O Conde de Monte Cristo

Romance francês que narra a vingança de Edmond Dantes

O Conde de Monte Cristo” é um romance clássico da literatura francesa escrito por Alexandre Dumas.

Publicado entre 1844 e 1846, “O Conde de Monte Cristo” foi publicado originalmente em folhetim, em que cada semana saia um capítulo.

“O Conde de Monte Cristo” é uma das obras de mais sucesso de Alexandre Dumas, o escritor dos famosos livros “Os Três Mosqueteiros” e “O homem da Máscara de Ferro”.

O título original é “Le Comte de Monte-Cristo”, e surgiu após uma viagem de Alexandre Dumas a Ilha de Monte-Cristo.

“O Conde de Monte Cristo” já foi adaptado diversas vezes, tanto no cinema quanto na televisão. Somente no cinema tem cerca de 10 adaptações.

No Brasil, o mais conhecido é a versão lançada em 2002, sob a direção de Kevin Reynolds. Para a televisão, diversas novelas e séries foram baseadas no romance. Até anime já foi baseada na obra “O Conde de Monte Cristo”.

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Capa do romance “O Conde de Monte Cristo”. (Foto: Site Amazon)

O Conde de Monte Cristo: principais personagens

  • Edmond Dantes: protagonista da história. É um jovem de 19 anos que é acusado de ser espião de Napoleão Bonaparte e fica preso durante 14 anos no “Castelo de If”. Depois de conseguir fugir da pressão, ele assume diversos disfarces e personalidades para se vingar daqueles que o incriminou.
  • Abade Faria: é um padre italiano culto, científico e poliglota também preso no “Castelo de If”. Na prisão faz amizade com Edmond Dantes e juntos elaboram um plano de fuga. Abade Faria é quem financia a vingança de Edmond Dantes contando a localização de um tesouro perdido.
  • Mercedes Herrera: noiva de Edmond Dantes que não sabe que o amado foi preso. É influenciada por Fernand Mondego que era apaixonado por ela que a convence da morte de Edmond Dantes.
  • Fernand Mondego: antagonista da história. É um pescador catalão e invejoso que denuncia Edmond Dantes. Com o tempo convence Mercedes Herrera da morte do noivo e se casa com ela.
  • Albert de Morcerf: filho do casamento de Mercedes Herrera com Fernand Mondego. Após uma armação se torna amigo de Edmond Dantes, no momento atendido como “Conde de Monte Cristo”.
  • Giovanni Bertuccio: é corso e antigo contrabandista. Se torna mordomo de Conde de Monte Cristo e muito leal a ele.
  • Gerard de Villefort: Procurador de Marselha que aprisiona Edmond Dantes. A prisão de Edmond Dantes é a garantia da proteção de seu pai Noirtier de Villefor (contrabandista napoleônico) e de sua própria carreira.
  • Gaspard Caderousse: um vizinho e amigo de Edmond Dantes, mas é um dos responsáveis pela prisão de Edmond Dantes juntamente com Fernand Mondego e Barão Danglars.
  • Barão Danglars: é um homem invejoso de tudo e de todos. Se tornou um rico banqueiro que também ajudou na traição a Edmond Dantes.

Resumo da obra

‘O Conde de Monte Cristo” tem como cenário a França nas primeiras décadas do século XIX, e narra a história de Edmond Dantes, um jovem humilde, porém feliz com o pouco que tinha.

Edmond Dantes é um marinheiro que após meses viajando a bordo do Faraó retorna para reencontrar o pai e a noiva, Mercedes Herrera.

Após a morte do capitão do navio, ele é designado a ser o próximo capitão do Faraó. Edmond era alvo de inveja tanto pelo futuro promissor como marinheiro quanto pelo amor da bela Mercedes.

Dono de uma ingenuidade, Edmond foi uma presa fácil para a inveja de Fernand Mondego, Danglars e Villefort.

Fernand Mondego era primo de Mercedes e que era apaixonado por ela, fazendo de Edmond Dantes seu rival, enquanto que Danglars o invejava por ter sido indicado como capitão do navio, cargo que Danglars queria.

Juntos, os dois tramam contra Edmond escrevendo uma carta denunciando ele. Na carta inventarão que Edmond era um espião de Napoleão Bonaparte, na época, um crime grave sendo que a França estava sob o poder dos realistas.

A denúncia talvez não tivesse sido levada a sério se não tivesse caído nas mãos do promotor Gerard de Villefort. O promotor não tinha nada contra Edmond, contudo tinha que mostrar pulso forte contra os bonapartistas como disfarce e proteção a seu pai, que contrabandeava informação a favor de Bonaparte.

Protegendo a si e ao próprio pai, Villefort não se importou com a inocência de Edmond Dantes e o condena na prisão do “Castelo de If”, onde diziam que ninguém nunca conseguiu escapar.

