Osíris

O deus do julgamento, do além e da vegetação

Osíris, o deus do julgamento, do além e da vegetação, é considerado um dos deuses mais importantes da mitologia egípcia. Casado com a irmã e deusa Ísis (deusa-mãe, do amor e da magia), Osíris era filho de Geb (deus da terra) e Nut (deusa do céu).

Pai do deus Hórus, divindade dos Céus, Osíris possuía três irmãos Seth (Set), deus da violência, da guerra, da tempestade e da desordem, considerado a encarnação do espírito maligno; Néftis e Ísis deusas-mães dos céus.

Na mitologia, ele tinha a função de realizar o julgamento dos mortos no “Tribunal de Osíris”, onde analisava o coração do morto para identificar se ele merecia uma vida no além.  

Em sua homenagem foram construídos diversos templos, sempre respeitando a história da sua esposa Ísis.

Osíris é uma palavra derivada do grego, que significa muitos olhos, pois retrata os raios do Sol que chegavam em todos os lugares. Na mitologia grega, Osíris é o principal personagem de uma lenda de prosperidade da terra e da vegetação egípcia. Ele teria sido o responsável por governar a terra e, através das águas do Nilo, ressuscitar a vida existente em torno do rio sempre que a seca matava tudo.

História de Osíris

De acordo com a história, o nome desse deus surgiu após os primeiros egípcios olharem para o céu e acreditarem que o universo era regido por dois deuses, o Sol e a Lua, recebendo os nomes de Osíris e Ísis, respectivamente.

Natural da região de Busíris, no Baixo Egito, ele era o deus superior dos egípcios. Era acessível, a princípio, somente aos reis.  Após a democratização espiritual do Egito Antigo, Osíris passou a ser acessível a todos que cumprissem os rituais em sua homenagem.

Conhecido por sua benevolência, Osíris libertou o seu povo de uma vida rude e primitiva, ensinando-lhes a agricultura e a metalurgia, além de dar-lhes leis e encaminhá-los ao culto dos deuses enquanto sua esposa Ísis ensinava as artes doméstica e a tecelagem.

Morte de Osíris

Deus do todo o Império Antigo, na medida em que Osíris governava o Egito, seu irmão governava o deserto. Contudo, Seth, que invejava as terras de seu irmão, resolveu matá-lo.

Após realizar uma viagem pelo mundo, Seth decidiu convidá-lo para um banquete, juntamente com numerosos companheiros. Antes disso, Seth havia conseguido previamente as medidas do corpo de Osíris e encomendou um lindo sarcófago exatamente do tamanho dele.

Osíris deus da mitologia Egípcia
Representação do deus Osíris. (Foto: Wikipédia)

No discurso da festa, Seth disse que daria o cofre de presente ao convidado que coubesse dentro dele. Um por um, todos os companheiros experimentaram o tamanho do cofre. Em alguns casos este era muito grande e em outros pequenos demais. Por fim, chegou a vez de Osíris, que coube perfeitamente no sarcófago.

Após isso, Seth fechou a tumba e jogou o irmão no rio Nilo.

Desesperada com o acontecido, Ísis foi em busca de seu marido com o intuito de enterrá-lo de forma digna. Após encontrá-lo, Seth ficou sabendo do aparecimento do sarcófago e para ter certeza da morte do irmão, decidiu cortar o corpo em 14 pedaços e espalhar pelo Egito.

Segundo a lenda, insatisfeita, Ísis foi em busca de reunir as partes do corpo de Osíris. A única parte que não foi encontrada foi o pênis, pois havia sido comido por um peixe-elefante do Nilo (medjed) – um peixe real, pequeno e com uma tromba. Por essa história, esses peixes eram considerados sagrados e não eram apreciados pelos egípcios.

Como o pênis não foi encontrado, Ísis decidiu fazer um pênis de ouro. Após isso, encaixou na parte que faltava e jogou seu feitiço de ressurreição. Com a magia, eles conseguiram matar a saudade e foi dessa forma que Ísis ficou grávida do deus Hórus, que cresceria para tirar o trono do tio e se tornar o deus dos faraós enquanto vivos e em morte o cargo passava para seu pai.

Como a magia era provisória, Osíris se tornou a primeira múmia, sendo conhecido também como um morto-vivo.

Representação do deus

Durante a história do deus Osíris ele foi representado de diversas formas diferentes. Para alguns ele era interpretado como um homem mumificado, de pele verde ou negra, e em outros casos era eventualmente representado como um animal.
Em sua cabeça havia uma mitra branca. Já nas mãos, ele segura um cajado e um açoite.

Tribunal de Osíris

O Tribunal de Osíris era responsável por julgar as almas. A alma após fazer a sua defesa através do Livro dos Mortos, deveria declarar-se inocente dos pecados e confirmar as suas virtudes. Depois, seu coração, símbolo da consciência, era pesado numa balança. Se fosse inocente, ia viver em bosques com pássaros canoros e lagos cheios de lotos e gansos.

Ser condenado no Tribunal de Osíris significava "morrer pela segunda vez". A família também tinha obrigações como parente do morto: deveria lhe ofertar alimentos no túmulo. Se não o fizesse, os mortos castigariam.

Símbolo da divindade

O djed, símbolo associado ao deus Osíris
Djed, símbolo de Osíris (Foto: Wikimedia)

O principal símbolo que representa o deus Osíris é o djed. O símbolo, que pode ser chamado ainda de “coluna djed“, é uma espécie de pilar, cujo significado está associado ao equilíbrio.

O símbolo pode ainda representar a coluna de um ser humano ou o próprio pilar de uma construção. Uma das associações curiosas feitas ao djed é ao cedro, uma árvore da Síria. Segundo a lenda de Osíris, ao ser lançado no Nilo, o sarcófago ficou preso nos galhos dessa árvore.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

BARBOSA, Elson. Osíris; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/osiris >. Acesso em 30 de janeiro de 2020 às 01:28.

Copiar referência

Outros Artigos de Religião

Dez Pragas do Egito 7

Dez Pragas do Egito

As Dez Pragas do Egito foram dez desastres que ocorreram […]

catolicismo

Catolicismo

O catolicismo é uma religião cristã que se tornou oficial […]

Sincretismo e Religiões Afro-brasileiras

O sincretismo é definido como a fusão de várias religiões. […]

Igreja Ortodoxa

Igreja Ortodoxa

A Igreja Ortodoxa reúne a segunda maior comunidade cristã do […]