Op Art

Estilo artístico visual que utiliza ilusões ópticas

Op Art foi um movimento artístico também conhecido como Arte Óptica, que atingiu seu auge nos anos 60, no Estados Unidos e nos países da Europa, ao mesmo tempo. A Op Art usa da ilusão de óptica para criar movimento nas obras, com grafismos e estampas que variam conforme os olhos percorrem a figura.

O recurso visual utilizado na Op Art confunde a visão humana, dando a impressão de que a imagem está se movendo ou fazendo vê-la de formas diferentes, a depender do ângulo que se observa a imagem.

Expressando a mutabilidade do mundo e as ilimitadas possibilidades, a Op Art tinha como fundamento a frase "menos expressão e mais visualização".

Op Art: The Metroplitan
“The Metropolitan”, da pintora inglesa Bridget Riley. (Foto: Flirckr)

Derivado do inglês “Optical Art”, a palavra Op Art significa “Arte Óptica”. O termo se tornou popular por seu uso em um artigo da revista Time Magazine, de 1964. Depois houve a primeira exibição oficial do movimento Op Art em Nova Iorque, em 1965, no Museu de Arte Moderna, chamada “The Responsive Eye”.

No Brasil, o principal representante da Op Art foi o pintor Luiz Sacilotto. O artista também foi o responsável por disseminar a arte concreta no país. Sacilotto foi pintor e escultor e tem como principais obras: “Estruturação com Elementos”, “Iguais” (1953) e “Concreção 7553” (1975).

Características da Op Art

Os principais elementos que caracterizam a Op Art são os efeitos ópticos e visuais que transportam o espectador para dentro do quadro, formando o movimento da obra com seus olhos.

Outra característica da Op Art são os trabalhos em três dimensões, explorando o contraste entre o preto e o branco, e a utilização das formas geométricas.

Seguindo referencias do expressionismo abstrato, a vertente artística da Op Art representa o movimento através da pintura apenas com a utilização de elementos gráficos.

A evolução da ciência também está presente na criação da Op Art. Ela se baseia, sobretudo, nos estudos psicológicos sobre a vida moderna e sobre o nos estudos da Física sobre a Óptica.

Ainda que traga rigor na sua construção, as criações da Op Art simbolizam um mundo precário e instável, que se modifica a cada instante. Por isso é comum a temática de alteração das cidades modernas e o sofrimento do homem com a alteração constante em seus ritmos de vida.

Principais destaques:

  • Utilização de recursos visuais para provocar ilusões óticas;
  • Combinações de formas geométricas simples;
  • Uso de linhas paralelas sinuosas ou retas;
  • Exploração de poucas cores, predominando o preto e o branco;
  • Exploração de imagens ocultas que só podem ser vistas a partir de determinados ângulos;
  • Explorar a condição falível do olho pelo uso de ilusões de óticas;
  • Defender para arte “menos expressão e mais visualização”;
  • Oposição de estruturas idênticas interagindo entre si e causando efeito ótico.

Origem da Op Art

A Op Art foi um movimento artístico que se desenvolveu simultaneamente na Europa e nos Estados Unidos, no início da década de 1960. O termo Op Art foi usado pela primeira vez pela revista Time Magazine em 1965, a arte foi considerada uma variação do Expressionismo abstrato.

O movimento teve como precursor o artista húngaro Victor Vasarely, que na década de 1930, pintou a obra “Zebra”. A obra era formada por listras diagonais pretas e listras brancas curvadas, transmitindo ao observador, a impressão de uma visão tridimensional.

foto do artista Victor Vasarely
Victor Vasarely foi um dos principais nomes da Op Art. (Wikipedia)

Embora tenha ganhado força na metade dos anos 50, a Op Art se desenvolveu lentamente e só alcançou seu auge em 1965. Nesse período, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque recebeu a exposição “The Responsive Eye” (O Olho que Responde), que apresentou 123 pinturas e esculturas de artistas como Victor Vasarely, Richard Anusziewicz, Bridget Riley, Ad Reinhardt, Frank Stella, Carlos Cruz-Diez, Jesus Rafael Soto, Josef Albers, Kenneth Noland, entre outros.

Alguns espectadores ficaram impressionados com a Op Art devido à colisão de arte e ciência. No entanto, alguns críticos como Clement Greenberg foram absolutamente contra o movimento.

Por muito tempo, a Op Art foi considerada alternativa nos EUA e Europa. Mas a medida que as estampas geométricas virou moda, o confeccionista americano Larry Aldrich contratou o desenhista têxtil Julian Tomchin para criar uma coleção de estamparia inspirada nas pinturas Op da inglesa Bridget Riley. A partir daí as figuras foram espalhadas em blusas, vestidos e saias, o que acabou vulgarizando as obras.

Principais artistas da Op Art

Op Art: Sikkaso de Victor Vasarely
Sikkaso (1957), de Victor Vasarely. (Foto: Flickr)

Victor Vassarely: considerado precursor da Op Art, o artista húngaro foi influenciado pela arte cinética, construtivista e abstrata e pelo movimento da Escola de Bauhaus. Suas obras se constituem de diferentes figuras geométricas, coloridas ou em preto e branco. Elas são combinadas de modo que através de constantes inquietações ou persistências da retina, causa a sensação de velocidade, sugerindo dinamismo que muda desde o observador mude de posição.

Alexander Calder: famoso por seus móbiles, placas e discos metálicos, ele associou os retângulos coloridos das telas de Mondrian à ideia do movimento. Seus primeiros trabalhos eram movidos manualmente pelo observador, porém, após 1932, ele verificou que se mantivessem as formas suspensas, elas se movimentariam pela simples ação das correntes de ar.

Bridget Riley: foi uma das principais representantes da pintura britânica dos anos 70. Influenciada por Victor Vasarely, liderou, junto a ele, o começo da Op Art. Suas obras possuem um estilo marcado por listras que se sobrepõem às curvas onduladas, discos concêntricos e quadrados ou triângulos que se repetem. Suas produções se organizam sequencialmente de modo que provocam sensações ópticas de ritmo nas superfícies que parecem.

Jesús-Raphael Soto: artista venezuelano famoso por suas obras destinadas à penetração do público como forma de interagir com o produto artístico.  Seus trabalhos forma expostos em diversas partes do mundo.

Ad Reinhardt: artista e teórico, Ad Reinhardt foi um dos artistas mais conhecidos por suas pinturas em preto, que marcam sua fase artística que sucede 1960. Adepto do minimalismo, o artista utilizava apenas o preto e suas variações em suas obras, recusando os atributos convencionais da pintura.

Kenneth Noland: pintor americano, ele enfatizou o plano de tela utilizando cores uniforme, suas obras são marcadas por listras e cores básicas. A cor é o objetivo em sua obra. Em seus trabalhos mais recentes, ele abandonou as cores básicas, e passou a utilizar cores modificadas em vários tons.

Resumo sobre Op Art

A Op Art foi um movimento artístico que alcançou seu auge na década de 1960 nos Estados Unidos e na Europa. Ele utiliza da ilusão de óptica para criar movimento nas obras.

Seu recurso visual confunde a visão humana causando a impressão de que a imagem está em movimento. O fundamento da Op Art era baseado na frase "menos expressão e mais visualização".

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

DIAS, Fabiana. Op Art; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/op-art >. Acesso em 18 de novembro de 2019 às 19:46.

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