Primeira Revolução Industrial

Período de transformações nas formas de produção industriais

A Primeira Revolução Industrial foi caracterizada pela transformação radical do processo de produção. O que antes consistia no trabalho artesanal foi substituído pelo trabalho assalariado e com o uso das máquinas.

A revolução teve início na Inglaterra e em poucas décadas se espalhou para a Europa Ocidental e os Estados Unidos.

A invenção das máquinas foi motivada para poupar o tempo do trabalho humano. A máquina a vapor, construída na Inglaterra durante o século XVIII, beneficiou a produção de mercadorias e aumentou, consequentemente, os lucros dos proprietários das fábricas.

Muitos empresários viram o benefício da implantação das máquinas e resolveram investir. Com os avanços, as fábricas começaram a se espalhar pela Inglaterra trazendo muitas mudanças.

O uso de maquinário durante a Primeira Revolução Industrial
O uso de máquinas foi um dos marcos da Primeira Revolução Industrial. (Foto: Wikipédia)

Histórico da Primeira Revolução Industrial 

Antes do advento das máquinas, a forma de produção era totalmente artesanal, ou seja, tudo era feito com as mãos. O trabalhador realizava os serviços em casa, geralmente com a ajuda da família. Nesse processo, não havia divisão do trabalho, ele executava todas as etapas de produção; da matéria-prima à venda, tudo era feito por um único responsável.

Nesse momento de transição entre o artesanato e a maquinofatura surgiu a manufatura, que consistia ainda na fabricação do produção feito à mão, mas com uma diferença: nessa fase passa a existir a divisão do trabalho.

O artesão é incumbido de fazer uma parte do trabalho, mas não a etapa completa. E, para que ele consiga fazer isso, surgiu o salário. O trabalhador, que agora já era contratado por um comerciante, passou a receber uma remuneração por uma parte da produção do produto.

Com o surgimento das máquinas a vapor, o trabalho deixou de ser feito nas casas dos artesãos, e possou a ser produzido nas fábricas, sob a fiscalização dos burgueses, dono dos meios de produção, e receptores de todos os lucros.

A partir desse momento, o artesão não conseguiu mais equiparar sua força de trabalho com a rapidez com a qual as máquinas produziam, passando, então, a vender apenas para sua sobrevivência.

Com a Primeira Revolução Industrial, o trabalho se transformou em uma mercadoria. 

Primeira Revolução Industrial
Operários e crianças nas oficinas na época da Primeira Revolução Industrial. (Foto: Wikipedia)

Principais fatores da Primeira Revolução Industrial

A Inglaterra foi pioneira na Revolução Industrial por diversos motivos. Principalmente porque a burguesia inglesa dispunha de muito dinheiro e tinha capital suficiente para investir.

Alguns fatores propiciavam essas fontes fastas de recursos. O país possuía uma importante zona de livre comércio da Europa;  possuía também grandes reservas de carvão de ferro, importantes produtos para a construção e funcionamento das máquinas; além de localização estratégica perto do mar que facilitava a exploração dos mercados ultramarinos.

Um tratado feito entre Inglaterra e Portugal chamado de Tratado de Methuen, também conhecido por Tratado de Pães e Vinhos, contribuiu e muito para o acúmulo de capitais da Grã-Bretanha, investidos na industrialização.

Pelo acordo, o país era beneficiado com taxas diferenciadas para os seus produtos entrarem no mercado de Portugal. Os portugueses se comprometiam a comprar os tecidos ingleses e os ingleses a comprar o vinho português.

Esse acordo foi comemorado junto com o declínio da monarquia absoluta portuguesa.  

Política de Cercamentos

A Política de Cercamentos, instituída pelo governo inglês da época, consistia na exigência de títulos de propriedades por parte dos camponeses.

Por conta disso, a Primeira Revolução Industrial alterou bastante as condições de vida do trabalhador, provocando o êxodo rural, ou seja, um crescente número de pessoas saiu das zonas rurais para as zonas urbanas em busca de emprego nas cidades industriais.

Revolução Gloriosa

A Inglaterra do século XVII, diferente de outros países da Europa, já possuía uma burguesia fortalecida, não só do ponto de vista econômico, mas também político, se consolidando hegemonicamente.

Isso ocorreu, principalmente, devido a chamada Revolução Gloriosa que substituiu uma monarquia absolutista por uma monarquia parlamentarista, dominada e governada, logicamente, pela burguesia.

Efeitos Sociais da Primeira Revolução Industrial

No surgimento da Primeira Revolução Industrial eram péssimas as condições de vida e trabalho dos artesãos. As fábricas eram locais insalubres, a jornada de trabalho chegava a 80 horas semanais e os salários variavam em torno de 2,5 vezes o nível de subsistência. Mulheres e crianças também eram submetidos as mesmas condições de trabalho, e os salários eram ainda menores.

A produção que acontecia em larga escala, dividida em etapas, ia distanciando gradativamente o trabalhador do produto final, visto que cada grupo de trabalhadores passava a dominar apenas uma etapa da produção, mas sua produtividade ficava maior.

Movimentos Operários da Primeira Revolução Industrial

Movimento Ludista (1811 a 1812)

O Movimento Ludista foi realizado pelo trabalhadores do fiação e tecelagem no ano de 1811. Foi uma forma mais radical de protesto.

Um dos líderes do movimento, Ned Ludd, junto com os demais operários, invadiram as fábricas e destruíram os aparelhos. Para eles, as máquinas eram mais hábeis que os homens e, por conta disso, tiravam seus trabalhos.

Os protestantes sofreram muita repressão, muitos condenados à prisão, ao exílio e até enforcamento. Os ludistas são bem conhecidos historicamente pelo termo “os quebradores de máquinas”.

Após alguns anos, os operários ingleses mais maduros na militância adotaram métodos mais efetivos de luta, tal como a greve e o movimento sindical.

Movimento Cartista (1837-1848)

Organizado pela Associação dos Operários, o movimento cartista também fez parte da Primeira Revolução Industrial. Esse protesto exigia melhores condições de trabalho, e reivindicava a diminuição da carga horária de 10 para 8 horas. Também exigia a normatização do trabalho feminino, o fim do trabalho infantil, a folga semanal e o salário mínimo.

O grupo lutou pela instituição de novos direitos políticos. Nessa época, o voto era apenas direito dos homens.

O movimento buscava o fim do voto censitário, no qual somente os cidadãos que tivessem uma boa renda econômica poderiam votar. O Movimento Cartista teve forte reconhecimento na Primeira Revolução Industrial, tanto por sua organização, como por sua atuação, e chegou a conquistar muitos direitos políticos para os trabalhadores.

Resumo sobre a Primeira Revolução Industrial

A Primeira Revolução Industria mancar o período que une todos os três momentos chamados de "Revolução Industrial". Esses movimentos foram marcados por grandes avanços nas áreas tecnológicas, o que trouxe sérios impactos para a economia.

A primeira parte do movimento teve início em 1760, quando os avanços tecnológicos permitiram que máquinas passassem a fazer o que antes era feito de forma manual, e até artesanal. Com isso, o impacto em áreas sociais e econômicas foram muito grandes, principalmente para quem vivia do próprio trabalho.

O movimento teve início na Inglaterra, se espalhando por países da Europa e, em seguida, chegando aos Estados Unidos. Essa primeira parte do movimento durou até cerca de 1870, quando os avanços nas tecnologias foram ainda maiores, provocando a Segunda Revolução Industrial.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

MENDES, Maria. Primeira Revolução Industrial; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/primeira-revolucao-industrial >. Acesso em 11 de dezembro de 2019 às 18:41.

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