Na prisão, Edmond Dantes conhece o padre Abade Faria que na tentativa de fugir cava um túnel, mas vai parar na cela dele.

Os dois se tornam amigos e juntos tramam a fuga da prisão. Enquanto isso, o padre ensina muitas coisas como literatura, ciências e até outros idiomas.

Na prisão, os guardas chamavam Abade Faria de louco, pois ele dizia que existiam um tesouro escondido no Monte-Cristo. Contudo, antes de colocarem em prática a fuga, Abade Faria morre de um acidente vascular cerebral.

Enquanto isso, os malfeitores de Edmond Dantes viviam bem, especialmente Fernand Mondego que convence Mercedes Herrera de que Edmond estava morto e a convence a se casar com ele, e como resultado nasce Albert de Morcerf.

Na prisão, o corpo do padre é pego e jogado no mar. Contudo, no lugar do padre, estava Edmond Dantes que consegue fugir do “Castelo de If” e encontra o tesouro escondido na ilha Monte-Cristo.

Agora como Conde de Monte Cristo, ele após anos reconhecendo aqueles que o traiu e criando amizades na mais alta burguesia e autoridades, ele inicia sua vingança.

Todos os inimigos de Edmond Dantes tinham sofridos de forma lenta, completando assim a sua vingança. Então, ele parte em um navio em busca do seu próprio futuro.

Análise da obra “O Conde de Monte Cristo”

“O Conde de Monte Cristo” é um romance do romantismo narrado na terceira pessoa por um narrador onisciente com a temática voltada para a vingança.

A obra é cheia de reviravoltas e recheada de romance, política, drama, intriga e traição. Cada personagem foi minuciosamente bem construído e com fortes personalidades.

Mesmo tendo como foco o protagonista Edmond e seus inimigos, outros personagens secundários surgem acrescentando uma dose de terror e aventura a obra.

“O Conde de Monte Cristo” é um romance não realístico, mas faz um ótimo trabalho retratando Paris e a aristocracia hipócrita do século XIX.

Em algumas partes da obra, o leitor pode achar entediante por fugir do centro da história de Edmond, mas isso não atrapalha de forma alguma a experiência que o livro proporciona.

Isto porque causa até um suspense maior, sendo que há situações que são tramas de vinganças de Edmond em que o leitor não sabe o que vai acontecer, pois a narrativa volta a leitura para a visão de outros personagens e não a de Edmond.

Ou seja, por omitir a visão do protagonista, o leitor fica ansioso para saber o que vai acontecer, fazendo com que a leitura seja cada vez mais imersiva e eletrizante.

Além disso, ‘O Conde de Monte Cristo” traz uma ideia de vingança bastante forte, de que a morte não é o melhor castigo. Na obra, a vingança só é plena e válida quando a vingança causa muito sofrimento e dor aqueles que praticaram o mal.

Contudo, também traz mensagem de esperança de que dias melhores sempre virão. E mesmo que esteja nos momentos mais difíceis, é necessário o sofrimento extremo para poder usufruir de uma extrema felicidade.

Sobre o autor

Dumas Davy de La Pailleterie foi um romancista francês nascido em 24 de julho 1802, e faleceu aos 68 anos, 5 de dezembro 1870, França.

Alexandre Dumas, Pai.
Alexandre Dumas, Pai. Escritor do romance “O Conde de Monte Cristo”. (Foto: Wikipédia)

Alexandre Dumas começou sua carreira literária escrevendo artigos para revistas e peça teatrais. Em 1829, produziu sua primeira peça, Henrique III e sua Corte, que foi o maior sucesso.

Em 1830, escreveu Christine, também peça teatral que obteve a mesma popularidade que a primeira. Desde então conseguiu se sustentar somente da literatura em tempo integral.

Quando começou a escrever os capítulos de “O Conde de Monte Cristo”, Alexandre Dumas já era bastante conhecido e ganhava por cada linha que escrevia.

Por isso que o romance pode ser considerado por muitos um livro maçante e com partes desnecessárias, exatamente pelo fato do escritor estender situações e diálogos para preencher linhas.

Também conhecido como Alexandre Dumas, Pai, ele teve uma vida de farra e teve filhos fora do casamento, sendo que um deles recebeu o seu nome e também seguiu a mesma carreira.

Então, para não ter confusão, foi acrescentado o termo “pai” e o termo “filho” para que ambos não sejam confundidos.

A versão em espanhol de “O Conde de Monte Cristo” está em domínio público. Faça o download. Boa leitura!

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

Lima, Cleane. O Conde de Monte Cristo; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/o-conde-de-monte-cristo >. Acesso em 20 de setembro de 2019 às 15:20.

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