Santo Agostinho

Patrono da Igreja Católica e da Anglicana

Líder de uma corrente filosófica de padres católicos, Aurélio Augustino – mais conhecido como Santo Agostinho – foi o filósofo, bispo e teólogo da Idade Média que revolucionou o pensamento cristão.  

Filho de mãe cristã e pai pagão, tornou-se santo em um período que ainda não existia a canonização papal. Seus escritos contribuíram com a Patrística – movimento que buscava a racionalidade dentro da fé.

Devido as obras teológicas e filosóficas, foi condecorado de ‘Doutor da Igreja’ pelo Papa Bonifácio VII, no século XIII. 

A Vida de Santo Agostinho

Nascido em Tagaste, onde hoje localiza-se a Argélia, Aurélio Augustino era descendente de nobres com orientações religiosas diferentes: pai pagão e mãe extremamente religiosa.

Inclusive, depois da morte, sua mãe foi canonizada como santa pelo Papa Alexandre III por ter sido a principal incentivadora da conversão ao Cristianismo.

Ensinamentos de Santo Agostinho
O pensamento crítico de Santo Agostinho reformulou a visão da Igreja Católica. (Foto: Pixabay)

 

Como sempre buscou educar Agostino de acordo com os ensinamentos cristãos, Mônica o enviou para estudar na Escola de Madaura – local que aprendera sobre literatura latina e as crenças do Paganismo.

Em seguida, foi morar em Cartago para estudar retórica. Nesse período passou a seguir a doutrina maniqueísta (mundo dividido entre bem e mal) e hedonista (a busca pelo prazer como único objetivo da vida). Além disso, manteve um relacionamento amoroso no qual teve um filho.

Já separado, mudou-se para Roma, abriu uma escola e chegou a ser nomeado professor da corte imperial. No campo espiritual, enfrentou algumas crises existenciais até conhecer o bispo Ambrósio de Milão.

A partir de então, converte-se ao catolicismo, deixando de lado as antigas concepções do Ceticismo para servir a um único Deus. Foi batizado pelo próprio bispo Ambrósio durante a vigília de páscoa, em 387 d.C.

Após sepultar a mãe, retorna a Tagaste e vende sua parte da herança em prol dos pobres. Na cidade natal deu início a um ordem monástica cujas as normas forram escritas por ele.  

Santo Agostinho começou como padre, depois bispo adjunto, até ser nomeado bispo, em 397. Foi o principal responsável pela administração da igreja e das questões religiosas e judiciais da cidade de Hipona (norte da África) por mais de 30 anos.

Morreu em agosto de 430, deixando 113 obras escritas. Seus restos mortais estão guardados na igreja de San Pietro in Ciel d'Oro (“São Pedro do Céu de Ouro”), na Itália. O local era a antiga catedral dos agostinianos.

Atualmente, é considerado o santo protetor dos teólogos, impressores e cervejeiros. Seu dia na Igreja Católica é 28 de agosto, mesma data de falecimento. Os fiéis costumam homenageá-lo em oração:

“Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que por divina providência fostes chamado das trevas da gentilidade e dos caminhos do erro e da culpa a admirável luz do Evangelho e aos retíssimos caminhos da graça e da justificação para ser ante os homens vaso de predileção divina e brilhar em dias calamitosos para a Igreja, como estrela da manhã entre as trevas da noite: alcançai-nos do Deus de toda consolação e misericórdia o sermos chamados e predestinados, como Vós o fostes, a vida da graça e a graça da eterna vida, onde juntamente convosco cantemos as misericórdias do Senhor e gozemos a sorte dos eleitos pelos séculos dos séculos. Amém.”

Obras de Santo Agostinho

As obras de Santo Agostinho são requisitadas até os dias atuais. Entre os muitos assuntos que escreveu, analisou intensamente os dilemas da liberdade humana: o livre direito de escolha e a força divina como protagonista dessa liberdade.   

Além disso, sua produção envolve textos da doutrina cristã, contra heresias, comentários sobre trechos da Bíblia – especialmente o livro de Gênesis – salmos, sermões e muitas cartas. As mais conhecidas são:

  • Confissões (Confessiones, 397);
  • A cidade de Deus (De Civitate Dei, 413-426);
  • Doutrina cristã (De doctrina Christiana, 397–426);
  • Livre arbítrio (De libero arbitrio);
  • Trindade (De Trinitate, 400-416);
  • A catequese dos não instruídos (De catechizandis rudibus);
  • Fé e o credo (De fide et symbolo);
  • A mentira (De mendacio);
  • Heresias e o que Deus quer (De haeresibus ad Quodvultdeum);
  • Cuidados com os mortos (De cura pro mortuis gerenda).

Ensinamentos de Santo Agostinho

Santo Agostinho explorou os conceitos da vida pelo viés da psicologia, filosofia e da própria natureza. No entanto, destacava que esses conhecimentos eram de origem divina. 

Era defensor da predestinação – teoria de que a vida humana é traçada por Deus. E, por isso, a fé em seu poder é o único caminho para alcançar a verdade. A razão seria o mecanismo de constatação dessa verdade, pois foi dada aos homens pelo próprio Deus.

Também foi o percussor da defesa e manutenção da paz. No entanto, se não fosse possível mantê-la, a guerra seria uma saída para recuperá-la. Ou seja, a guerra apenas será justa quando o foco for o comprometimento com paz.

Para ele, os cristãos nunca devem punir os que podem quebrar a passividade, pois nenhum homem é capaz de garantir a concretude de más ações, sendo injusto condená-los previamente.

Faça a referência deste conteúdo seguindo as normas da ABNT:

SANTOS, Thamires. Santo Agostinho; Guia Estudo. Disponível em

< https://www.guiaestudo.com.br/santo-agostinho >. Acesso em 29 de janeiro de 2020 às 19:43.

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