Osama bin Laden

Líder e fundador da Al Qaeda, responsável pelos ataques de 11 de setembro

Osama bin Laden (1957-2011) foi um dos terroristas mais famosos de todos os tempos. Pertencente a uma rica família, era um dos principais líderes do grupo fundamentalista islâmico Al Qaeda.

Foi responsável por planejar diversos atentados terroristas contra os Estados Unidos, entre eles o ocorrido em 11 de setembro de 2001.

Responsável por milhares de mortes, Bin Laden tornou-se o terrorista mais procurado da história, no entanto só foi encontrado e morto em 2011, dez anos depois do maior atentado aos EUA.

Quem foi Osama bin Laden?

Usāmah Bin Muhammad bin Àwad bin Lādin, ou apenas Osama bin Laden, nasceu no dia 10 de março de 1957. A fortuna que possibilitou o financiamento das ações que o tornaram uma figura mundialmente conhecida foram herdadas de seu pai, Muhammed bin Laden.

Muhammed era um imigrante iemenita pobre que mudou-se para a Arábia Saudita, por volta de 1930. Na época o reino da Arábia Saudita era somente um grande deserto, mas com potencial e capital para se modernizar.

Ao tornar-se amigo da família real saudita, o pai de Osama conseguiu diversos contratos para realizar obras como estradas, palácios, prédios públicos e até mesmo a expansão da mesquita de Meca para o Rei Saud.

Desta forma, tornou-se o segundo homem mais rico e poderoso do país, ficando atrás apenas da família real. Osama, cresceu em um ambiente extremamente religioso, exigente e cercado de homens poderosos.

Educação

Osama foi educado por professores particulares e teve uma vida de luxo. Quando tinha 10 anos, seu pai morreu em um acidente de avião, assim tornou-se um dos herdeiros de um grandioso império.

Em seguida, o jovem foi enviado ao Líbano para completar sua educação. No entanto, com a eclosão da guerra civil libanesa, Osama bin Laden acabou voltando para seu país natal, a Arábia Saudita.

Deu continuidade aos estudos na universidade nos cursos de engenharia e administração de empresas para assumir os negócios do pai. Nesse período, ainda jovem e inexperiente, que passou a ter contato com grupos islamitas e ideias radicais.

Guerra do Afeganistão

Por volta de 1978, quando o Irã foi finalmente declarado uma República Islâmica, os soviéticos invadiram o Afeganistão. Osama bin Laden, que era amigo de importantes figuras do serviço de inteligência da Arábia Saudita, tornou-se a principal liderança dos sauditas.

Organizou um movimento armado denominada Maktab al-Khidamat (MAK), que arrecadava dinheiro, armas e combatentes para manter a Guerra do Afeganistão contra os soviéticos.

Al Qaeda

Em 1988, Osama bin Laden participou da fundação do Al Qaeda (em português, a base), um centro operacional para os extremistas islâmicos, onde só eram recrutados membros experientes da Guerra do Afeganistão.

Desenvolvida com base nas estruturas operacionais que herdou daquela época, “a base” tinha como principal objetivo expulsar as tropas russas do território do Afeganistão. Nesse período os Estados Unidos realizavam ajuda financeira à organização para a compra de armas e realização de treinamentos.

No entanto, com a eclosão da Guerra do Golfo (1990-1991), lideradas pelos Estados Unidos, contra o Iraque de Saddam Hussein, Osama bin Laden exigiu que o rei usasse somente tropas muçulmanas para combater o inimigo.

Mas o rei se recusou devido à forte relação comercial e política que mantinha com os americanos. Assim, Bin Laden se converteu em um adversário da família real e tentou derrubar a monarquia saudita.

Acabou expulso do país, perdeu a cidadania saudita e exilou-se no Sudão, onde permaneceu por 5 anos, no entanto devido a pressão diplomática exercida pelos Estados Unidos, Bin Laden foi expulso mais uma vez.

