Origem do Alfabeto

Surgimento do conjunto de sinais que formam as palavras

A origem do alfabeto vem do legado de diversas culturas, mas acredita-se que sua história tenha iniciado na Antiguidade com a civilização egípcia. O primeiro alfabeto consonantal surgiu por volta de 2000 a. C., mais de um milênio após a início da história da escrita.

Influenciado pelos princípios alfabéticos egípcios, o primeiro alfabeto consonantal representava o idioma dos trabalhadores semitas, povos que viviam nas proximidades do Antigo Egito há cerca de 5,5 mil anos.

Os alfabetos são abstratos para que possam ser adaptados para qualquer tipo de idioma. ​ Atualmente, a maioria dos alfabetos do mundo descendem diretamente do desenvolvimento do alfabeto consonantal ou foram inspirados por ele.

O alfabeto mais utilizado no mundo é o alfabeto latino, derivado do alfabeto grego. Considerado o primeiro alfabeto real por indicar de maneira consistente tanto letras consoantes quanto vogais, a origem do alfabeto grego é fenícia.

O alfabeto

O alfabeto é uma forma de escrita que apresenta uma unidade formal mínima de escrita, chamada letra que, em conjunto com outras letras, formam os fonemas de uma língua,  dando origem às palavras.

A origem da palavra alfabeto vem do grego alpha+beta, que representam as duas primeiras letras do alfabeto grego. Existem diversas variações de alfabetos, onde cada povo ou civilização criou o seu para ser utilizado como uma forma de comunicação.

O alfabeto é um conjunto de sinais gráficos que juntos podem formar uma imensidão de palavras. Chamados de letras, esses sinais representam sons que recebem o nome de fonema.

O alfabeto é um dos meios de escrita, mas além do alfabeto é possível se escrever por meio de sinais, como o sistema silabário, representado por sílabas; ou o sistema pictográfico, no qual os objetos são representados por desenhos chamados de pictograma.

Origem do alfabeto: os primeiros símbolos

Origem do alfabeto: escrita cuneiforme
A escrita cuneiforme foi desenvolvida na civilização mesopotâmica. (Foto: Wikipedia)

A origem do alfabeto está relacionada ao surgimento dos primeiros símbolos durante a Idade Antiga, com a civilização mesopotâmica. Os símbolos consistiam em ideogramas e pictogramas, formados por desenhos representativos de objetos.

O uso dos ideogramas e pictogramas facilitavam o entendimento em diferentes idiomas. Com o passar do tempo e o aumento de símbolos, a representação ficou mais complexa, portanto, foi necessário a criação de um modelo que comportasse a formação de palavras.

Assim, foram desenvolvidos os primeiros símbolos com base nos hieróglifos, escrita egípcia que foi utilizada durante 3 mil anos; já na Mesopotâmia se desenvolveu a escrita cuneiforme com formas gráficas e desenhos.

Origem do alfabeto fenício

Os fenícios foram os primeiros a utilizar a escrita como maneira de facilitar os trâmites da atividade comercial. Desenvolvida pelos fenícios a partir da escrita semita, as anotações fonéticas passaram a ser alfabética em meados do século XV a.C., sendo difundida pelo mundo antigo.

Origem do alfabeto: alfabeto fenício
O alfabeto fenício era formado por 20 símbolos. (Foto: Wikipedia)

O alfabeto fenício era formado por 22 signos que permitiam a elaboração da representação fonética de qualquer palavra. Portanto, é possível afirmar que a origem do alfabeto é fenícia, uma vez que o alfabeto fenício arcaico originou todos os alfabetos da atualidade.

O sistema alfabético fenício era composto por símbolos específicos com letras que vão da direita para a esquerda. Esse alfabeto foi adotado por outros povos de antigas civilizações, chegando aos cananeus e hebreus.

Alfabeto grego

A origem do alfabeto grego, assim como a maioria dos sistemas alfabéticos existentes, é fenícia. Acrescentando outros sons ao alfabeto fenício, os gregos passaram a adotar um sistema com 24 letras entre vogais e consoantes. A partir do alfabeto grego outros sistemas surgiram como o etrusco, o grego clássico e o latino – que foi adotado pelos romanos.

Os gregos modificaram o alfabeto fenício adaptando-o às suas necessidades, acrescentaram as vogais e as variantes de sua língua. Embora no início a direção da escrita acompanhasse a direção fenícia, ela foi sendo alterada até chegar ao sistema atual de esquerda para a direita.

Origem do alfabeto: alfabeto grego
Os gregos foram pioneiros na escrita a partir de letras do alfabeto. (Foto: Wikipedia)

Os gregos foram os pioneiros na escrita com o alfabeto e o seu sistema foi fundamental para o mundo moderno. Até hoje o seu sistema de escrita é aplicado na Grécia e em comunidades gregas pelo mundo.

Também adotada no sistema de numeração, as letras do alfabeto grego possuem um valor numérico, que na atualidade é aplicado na linguagem científica e matemática.

Alfabeto latino

Também chamado de alfabeto romano, o alfabeto latino possui origem no alfabeto grego e surgiu por volta do século VII a. C. Os romanos utilizaram 21 dos 26 dos caracteres etruscos, escrevendo, inicialmente, no sentido da direita para a esquerda e só algum tempo depois passaram a escrever da esquerda para a direita.

Após a conquista da Grécia, no século I a. C., as letras Y e Z foram criadas para representar os sons gregos.  Com a expansão do Império Romano e a difusão do Cristianismo, o alfabeto latino passou a ser a escrita mais aceita e a base de todos os alfabetos da Europa Ocidental, até os dias atuais.

Durante a Idade Média, as letras U, W e J foram introduzidas com o intuito de diferenciar o som do “u” do som do “v”, o som do “w” pelo “v” e o “j” do “i”. Foi nesse período que passou-se a utilizar também as letras minúsculas.

A influência do Império Romano fez com que muitas nações passassem a utilizar o latim para escrever sua própria língua. Houve um período em que a letra Z chegou ser descartada porque o latim, neste período, não possuía nenhum som específico para o sinal gráfico. A influência romana também introduziu outras letras como o L e o C.

O alfabeto latino foi aprovado com algumas modificações para germânicos e eslavos. As chamadas línguas românicas tardias começaram a usar sinais diacríticos para a expressão de seus sons específicos. São o trema no alemão (ü), o cedilha no português e francês (ç) e o til em português e espanhol (~).

origem do alfabeto: alfabeto latino
O alfabeto romano ou alfabeto latino é o utilizado na língua portuguesa e possui 26 letras. (Foto: Pixabay)

Alfabeto português

O alfabeto da língua portuguesa é o latino. Ele se divide em duas partes: vogais e consoantes. As vogais são as letras: A, E, I, O, U; e as consoantes são: B,C,D,F,G,H,J,L,M,N,P,Q,R,S,T,V,X, Z.

Além delas, existem outras três letras que são usadas em casos especiais: K, Y, W. Elas são usadas para escrever nomes próprios e estrangeirismos.

Os países de língua portuguesa, incluindo o Brasil, aboliram algumas variações após a assinatura do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O alfabeto é escrito de forma ordenada, onde as letras respeitam uma sequência, e pode ser escrito com letras maiúsculas e minúsculas.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

DIAS, Fabiana. Origem do Alfabeto; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/origem-do-alfabeto >. Acesso em 29 de janeiro de 2020 às 17:22.

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