Rafael Sanzio

Pintor e arquiteto, compõe o trio dos artistas mais importantes do Renascimento Italiano

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Raffaello Sanzio, também conhecido como Rafael Sanzio ou apenas Rafael, nasceu em 6 de abril de 1483 em Urbino, Itália. Filho de Giovani Santi, poeta e pintor com pouca relevância porém bem relacionado na Corte de Urbino, desde criança Rafael já demonstrava interesse pelo campo das artes.

Uma das principais figuras incentivadoras, seu pai foi o responsável pelas primeiras instruções de pintura. Por volta de 1494, seu pai falece e Rafael Sanzio se torna aprendiz no atelier do artista Pietro Perugino, em Perúgia, onde aprende e aprimora as técnicas de pintura e afresco.

Aos 19 anos Rafael Sanzio conclui o afresco “Retábulo Baronci”.

“Retábulo Baronci” de Rafael Sanzio
“Retábulo Baronci” (1500-1501), de Rafael Sanzio (Foto: Wikimedia Commons)

Em 1504, muda-se para Florença, o “Berço do Renascimento”, atraído pelos trabalhos realizados no Palazzo della Signoria, por outros grandes mestres da pintura renascentista como Leonardo da Vinci e Michelangelo.

Rafael Sanzio foi Mestre de Pintura e Arquitetura na Escola de Artes da Cidade. No mesmo ano concluiu sua primeira obra de destaque, o “Casamento da Virgem”, que revela a forte influência de seu mestre Perugino.

“Casamento da Virgem” de como Rafael Sanzio
“Casamento da Virgem” (1504), de Rafael Sanzio (Foto: Wikipédia)

Sob influência das obras de Da Vinci, Rafael Sanzio foi um dos principais artistas do renascimento. Ele absorveu a estética renascentista e realizou a pintura de diversas madonas, tornando assim, suas obras mais sofisticadas e com notável expressão da anatomia humana, influenciado também pelas obras de Michelangelo.

Na segunda metade de 1508, a convite do Papa Júlio II e com apenas 25 anos, Rafael Sanzio vai morar em Roma para decorar os aposentos papais (as Stanze). Permaneceu na cidade do Vaticano por doze anos, na qual, foi desafiado a pintar em grandes espaços.

Nesse período teve a oportunidade de manifestar seu domínio nas técnicas de desenhos e afrescos. Entre suas pinturas renascentista mais famosas estão “Disputa”, ou “Discussão do Santíssimo Sacramento“, e “Escola de Atenas” ambas pintadas na Stanza della Segnatura.

Já em 1509, Rafael Sanzio foi nomeado pintor oficial da corte pontifícia. Em 1912, o papa Júlio II encomendou ao artista a pintura da “Madona Sistina”, para a Igreja de Sâo Sisto, em Placência. Após a morte de Júlio II, Rafael Sanzio continuou trabalhando na decoração para o sucessor, o papa Leão X.

Apesar do grandioso trabalho, Rafael Sanzio também assumiu outras tarefas como a criação de retratos, altares, cartões para tapeçarias, chamados de “Cartões de Rafael”, cenários teatrais e projetos arquitetônicos de construções, como a igreja de Sant’Eligio degli Orefici, em Roma.

Em 1514, com a morte de Donato Bramante, arquiteto do Vaticano quando chegou a pontífice, Rafael Sanzio foi nomeado para a sucessão e assumiu as obras em curso na Basílica de São Pedro e na decoração das galerias do Vaticano.

A “Transfiguração” foi sua última grande obra, encomendada em 1517 e concluída só em 1520, que diferenciou-se do seu estilo e possui traços da expressão barroca. Foi baseada na Transfiguração de Jesus, descrita no Novo Testamento da Bíblia, no livro de Mateus, capítulo 17, versículos 1 a 13.

Obra “Transfiguração” de Rafael Sanzio
“Transfiguração” (1520), de Rafael Sanzio (Foto: Wikipédia)

Rafael Sanzio morreu no auge da sua carreira, no dia 16 de abril de 1520, dia em que completaria 37 anos. Atendendo ao seu próprio pedido, foi sepultado no Panteão de Roma, o mais honorável mausoléu na Itália.

Principais Obras de Rafael Sanzio

Rafael Sanzio foi um dos três nomes mais reconhecidos e influentes do Renascimento, junto a Leonardo da Vinci e Michelangelo.

Apesar da sua curta vida, foi um grande modelo nas academias de artes e possui diversas obras que se tornaram referências do período.  

Desenvolvidas entre 1506 e 1508, as “Madona do Baldaquino”, “Madona Esterházy” e “A Bela Jardineira” fazem parte das madonas mais conhecidas do autor.

“Madona Esterházy” de Rafael Sanzio
“Madona Esterházy” (1507), de Rafael Sanzio (Foto: Wikipédia)
“A Bela Jardineira” de Rafael Sanzio
“A Bela Jardineira”, de Rafael Sanzio (1507-1508) (Foto: Wikimedia Commons)

A obra “Discussão do Santíssimo Sacramento” revela uma visão celestial de Deus, seus profetas e apóstolos a encimar um conjunto de representantes da igreja. Assemelha a vitória do catolicismo à afirmação da verdade.

“Discussão do Santíssimo Sacramento” de Rafael Sanzio
“Discussão do Santíssimo Sacramento” (1510), de Rafael Sanzio (Foto: Wikipédia)

Já a “Escola de Atenas” é uma alegoria complexa do conhecimento filosófico profano. Mostra um grupo de filósofos de várias épocas históricas ao redor de Aristóteles e Platão, ilustrando a continuidade histórica do pensamento platônico.

“Escola de Atenas” de Rafael Sanzio
“Escola de Atenas” (1509-1511), de Rafael Sanzio (Foto: Pixabay)

Outras obras

  • A Deposição de Cristo” (1507): pintura a óleo sobre madeira, atualmente exposta na Galleria Borghese, em Roma.
  • O “Triunfo de Galatéia” (1512-1514) é um afresco feito na Villa Farnesina, um palácio de Roma construído para o banqueiro de Siena Agostino Chigi.
  • Retrato de Baltazar Castiglione” (1515): pintura a óleo, atualmente exposta no Museu do Louvre.

Curiosidades

Especialistas em artes encontraram uma pintura, abandonada a muito tempo no porão de um museu provincial da Itália, pertencente a Rafael Sanzio. O retrato da cabeça de uma mulher foi identificado como o primeiro esboço feito pelo artista para a obra “A Sagrada Família”.

Em setembro de 2018, o Centro Cultural Fiesp realizou a mostra “Rafael e a Definição de Beleza”. Uma exposição em homenagem antecipada aos 500 anos da morte do pintor. Com cerca de 90 obras, distribuídas entre livros históricos, pinturas, tapetes e vasos, a exibição buscou discutiu o ideal estético renascentista.

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BRITO, Samara. Rafael Sanzio; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/rafael-sanzio >. Acesso em 18 de novembro de 2019 às 16:18.

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