidiu usar o equipamento, não quis aprender muita coisa com os filhos e os tutoriais, pois era professor e acreditava captar tudo de forma autodidata. 

O resultado da relutância, segundo o filósofo, foi ter deletado texto de um livro que estava escrevendo. A experiência fez Mário Sérgio Cortella perceber que o conhecimento nunca é estático, vive em constante mudança.

Desse acontecimento em diante, ele passou abrir ainda mais a mente para o conhecimento que é trocado nas conversas feitas com os familiares, amigos e outros pensadores da filosofia.

Pensamentos filosóficos

Influenciado por pensadores como Sócrates, René Descartes e Nietzsche, Cortella desenvolve pensamentos filosóficos sobre a felicidade, o trabalho, a ética e a morte.

Enquanto pensador contemporâneo, ele escreve passagens como:

 Uma das grandezas da oração é ela não ser respondida.

Na reflexão, é perceptível o gosto do filósofo por temas relacionados com a espiritualidade e a religiosidade.

A frase, adaptada do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, tem o objetivo de mostrar que a prece não funciona pela lógica do comércio. Em outras palavras, pela simples relação de troca.

Estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.

A exemplo de como Cortella busca levar a vida, ele expõe que o ser humano precisa insistir em se movimentar, não ficar com a mente e o corpo sempre no mesmo lugar.

Todo poder que em vez de servir, serve a si mesmo, é um poder que não serve.

Pelo último pensamento, Mário Sérgio Cortella busca motivar as pessoas para ações de solidariedade, a exemplo de servir e colaborar para alguma causa social.

Para além dessa interpretação, existe um traço forte dos trabalhos do filósofo, a preocupação com a forma como as relações de poder estão configuradas na nossa sociedade.

Relações de poder para Mário Sérgio Cortella

Para o filósofo, a definição de poder tem origem na capacidade de produzir uma ação ou de impedi-la. Ou seja, a noção de poder tem embutida a possibilidade de fazer com que algo aconteça ou evitar que certa coisa ocorra.

Do ponto de vista prático, ao observar a cultura da sociedade brasileira, o pensador explora na maioria dos seus trabalhos o ambiente empresarial. Ali, a fonte do poder pode ser proveniente da hierarquia de uma empresa ou da capacidade de expressar determinada competência, a exemplo da liderança.

Ainda pelo raciocínio do filósofo, para as pessoas que têm o poder baseado somente na hierarquia, existe apenas a execução de um poder acumulado, pois a sua fonte não é o respeito, mas é o temor ou a obediência.

Formas de expressão do poder

Com base nos estudos em filosofia e nas palestras desenvolvidas em empresas de diferentes ramos de atuação, Mário Sérgio Cortella estruturou algumas formas de expressão do poder. Para ele, no mundo dos negócios os modelos de autoridade partem de questões como:

  • A experiência;
  • O respeito pela idade;
  • O tempo de casa;
  • A personalidade do funcionário.

Apesar dos pensamentos, o filósofo não tem a hierarquia como algo negativo, pois entende que é um forma de organização. No entanto, a exemplo da vivência como educador, ele reforça que é preciso usar o respeito como balizador do poder e da liderança.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

Conceição, Thiago. Mário Sérgio Cortella; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/mario-sergio-cortella >. Acesso em 28 de outubro de 2019 às 15:00.

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