Roma Antiga

A civilização Itálica

A Roma Antiga diz respeito a uma civilização itálica do século VIII a. C. Acredita-se que 50 a 90 milhões de pessoas habitavam essa região, situada próximo ao mar Mediterrâneo, que tinha a cidade de Roma como o centro político e econômico.

Como surgiu a Roma Antiga

O surgimento de Roma é narrada pela História Antiga. Existem também lendas que contam como foi originada a cidade. A Mitologia Romana, por exemplo, aponta os irmãos Rômulo e Remo como os fundadores.

De acordo com a narrativa mitológica, Eneias, chefe troiano, fugiu depois que os gregos invadiram Troia. Ele escapou para a Itália e nessa região casou com a filha de um rei latino.

As ruínas da Roma Antiga.
As ruínas da Roma Antiga. (Foto: Wikipédia)

A história aponta que os gêmeos Rômulo e Remo, descendentes de Eneias, foram lançados no rio Tibre por Amúlio, o rei da cidade. No entanto, os pequenos foram resgatados por uma loba. Conforme a lenda, o animal amamentou os irmãos até os camponeses os encontrarem.

Ao chegarem na fase adulta, os irmãos Rômulo e Remo regressaram para Alba Longa e tiraram Amúlio do trono. Foi nesse momento que eles fundaram Roma, no ano 753 a.C.

Por outro lado, a história aponta que Roma foi formada por sete aldeias de pastores de origem sabina e latina localizadas próximo ao rio Tibre.

A Monarquia na Roma Antiga

A Monarquia na época da Roma Antiga compreende os períodos de 753 a 509 a. C. Esse momento foi marcado pela influência dos gregos e também dos etruscos, povo que habitou na região da Etrúria.

Classes da sociedade

No período monárquico a sociedade romana estava dividida entre os grupos: patrícios, plebeus, clientes e os escravos.

Os patrícios correspondiam a classe de cidadãos romanos que eram nobres e donos de terras. Eles eram a minoria da sociedade romana e podiam usufruir dos direitos políticos.

Já os plebeus eram comerciantes, camponeses e artesãos.Geralmente, povos que vinham de regiões conquistadas pelos romanos. Portanto, não eram de Roma e, por isso, também não tinham os direitos de cidadãos romanos. Porém, eram livres.

Os clientes foram os prestadores de serviços. Já os escravos, por outro lado, eram pessoas submetidas ao trabalho. Eles eram sujeitos as essa condição em detrimento das guerras e dívidas.

A República

O período da República iniciou na Roma Antiga em 509 a. C quando o rei Tarquínio foi expulso da região pelos plebeus e patrícios.

Na era da República na Roma Antiga as instituições sociais e econômicas desenvolveram-se. Esse acontecimento tornou a região como uma das maiores e mais poderosas civilizações do mundo antigo. O Senado romano reafirmou-se e passou a governar a cidade.

Cabiam aos magistrados, ou seja, os executores das decisões do Senado, desenvolverem atividades como: cobrar impostos, estabelecer penalidades para crimes e comandar o exército. Quem conduzia as decisões políticas eram os patrícios. Eles também faziam parte do Senado e organizavam a administração pública de modo que a classe usufruísse de privilégios.

Já os plebeus não podiam interferir em decisões do Senado, no entanto, eram fundamentais nos trabalhos do exército de Roma. Essa classe lutou para conquistar direitos e conseguiu alguns como: os tribunos da Plebe, a Lei das Doze Tábuas e as eleições dos magistrados.

Os tribunos da Plebe

Os plebeus conseguiram conquistar muitas exigências, dentre elas: os tribunos da Plebe, denominado também de tributo do povo. Esse fato possibilitou aos magistrados vetarem as medidas que prejudicassem a classe plebe.

Eles conquistaram, além disso, o direito de reivindicar ações do Senado e também de incluírem nas leis de Roma, seus direitos. O primeiro tributo foi instaurado em 493 a. C.

