Mergulho

Livre, autônomo ou dependente

O mergulho é uma atividade de submersão que pode ser praticada com ou sem o auxílio de um equipamento de respiração. Ele pode acontecer de forma autônoma, dependente ou livre (segurando a respiração).

Há relatos de que na antiguidade o exercício era praticado como uma maneira de recuperar objetos valiosos perdidos em naufrágio, ou como um apoio à companhias militares.  Para os historiadores, tanto o mergulho com fins comerciais como o de recreação, podem ter surgido na Grécia Antiga.

Pois, naquela época, os filósofos Platão e Homero já citavam que as esponjas tiradas do fundo do mar eram utilizadas para banho. Nesse processo de busca, os mergulhadores utilizavam peso de 15 quilos presos ao corpo para acelerar a descida.

Dessa forma, os mergulhadores de apneia podiam descer 30 metros por até 5 minutos. Além disso, eles faziam a retirada de corais vermelhos, conchas, peixes e outras riquezas que encontravam naufragadas no fundo do mar.

Atualmente, as práticas de mergulho restringem-se a profundidades mais rasas, devido aos efeitos causados pela pressão das áreas mais profundas, ainda que os mergulhadores utilizem roupas especiais.

Tipos de mergulho

Atualmente, existem três modalidades de mergulho, considerado um dos esportes mais prazerosos para os praticantes.

Na apneia ou mergulho livre, o mergulhador não faz utilização de nenhuma equipamento durante a sua submersão aquática, mantendo a respiração presa pelo tempo que aguentar. No mergulho autônomo, o mergulhador faz uso de equipamentos que lhe ajudam a respirar debaixo d’água.

Já no mergulho dependente, o equipamento de ar não é levado pelo próprio mergulhador para dentro da água, pois a alimentação é feita por um suprimento localizado no superfície que leva o oxigênio através de um compressor de ar e uma mangueira.

Mergulho livre

Esse modelo reúne várias modalidades competitivas ou não. Entre elas vale ressaltar:

  • Mergulho contemplativo: praticado por mergulhadores que querem admirar o ambiente aquático;
  • Mergulho com Lastro constante: nessa modalidade o mergulhador desce a uma determinada profundidade usando um cinto de lastro como apoio;
  • Lastro variável: é a modalidade onde o mergulhador desce com o auxílio de lastro controlado denominado “sled” e ligado ao cabo-guia;
  • Imersão livre: é uma modalidade mais natural. Nela, o mergulhador usa apenas um cabo para descer o máximo que conseguir e depois retornar à superfície, que pode ser com o apoio de um cabo-guia ou com o uso de nadadeiras;
  • No limits: essa é uma modalidade mais aventureira para quem gosta de profundidade. Ela é uma variação do lastro variável, mas a diferença está na maneira como o mergulhador retorna a superfície, podendo ser realizada com a ajuda de um balão, colete inflável, ou outro meio mecânico que possibilite subir mais rápido.

No Brasil, é possível destacar três referências mundiais no mergulho livre como a mergulhadora Karoline M Meyer, que foi sete vezes recordista mundial; Ricardo da Gama Bahia, recordista mundial do Guinness Book; e Carolina Schrappe, recordista sul-americana.

No vídeo abaixo, confira a brasileira Carolina Schrappe:

Mergulho autônomo

O mergulho autônomo, por ter o apoio de equipamentos de respiração, permite que o mergulhador consiga ficar mais tempo embaixo d’água. Ele se divide em duas modalidades:

  • Recreativo: nessa modalidade os manuais de várias certificadoras apontam a profundidade limite para esse tipo de mergulho. O recomendado é que o mergulhador atinja um limite máximo de até 40 metros de profundidade devido a alta pressão a que são submetidos;
  • Técnico: o mergulho técnico não é limitado pelas tabelas de mergulhos, pois nessa modalidade utiliza-se equipamentos e procedimentos especiais capazes de estender o tempo de submersão com segurança.

Esse exemplo de mergulho é muito praticado em ambientes de teto, a exemplo de cavernas submersas e naufrágios. Dentro do cilindro, o mergulhador tem à sua disposição gases ricos em oxigênio como o Nitrox, usado para acelerar a eliminação de nitrogênio acumulado, em virtude da alta pressão na profundidade.

Imagem mergulho
Exemplo de mergulho técnico. (Foto: Wikimedia)

Para evitar o desconforto, causado pela toxidade de nitrogênio no corpo, a maioria dos mergulhadores preferem usar uma mistura de gases, onde eles substituem o oxigênio ou o nitrogênio pelo gás hélio. Essa mistura é chamada de Trimix.

Além disso, o mergulho técnico exige dos seus praticantes treinamentos especializados para o desenvolvimento de conhecimentos, técnicas e procedimentos de emergência.

Mergulho dependente

Esse tipo de mergulho é mais praticado para fins profissionais. Nele, o suprimento respiratório usado pelos mergulhadores é composto por uma mistura de vários gases como o ar, nitrox, heliox, trimix e outros, que é recebido através de um tubo umbilical.

O uso dessa modalidade é muito comum no reparo de estações de tratamento de água, esgoto, plataformas de petróleo e construções civis. Além disso, os profissionais são monitorados por estações de controle localizadas na superfície.

O tubo umbilical, inclusive, também é utilizado no mergulho semiautônomo. O tubo cria um sistema de armazenamento (SCUBA), que é usado para prover uma fonte de reserva de oxigênio, se caso o ar da superfície não consiga chegar até o mergulhador.

Riscos

Narcose, embolia traumática e doença descompressiva são alguns dos perigos aos quais o mergulhador se submete. O nitrogênio é uma substância remanescente no corpo após a prática do mergulho, e a sua eliminação completa pode levar horas. Como medida de segurança, o recomendado é que haja um período de descanso de 12 horas entre um mergulho e outro.

Caso o tempo e a profundidade ultrapasse os limites estabelecidos em tabelas, haverá uma grande concentração de nitrogênio no sangue e nos tecidos. Porém, se for mantida a profundidade, ou a subida seja feita de forma adequada, os nitrogênios formarão bolhas que serão eliminadas naturalmente pela respiração.

No entanto, se houver uma subida rápida, a velocidade com que as bolhas são eliminadas da corrente sanguínea poderá causar lesões gravíssimas ao ser humano, desde uma hemorragia até paradas cardiorrespiratórias.

A embolia traumática é um acidente que ocorre caso o ar fique contido nos pulmões, por isso, o mergulhador nunca deve prender a respiração enquanto sobe à superfície. Conforme ele sobe, os gases se expandem pelo corpo com a diminuição da pressão, podendo até estourar os pulmões.

Já a narcose se assemelha ao efeito do álcool no corpo do ser humano. Ela acontece quando o nitrogênio é respirado sob pressão, o que provoca efeitos confusos na consciência humana.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

MENDONÇA, Camila. Mergulho; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/mergulho >. Acesso em 23 de janeiro de 2020 às 18:48.

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