Planeta Urano

Terceiro maior planeta do Sistema Solar

O planeta Urano é o sétimo planeta a partir do sol. Entre os oito planetas do Sistema Solar, é o terceiro maior e o quarto mais massivo. Recebeu esse nome em homenagem ao deus grego do céu, pai de Cronos – Saturno – e avô de ZeusJúpiter.

Ele é o primeiro dos três planetas que não podem ser vistos do Planeta Terra. Os outros são: Netuno e Plutão (que recentemente deixou de ser nomeado de planeta).

Urano demora cerca de 84 anos terrestres para concluir o movimento de translação em torno do sol.

Planeta Urano é um Gigante Gelado
Urano foi o primeiro planeta encontrado através de um telescópio. (Foto: Pixabay)

Planeta Urano

O planeta Urano foi o primeiro do Sistema Solar a ser encontrado através de um telescópio. O responsável por essa descoberta foi o astrônomo e compositor alemão William Herschel (1738 – 1822), em 13 de março, do ano de 1781. Herschel amplificou pela primeira vez na história moderna as fronteiras do Sistema Solar.

Foi possível observar o planeta com mais riqueza de detalhes apenas através da sonda Voyager no ano de 1986 pelo telescópio Hubble.

Assim como o planeta Vênus, Urano gira de leste para oeste, e, assim como Netuno, é um gigante de gelo no universo. Apesar de ser visível a olho nu, tendo boas condições de visualização, ele não foi reconhecido de primeira como planeta. Os astrônomos mais antigos não acreditavam se tratar de um planeta por causa do brilho pequeno e de sua órbita lenta.

Tempos depois, o astrônomo, físico e matemático francês Pierre Simon Laplace (1749 – 1827)  comprovou que se tratava mesmo de um planeta e não de um cometa ou uma estrela, como tinham afirmado os outros estudiosos.

Composição do planeta Urano

Além de ser considerado um planeta gasoso, a atmosfera é constituída por hidrogênio, hélio e metano. Seu núcleo é composto por rochas de gelo e também uma camada pastosa de metano solidificado.

O planeta Urano apresenta coloração azul-esverdeada e isso ocorre por causa da luz vermelha absorvida pelo metano. Essa, que é uma individualidade entre todos os outros planetas, é uma peculiaridade fácil de identificar em fotos tiradas pelos telescópios espaciais.

Assim como o planeta Saturno, ele tem vários anéis (cerca de 13) em sua estrutura, mas não são iluminados. Estudos indicam que esses anéis são compostos por blocos de gelo e partículas de poeira.

Outro detalhe que torna o planeta único é que ele faz o movimento de rotação girando deitado. Isso faz com que um dos polos sempre esteja voltado para o sol.

A composição presente no seu interior é bem diferente de outros gigantes, como planeta Júpiter e Saturno. Urano é constituído por carbono, ferro, gelo, nitrogênio, oxigênio e silício, e, por isso, o seu interior é bem mais denso.

Planeta Urano e as Principais Luas do Universo
Urano possui 27 luas que se dividem em três grupos diferentes. (Foto: Wikipédia)

Satélites naturais

O planeta Urano possui 27 satélites naturais conhecidos. Todas as suas luas foram batizadas com nomes dos personagens das obras do ator, dramaturgo e poeta inglês William Shakespeare (1564 – 1616) e do poeta britânico Alexander Pope (1688 – 1744).

As duas primeiras luas foram descobertas por William Herschel, Titânia e Oberon, em 1787. Elas não receberam nenhum nome até o ano de 1852. Outras luas – Ariel e Umbriel – foram descobertas pelo astrônomo amador inglês William Lassell (1799 – 1880), em 1851.

O astrônomo neerlandês Gerard Peter Kuiper (1905 – 1973) descobriu a mais complexa lua – Miranda – em 1948. As outras foram descobertas depois do ano de 1985 ,quando a nave robótica norte-americana Voyager 2 fez um sobrevoo pelo planeta ou por meio de telescópios terrestres evoluídos.

Urano é, em média, 10 mil vezes mais massivo do que as suas luas. Esses  satélites se dividem em três diferentes classes: satélites grandes (cinco), satélites internos (treze) e satélites irregulares (nove).

Há informações de que as principais luas de Urano se desenvolveram no disco de acreção que existiu em torno do planeta por um determinado período depois da criação. Outra afirmação é de que seja consequência de uma grande colisão sofrida por Urano no princípio de sua existência.

Os cinco grandes satélites do planeta Urano são suficientemente massivos para atingir o equilíbrio hidrostático, sendo que quatro deles apresentam fenômenos internos como a geração de cânions e vulcanismos nas suas superfícies.

O maior desses cinco satélites é o Titânia. Ele possui um diâmetro de 1.576,8 km, sendo a oitava maior lua do Sistema Solar. Em média é 20 vezes menos massivo do que a lua do planeta Terra. Os grandes satélites são:

  • Ariel
  • Miranda
  • Oberon
  • Titânia
  • Umbriel

Os treze satélites internos do planeta Urano são pequenas matérias escuras que compartilham as particularidades comuns e a procedência com os anéis do planeta. São eles:

  • Belinda
  • Bianca
  • Créssida
  • Cordélia
  • Cupido
  • Desdémona
  • Julieta
  • Mab
  • Ofélia
  • Perdita
  • Pórcia
  • Puck
  • Rosalinda

Os nove satélites irregulares do planeta Urano possuem órbitas elípticas e inclinadas para as amplas distâncias do planeta. São eles:

  • Caliban
  • Ferdinand
  • Francisco
  • Margaret
  • Prospero
  • Setebos
  • Stephano
  • Sycorax
  • Trinculo

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Macedo, Márcia. Planeta Urano; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/planeta-urano >. Acesso em 28 de outubro de 2019 às 20:08.

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