A Lei das Doze Tábuas

A Lei das Doze Tábuas consistiu em um conjunto de regras estabelecidas. Antes, as leis eram mantidas em segredo por representantes dos patrícios e os pontífices. Isso, além de beneficiar os patrícios, prejudicava a plebe. Por essa razão, em 462 a.C., o plebleu Terentílio exigiu que fosse estabelecido a publicação do código oficial e legal.

A partir disso, os plebeus puderam ter acesso as leis e também impedir que a classe fosse prejudicada. Na época dos patrícios ainda resistiram a essa decisão porque desfrutavam de muitos benefícios. No entanto, a Lei das Doze Tábuas foi constituída e estendida no Fórum Romano. 

Eleições dos magistrados

A eleição dos magistrados ocorreu no ano de 362 a. C. Esse acontecimento possibilitou a eleição do primeiro cônsul Plebeus.

A crise da República

Roma passou por diversos conflitos que contribuíram para a instauração de crise na República. Esse período foi marcado pela inconstância política e revoltas sociais. Não há exatidão quanto ao começo da crise e também o motivo que a originou. No entanto, atribui-se às violências contra os escravos, as guerras internas e externas, assim como as reformas agrárias, dentre outros.

Com o objetivo de estabelecer a administração política, os generais do exército dividiram o poder de Roma, sendo eles: Júlio César, Pompeu, o Grande e Marco Licínio Crasso; juntos constituíram o Primeiro Triunvirato.

O Primeiro Triunvirato diz respeito a uma aliança organizada em 60 a.C a 53 a. C. Após a morte de Júlio César foi criado o Segundo Triunvirato. Esse último, por sua era formado por Marco Antônio, Otávio e Lépido em 43 a.C., com duração até 33 a.C.

Primeiro Triunvirato é caracterizado pela ausência de informalidade entre os três representantes. Por outro lado, o Segundo Triunvirato cujo o nome oficial era “Triunviros para a Organização do Povo” tem como aspecto a formalidade entre as pessoas que constituíram o poder.

O Império Romano

O início do império na Roma Antiga iniciou no ano de 27 a.C. quando Otávio Augusto assumiu o poder e tornou-se o primeiro César. Ele tomou pequenas medidas até obter todos os poderes políticos. Com a morte de Otávio Augusto quatro dinastias de imperadores chegaram ao poder no período do Alto império (27 a. C. a 235 d.C). São elas: 

Primeiro: Dinastia dos Julio-Claudiana

  • Tibério;
  • Calígula;
  • Nero;
  • Cláudio.

Segundo: Dinastia Flaviana

  • Vespasiano;
  • Tito;
  • Domiciano.

Terceiro: Dinastia dos Antoninos

  • Nerva;
  • Trajano;
  • Adriano;
  • Marco Aurélio;
  • Cómodo;

Quarta: Dinastia dos Severos

  • Sétimo Severo
  • Caracala
  • Macrino
  • Heliogábalo
  • Severo Alexandre

O fim do Império Romano

O Império Romano tinha uma extensão territorial muito grande e, com isso, não conseguiu estabelecer uma administração política ordenada. Muitos fatores contribuíram para a péssima chefia, como o abuso de autoridade e de poder.

O império romano caiu por algumas causas como:

  • A escassez de escravos;
  • A elevação dos impostos;
  • A invasão dos povos bárbaros.

Depois que do imperador Teodósio morreu em 395, o Império Romano foi dividido entre os filhos dele: Honório e Arcádio. O primeiro assumiu o Império Romano do Ocidente e, por outro lado, o segundo Império Romano do Oriente.

Império Romano do Oriente tinha como capital a Constantinopla. Os turcos conquistaram a região em 1453. Esse acontecimento é considerado como o fim da Idade Média para o início da Idade Moderna. 

Por conta da falta de organização e os ataques de barbados o Império romano chegou ao fim. O último imperador da Roma Antiga foi Rômulo Augusto.

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ALVES, Jéssica. Roma Antiga; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/roma-antiga >. Acesso em 22 de janeiro de 2020 às 22:02.

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