Assim, em 1996 foi para o Afeganistão, aproximou-se dos Talibãs e tornou-se amigo e confidente do líder do movimento, Mohammed Omar. Após o então presidente americano Bill Clinton, determinar a destruição de toda estrutura criada por Osama, ele deu início a uma campanha contra os estadunidenses.

Ataques

Devido a todos esses acontecimentos, a organização liderada por Bin Laden passou a concentrar-se na disputa do poder geopolítico no oriente médio e tornou-se o primeiro grupo praticante da guerra não-convencional a ser realmente mundial em suas operações.

Desta forma, uma série de atentados foram feitos contra os Estados Unidos, os países aliados e o Oriente Médio. Em agosto de 1998, a Al Qaeda utilizou carros-bomba para explodir duas embaixadas dos Estados Unidos, uma no Quênia e outra na Tanzânia.

Em seguida, em outubro de 2000, a organização realizou outro ataque, dessa vez contra o navio da marinha estadunidense, USS Cole, que se encontrava atracado para reabastecimento no porto de Áden, no Iêmen. Por fim, o maior atentado da história dos EUA aconteceu em 2001.

O ataque às Torres Gêmeas

Em 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos viveram o maior ataque terrorista de sua história. Diferente dos atentados já praticados com carros bombas ou assassinato de algum político, o grupo terrorista Al Qaeda sequestrou quatro aviões tripulados.

Quando uma das aeronaves, sequestrada por integrantes da organização comandada por Osama bin Laden, chocou-se com uma das torres do World Trade Center (WTC), um dos prédios mais altos do mundo até então, parecia se tratar de um trágico acidente aéreo.

No entanto, minutos depois outro avião colidiu com a segunda torre do WTC, deixando claro que se tratava de uma ação planejada. Logo em seguida um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA.

Por fim, a quarta aeronave caiu em um campo aberto no estado da Pensilvânia antes de atingir seu alvo. O plano dos terroristas era jogar o avião contra o Capitólio, casa do poder legislativo americano, mas acabaram impedidos por uma rebelião dos passageiros.

O plano arquitetado por Bin Laden resultou na queda de três edifícios do complexo do WTC, incluindo as famosas Torres Gêmeas, e ao todo, quase 3 mil pessoas morreram, incluindo os terroristas, os passageiros das quatro aeronaves, bombeiros, funcionários do Pentágono e muitas pessoas que trabalhavam no complexo.

O mundo inteiro assistiu e ficou abalado com o plano arquitetado por Osama bin Laden. Direcionado aos maiores símbolos do capitalismo moderno, de um dos maiores países do mundo, esse ataque modificou a sociedade norte-americana e, consequentemente, refletiu em outras nações.

Busca e morte de Osama bin Laden

Terrorista Osama bin Laden
Osama bin Laden (1957-2011). (Foto: Wikipédia)

O ataque às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, fez com que os EUA declarassem guerra ao Afeganistão, que ficou conhecida como A Segunda Guerra do Afeganistão, e Osama bin Laden tornou-se o terrorista mais procurado no mundo.

Durante anos surgiram diversos rumores referentes a morte ou localização do terrorista, muitos acreditavam que ele estava escondido em algum lugar da fronteira montanhosa entre o Afeganistão e o Paquistão.

O governo dos Estados Unidos, comandado por George W. Bush, chegou a oferecer uma recompensa de 25 milhões de dólares a quem desse informações relevantes da localização do terrorista. Em 13 de julho de 2007, a recompensa foi dobrada para US$ 50 milhões.

Bin Laden só foi encontrado dez anos após o atentado de 11 de setembro. Pouco se sabe acerca dos fatos que levaram a sua captura em um esconderijo nos arredores de Abbottab. No dia 1 de maio de 2011, forças especiais do Exército americano invadiram a casa e mataram o terrorista.

A morte de Osama bin Laden foi anunciada no mesmo dia pelo então presidente americano Barack Obama.

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BRITO, Samara. Osama bin Laden; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/osama-bin-laden >. Acesso em 28 de outubro de 2019 às 14:36.

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